A fisioterapia é o tratamento de doenças, utilizando agentes físicos com a finalidade de recuperar a alteração da função respiratóri...

Fisioterapia Respiratória é indicada para Bronquite Infantil


 

A fisioterapia é o tratamento de doenças, utilizando agentes físicos com a finalidade de recuperar a alteração da função respiratória do paciente. Inicialmente voltada para as doenças que apresentam limitação crônica do fluxo aéreo (asma, enfisema, bronquite crônica e bronquiectasias), atualmente é indicada em praticamente todas as doenças respiratórias, nas unidades de terapia intensiva, pré e pós-operatório e no nível ambulatorial para adultos e crianças. Tem também uma indicação preventiva para evitar complicações respiratórias, sobretudo nos pacientes submetidos a cirurgia abdominal, ortopédica, torácica ou cardíaca.

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A bronquite aguda normalmente ocorre depois de uma infecção viral das vias respiratórias. Em algumas ocasiões, pode-se contrair uma infecção bacteriana após a viral, que infecta as vias respiratórias. A bronquite aguda afeta a pessoas mais velhas, crianças pequenas, bebês, fumantes ou pacientes com pneumonia.

Suas principais metas são:

1. Prevenir o acúmulo de secreções nas vias aéreas, que interfere na respiração normal;
2. Favorecer a eficácia da ventilação;
3. Promover a limpeza e a drenagem das secreções;
4. Melhorar a resistência e a tolerância à fadiga, durante os exercícios e nas atividades da vida diária;
5. Melhorar a efetividade da tosse;
6. Prevenir e corrigir possíveis deformidades posturais, associadas ao distúrbio respiratório;
7. Promover Suporte Ventilatório adequado, bem como sua retirada, em pacientes internados nas Unidades de Terapia Intensiva.

Pacientes com crises repetidas de asma e bronquite, principalmente se ocorre intensa produção de secreção dentro dos brônquios, a fisioterapia respiratória tem grande indicação, principalmente se ocorre grande secreção dentro dos brônquicos, situação essa que poderia levar a quadros associados de pneumonia. A asma, também conhecida como bronquite asmática ou bronquite alérgica, acompanha-se de uma inflamação crônica dos brônquios e sintomas como falta de ar, aperto no peito, cansaço, chiados e tosse persistente. Ocorre que cerca de 10% da população brasileira, sendo mais frequente em crianças.

Tratamento da bronquite

Em geral não requer tratamento antibiótico. Para amolecer o muco, convém que a criança tome muito líquido. Se a tosse for seca, convém dar um antitussígeno. Pelo contrário, se na tosse se elimina secreções, não é indicado dar medicamentos para cortar a tosse. Contribuem para reter o muco nos pulmões, situação que favorece a infecção. 

Não se necessitam antibióticos para a bronquite aguda, causada por um vírus. A infecção geralmente se resolve espontâneamente em uma semana. Pode-se tomar as seguintes medidas para alcançar algum alívio, sempre com a autorização médica.

  • Paracetamol para a febre. NÃO SE DEVE admnistrar aspirina às crianças.  
  • Descansar. 
  • Tomar muito líquido .
  • Utilizar vaporizador ou vapor no banho. 
  • NÃO fumar perto da criança.

A asma e a bronquite causam obstrução brônquica, dificultando a saída do ar de dentro dos pulmões. O papel do fisioterapeuta é justamente fazer a desobstrução brônquica. Assim que é diagnosticada a asma ou bronquite, é importante que a pessoa procure este especialista para fazer a sua reeducação respiratória, através dos exercícios de relaxamento, postura e o uso do inalador. Isso ameniza muito as crises, diminuindo também a incidência de processos infecciosos pulmonares.

Realizar sessões de fisioterapia respiratória para o tratamento da bronquite auxilia na capacidade do indivíduo e elimina as secreções, pois as técnicas manuais usadas pelo profissional tem como finalidade recuperar a alteração respiratória do paciente, com exercícios para facilitar a expectoração, melhorar e auxiliar a respiração e o estado pulmonar do paciente.

O fisioterapeuta também tem um papel fundamental no auxílio às pessoas com seqüelas respiratórias causadas por uma forte pneumonia. Nesses casos, pode ocorrer derrame na pleura ("capa" que envolve os pulmões), isto é, um acúmulo de secreção ou água no local. A fisioterapia respiratória, através de ventilação e exercícios próprios, chega a atingir 100% de regressão e melhora desse tipo de quadro clínico. 

