O papel do nariz na respiração







O nariz desempenha importante papel no sistema respiratório, cabendo a ele a ele a função de umidificar, aquecer e filtrar o ar inspirado. Fatores ambientais como a baixa umidade, poluição e frio exigem um trabalho ainda maior do nariz para que sejam mantidas as características ideais do ar que chega aos pulmões.

Anatomicamente o nariz é dividido pelo septo nasal em duas cavidades, revestidas por epitélio estratificado pavimentoso queratinizado na região do vestíbulo nasal e pseudo-estratificado cilíndrico ciliado (respiratório) a partir do vestíbulo, com relevos ósseos nas paredes laterais denominados cornetos, que são em número de três em cada lado (inferior, médio e posterior). A mucosa que recobre o corneto inferior tem característica erétil, ou seja, pode aumentar de volume de acordo com estímulos ambientais. Na região dos cornetos médio e superior é onde se encontram os óstios de drenagem dos seios da face.

Quando há alteração na função nasal um dos principais sintomas é a obstrução que, instintivamente, ocasiona respiração bucal para manter o suprimento de ar necessário a oxigenação dos tecidos. Secundariamente é muito comum a ocorrência de sinusites.

Do ponto de vista anatômico e fisiológico a respiração bucal não desempenha as funções necessárias para a adequação do ar que é inspirado às condições necessárias para o pulmão, ocasionando vários problemas. Nas crianças a respiração pela boca pode ocasionar infecções de toda a arvore respiratória, conseqüência da filtragem inadequada do ar, alterando também o desenvolvimento da face e dentição, alem de prejudicar o crescimento, já que se torna difícil respirar e comer ao mesmo tempo.

Nos adultos a respiração bucal está associada a roncos noturnos, apneia do sono, mau hálito e inflamações crônicas da faringe e laringe. Em qualquer faixa etária a respiração pela boca agrava as doenças pulmonares, principalmente asma e bronquite.

São várias as causas que podem prejudicar as funções do nariz, sendo as principais a rinite, desvios do septo nasal, hipertrofia adenoideana, pólipos nasais e tumores. Há ainda as alterações congênitas de desenvolvimento do nariz.


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