Pessoas que possuem doenças respiratórias crônicas, como bronquite ou asma, estão entre os grupos mais vulneráveis a complicações da doença ...

Doenças Respiratórias Crônicas e o Coronavírus ( covid-19)





Pessoas que possuem doenças respiratórias crônicas, como bronquite ou asma, estão entre os grupos mais vulneráveis a complicações da doença Covid-19, causada pelo novo coronavírus. Relatórios da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde colocam estes indivíduos entre os mais suscetíveis a essa enfermidade.

Os coronavírus causam infecções que variam de resfriados comuns a síndromes mais severas, como a síndrome respiratória aguda grave (SARS — do inglês, Severe Acute Respiratory Syndrome) e a infecção causada pelo novo coronavírus 2019-nCoV.

Doenças causadas pelos coronavírus

Os coronavírus são responsáveis por causar diversas infecções, sendo muitas delas brandas, no entanto, algumas merecem destaque devido à sua gravidade. São elas:

  • SARS (do inglês, Severe Acute Respiratory Syndrome): A síndrome respiratória aguda grave é causada pelo vírus SARS-CoV e teve seus primeiros registros de casos no ano de 2002, na China. A SARS causou a morte de cerca de 800 pessoas até ser controlada, no ano de 2003.

  • MERS (do inglês, Middle East Respiratory Syndrome): A síndrome respiratória do Oriente Médio é causada pelo vírus MERS-CoV e teve seus primeiros casos notificados em setembro do ano de 2012, na Arábia Saudita. No entanto, posteriormente, foi identificado que os primeiros casos ocorreram em abril do mesmo ano, na Jordânia, e, em seguida, em outros países do Oriente Médio, bem como Europa, Ásia, América e África. Desde sua descoberta, a MERS causou 858 mortes.

O fato de ela atingir o sistema respiratório faz com que possam ocorrer mais complicações em quem se encontra neste grupo. Veja abaixo alguns motivos:
  • Uma pessoa com essa condição já tem um pulmão mais enfraquecido, do ponto de vista de sua estrutura
  • Doenças crônicas deixam, por consequência, o sistema imunológico mais enfraquecido
  • O vírus pode agravar ou até mesmo abrir portas para uma infecção bacteriana secundária

Veja os cuidados específicos que quem sofre de doenças respiratórias deve tomar:
  • Ter a condição controlada da melhor forma possível
  • Seguir toda a prescrição médica já passada no acompanhamento da condição
  • Se preservar ao máximo, não se expor ao contato com pessoas suspeitas de portarem o vírus

Entenda os riscos

`Para esse grupo, o coronavírus apresenta riscos similares a outros vírus que atacam o sistema respiratório, como o influenza, causador da gripe.

A diferença é que já existe vacina para a gripe. Não há, por sua vez, nenhuma vacina ou medicamento de ação comprovada contra a infecção causada pelo coronavírus.

O que acontece é que muitas vezes os sintomas de Covid-19 são parecidos com os sintomas de influenza [gripe]. Além disso, quem tem alguma doença crônica, qualquer uma, normalmente tem o sistema imunológico mais frágil.

Cuidados que quem tem doenças respiratórias crônicas deve tomar

É importante manter a doença controlada e tomar as vacinas em dia, especialmente a de pneumonia e a da gripe – esta última, cuja vacinação começa no próximo dia 23.

E, naturalmente, tem que se preservar, evitar ter contato com quem já pode ter sido exposto ao vírus.

A doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) caracteriza-se por obstrução ao fluxo aéreo parcialmente reversível. Essa limitação geralmen...

Fisioterapia Respiratória na DPOC





A doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) caracteriza-se por obstrução ao fluxo aéreo parcialmente reversível. Essa limitação geralmente é progressiva, sendo associada a uma resposta inflamatória dos pulmões a partículas ou gases tóxicos. O processo inflamatório crônico da DPOC pode produzir modificações dos brônquios e causar destruição do parênquima, com consequente aumento da complacência pulmonar. A presença dessas alterações é variável em cada indivíduo e determina os sintomas da enfermidade, que incluem tosse crônica, produção de expectoração e dispneia aos esforços. Embora a DPOC comprometa o sistema respiratório, produz consequências sistêmicas para os sistemas muscular e cardiovascular.

O tratamento da DPOC envolve medidas para minimizar e/ou corrigir as limitações impostas pelo descondicionamento cardiorrespiratório e alterações da força muscular respiratória e periférica; por isso, a fisioterapia respiratória constitui um componente necessário nesse tratamento, tendo como objetivo oferecer o melhor comportamento funcional ao paciente

Entre os diversos sintomas que acompanham a DPOC, estão a dispneia (falta de ar), tosse, secreção (catarro) e infecções respiratórias. Como consequência disso, pessoas com DPOC frequentemente sofrem com o descondicionamento físico, fraqueza muscular, perda de peso e desnutrição. O que, muitas vezes, acaba limitando a prática de atividades físicas. 

Todos esses fatores contribuem para que um paciente com DPOC seja indicado para a fisioterapia. Onde será desenvolvido um plano de tratamento personalizado, em comum acordo entre o seu médico e o fisioterapeuta. Em geral, os objetivo da fisioterapia respiratória são:

  • reduzir a dificuldade para respirar (dispneia);
  • melhorar a capacidade de realizar exercícios físicos;
  • melhorar a higiene brônquica (limpeza das vias aéreas);
  • aumentar o conhecimento e autocuidado do paciente.

 Quem pode fazer fisioterapia respiratória

São pacientes potenciais para a fisioterapia as pessoas que sofrem com os sintomas da DPOC e vêem sua qualidade de vida diminuída em função da doença. Principalmente aqueles que são limitados pela redução da performance em atividades físicas e sofrem com a fraqueza muscular.

Os tipos de tratamentos usados na fisioterapia variam de paciente para paciente, levando em consideração a evolução da doença e a resposta à prática de exercícios. Mas, em geral, podem ser recomendados:

  • Exercícios físicos: como treinamentos de endurance, intervalado, treino de força e muscular respiratório. O objetivo é melhorar o condicionamento cardiorrespiratório e muscular e a flexibilidade1.
  • Exercícios respiratórios: técnicas que podem ajudar a melhorar a função respiratória, como expirar, respirar profunda e lentamente, terapia de relaxamento, entre outros1.
  • Técnicas de higiene brônquica: práticas que o paciente pode usar no seu dia a dia para desobstruir as vias aéreas, capacitando e encorajando a uma vida mais independente.

Faça Fisioterapia