Enfisema: redução de pulmão como tratamento







Durante dois anos, o aposentado João Carlos Evangelista precisou da ajuda de medicamentos para respirar. Um enfisema pulmonar, provocado pelo tabagismo, afetou de tal forma a sua capacidade respiratória que bastavam quatro passos para que ele interrompesse uma caminhada. Aos 44 anos, sua expectativa de vida era reduzida, e nem mesmo trabalhar ele conseguia. Em 1999, uma pneumonia o levou ao serviço de urgência do Hospital Universitário, sendo internado na Unidade de Terapia Intensiva, de onde saiu depois de ter os dois pulmões reduzidos. João é um dos 26 pacientes que fizeram a cirurgia redutora do pulmão e controlaram o enfisema, retomando atividades cotidianas que, até então, pareciam distantes.
A experiência juiz-forana com esse tipo de procedimento será apresentada durante o Congresso Mineiro de Pneumologia, que começa amanhã, em Belo Horizonte. O diferencial da técnica utilizada pela equipe do médico Jorge Montessi, chefe do serviço de pneumologia e cirurgia torácica do Hospital Universitário, está basicamente no custo da cirurgia. O procedimento tradicional fica em torno de US$ 6 mil (cerca de R$ 15 mil), valor que foi reduzido em três vezes graças à substituição do grampeador mecânico por uma pinça fabricada artesanalmente por um torneiro mecânico da cidade. A pinça, além de baratear o procedimento, promove uma sutura eficaz do pulmão comprometido.
A cirurgia é oferecida tanto pelo SUS quanto pelos convênios, sendo realizada no Hospital Universitário, vinculado à Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), e no Hospital Monte Sinai. Começou a ser realizada na cidade em 1997, apenas três anos depois da experiência bem sucedida do professor Coope, no Canadá. No princípio, os pacientes eram submetidos à redução dos dois pulmões. O procedimento, no entanto, foi modificado depois que três pacientes, dos seis primeiros operados, morreram.
Segundo Jorge Montessi, a equipe decidiu fazer uma seleção mais criteriosa dos pacientes e reduzir primeiramente apenas o pulmão mais comprometido. Outros 19 pacientes foram operados desde então, não houve mortes, e apenas dois precisaram ser submetidos a uma nova operação.
No congresso também serão apresentadas as experiências dos serviços do Pavilhão Pereira Filho, de Porto Alegre (RS); do Incor, de São Paulo; e do Hospital Clementino Fraga Filho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro. A coordenação será dos cirurgiões torácicos de Belo Horizonte Nilson Figueiredo do Amaral e Sílvio Paulo Pereira. A mesa-redonda acontece no sábado, de 10h40 às 11h55, na sala Lívio Renault, da Associação Médica de Minas Gerais.
Cirurgia é apenas paliativo
O bancário S.F.N., 57 anos, morador em São Lourenço, no Sul de Minas, fumou dois maços de cigarro por dia, durante 35 anos. Na última sexta-feira, foi submetido à cirurgia, e a expectativa é de que tenha alta médica em 15 dias. O vício o levou ao enfisema, e, segundo o médico Jorge Montessi, esse é perfil dos pacientes operados até agora: fumaram durante muitos anos, e, mesmo em idade produtiva, estavam incapacitados para o trabalho. Depois da cirurgia, puderam retomar suas atividades domésticas e até mesmo profissionais. Entre os operados, três tinham mais de 70 anos, dois entre 60 e 70 anos, e os demais, entre 40 e 60 anos.
De acordo com Jorge Montessi, o primeiro pulmão a ser remodelado é sempre o que está em pior condição. O paciente operado passa por reabilitação, e, se alcançar 40% da capacidade respiratória, não precisa retornar ao centro cirúrgico. "Mesmo que o ganho funcional não seja tão intenso, a qualidade de vida melhora muito", diz o médico. Ele ressalta que pessoas normais, em repouso, utilizam cerca de 25% da capacidade de seus pulmões, o que demonstra que é possível viver bem com apenas 40% da capacidade total.
O enfisema pulmonar não tem cura, e a cirurgia é apenas uma solução paliativa. Mesmo assim, destaca Jorge Montessi, em pacientes mais jovens, permite que, no futuro, possam ser submetidos a um transplante de pulmão caso seja necessário. Sem o procedimento, não agüentariam a espera. No Brasil, esse tipo de transplante é feito apenas nos hospitais das universidades federal do Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, e no Incor, de São Paulo.
Não há registro na literatura médica de realização de uma segunda remodelagem de pulmão. Segundo Jorge Montessi, nada impede, no entanto, que, no futuro, a equipe opte por esse procedimento. "Esse tipo de conduta vai depender das condições do paciente e da análise do caso", diz ele. A equipe encarregada do procedimento é multidisciplinar. Pneumologista, cirurgião torácico, fisioterapeuta, nutricionista e até mesmo um psicólogo acompanham o paciente, antes e depois do procedimento cirúrgico.

Hoje em Dia, 29/08/05

A influência da crioterapia na redução do edema, dor e trismo após a exodontia de terceiro molar: um estudo preliminar.

Laureano Filho JR, de Oliveira e Silva ED, Batista CI, Gouveia FM.

O edema, dor e trismo são conseqüências indesejáveis da extração do terceiro molar. Os autores conduziram um estudo a fim de avaliar a efetividade da crioterapia, a terapia do uso do frio, na redução das conseqüências indesejáveis após a cirurgia.
Métodos: Catorze pacientes com idade entre 20 e 28 anos fizeram parte da amostra. Os autores extraíram dois terceiros molares impactados mandibulares em tempos diferentes de cada paciente. Imediatamente após a cirurgia, o paciente submeteu-se à crioterapia em um lado por 30 minutos, a cada uma hora e meia, por 48 horas durante a vigília. O paciente não recebeu crioterapia no outro lado. Os autores fizeram avaliações clínicas para medir o trismo e o edema antes e imediatamente após a cirurgia, 24 e 48 horas após a cirurgia.
Resultados: Os autores compararam ambos os lados para avaliar as diferenças no edema, dor e trismo de cada paciente. Os resultados apresentaram diferenças estatisticamente significativas em dois dos cinco pontos avaliados que foram utilizados para medir o edema (teste dos sinais de Wilcoxon não paramétrico das distâncias lineares entre o ângulo da mandíbula ao pogônio e ao tragus). Eles encontraram diferenças estatísticas significativas entre os dois lados em relação à dor, contudo eles não encontraram diferenças em relação ao trismo. CONCLUSÕES: Apesar de não ter tido função na redução do trismo, a crioterapia foi efetiva na redução do edema e da dor nesta amostra, e os autores ainda recomendam seu uso.
Implicações Clínicas: A crioterapia é um auxiliar após a exodontia do terceiro molar. Mais estudos devem ser conduzidos com uma amostra maior de pacientes e outros tipos de terapia, como a terapia com laser de baixa intensidade.

Fonte: http://www.drashirleydecampos.com.br/noticias/17002
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