Na UTI, a fisioterapia respiratória tem um caráter mais dinâmico e objetivos diferentes. Auxilia na manutenção das funções vitais, através da prevenção e/ou tratamento das doenças cardio-pulmonares, circulatórias, reduzindo assim, a chance de possíveis complicações e o tempo de ocupação do leito. Cabe também ao fisioterapeuta, na admissão do paciente em UTI, adequar o suporte ventilatório necessário, através da instalação imediata de oxigenoterapia e ventilação mecânica.

A Terapia de Higiene Brônquica (THB) é um conjunto de intervenções fisioterapêuticas que visam favorecer a depuração de secreções das vias a...

Saiba mais sobre a manobra Bag Squeenzing





A Terapia de Higiene Brônquica (THB) é um conjunto de intervenções fisioterapêuticas que visam favorecer a depuração de secreções das vias aéreas. Paciente em ventilação mecânica (VM),frequentemente, evolui com retenção de secreção pulmonar, agravado pela presença da via aérea artificial e o uso de altos fluxos inspiratórios, os quais comprometem a depuração mucociliar.

A ventilação, com elevadas concentrações de oxigênio e o uso de agentes paralisantes, também, são fatores que expõem o paciente ventilado à retenção anômala de secreção. Tanto a retenção de secreção nas vias aéreas como a produção excessiva desta na presença de agentes biológicos agressores leva ao aumento da resistência das vias áreas, justificado pelo preenchimento da luz brônquica, ocasionando esforço muscular compensatório a tal alteração da
impedância pulmonar. Se os músculos respiratórios não estiverem aptos à mudança de impedância pulmonar, condições como hipoventilação e fadiga muscular podem agravar o quadro. A má gestão da clearance das vias aéreas dificulta o desmame ventilatório, podendo elevar o tempo de Ventilação Mecânica.

O fisioterapeuta tem papel fundamental na assistência deste perfil de paciente crítico. Dentre as técnicas de THB mais citadas na literatura, destacamos a drenagem postural, tapotagem, vibração e compressão torácica, conhecidas como Fisioterapia Convencional (FC), a qual se utiliza das mãos como fonte geradora de ondas mecânicas.

Outro grupo terapêutico se apropria do uso de pressão positiva, com o intuito de descolar secreção,de distal para proximal, facilitando a sua remoção das vias aéreas, quase sempre realizada por aspiração traqueal. É conhecido que a aspiração tem potencial adverso, dado o risco de hipoxemia, de colabamento de unidades alveolares, arritmias e lesões da mucosa. 

Um recurso fisioterapêutico que pode ser utilizado para pacientes que cursam com quadro de hipersecreção pulmonar e tampões mucosos, e que estejam necessitando da utilização de ventilação artificial, por meio de um aparelho de ventilação mecânica invasiva é a manobra Bag Squeenzing.

Essa manobra consiste na utilização de uma bolsa de hiperinsuflação pulmonar (ambu) e das técnicas de vibração e compressão torácica. É feita em paciente sob ventilação mecânica. Dois fisioterapeutas poderão atuar conjuntamente: o primeiro administrará um volume gasoso com a bolsa, maior que o volume corrente utilizado pelo suposto paciente, se possível, chegando próximo ao limite da capacidade pulmonar total; e o segundo sincronizará a manobra de vibrocompressão após a hiperinsuflação. Deve ser feito de forma rápida em três ciclos seguidos e ao final deles o um dos fisioterapeutas faz a vibrocompressão. Promoverá, portanto, a aceleração do fluxo expiratório gerando, com isso, fluxo turbulento e estimulando o mecanismo de tosse, o que facilitará o deslocamento das secreções impactadas na periferia pulmonar, trazendo-as mais próximo das vias aéreas superiores onde serão mais facilmente eliminadas. Na presença de secreções espessas, recomenda-se a instilação prévia de soro fisiológico em quantidades adequadas antes da insuflação do pulmão.

Essa manobra está contraindicada nos casos de instabilidade hemodinâmica, hipertensão intracraniana, hemorragia peri-intraventricular grave, osteopenia da prematuridade, distúrbios hemorrágicos e graus acentuados de refluxo gastroesofágico.

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