Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG)


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É uma doença emergente e, como o próprio nome diz, grave, compatível com pneumonia atípica, que se tem mostrado epidêmica e com maior proporção de casos em adultos. O quadro clínico apresenta-se com: febre alta (> 38ºC) com um ou mais dos seguintes sinais e sintomas respiratórios: tosse, fadiga, dispnéia e contato íntimo com pacientes com SRAG (dentro de 10 dias de início dos sintomas) ou história recente de viagem (dentro de 10 dias de início dos sintomas) para áreas consideradas de risco.
Até o presente, não há indicação que a SRAG esteja vinculada ao bioterrorismo.

Transmissão: a maioria dos casos tem ocorrido em profissionais de saúde e nos familiares que tiveram contato direto com os pacientes, fortalecendo a hipótese de transmissão direta, isto é, em pessoas que tiveram contato íntimo com os pacientes ou com suas secreções.

Período de incubação: 02 - 07 dias até 10 dias.

Quadro Clínico: no início, os sintomas são similares à gripe (influenza).

Destaca-se febre alta (> 38ºC), tosse seca, dispnéia, podendo apresentar sintomas associados, tais como, mialgia, coriza, cefaléia, mal estar, confusão mental, anorexia, exantema e diarréia.

Agente etiológico: Está sob investigação em 10 países, mas ainda não foi completamente identificado. Há possibilidade de tratar-se de um vírus modificado da família PARAMIXOVIRIDAE, na qual se incluem os vírus causadores das seguintes doenças: parainfluenza, sincicial respiratório, caxumba e sarampo. Enfatiza-se que são resultados preliminares e o encontro desse agente pode significar apenas uma coincidência.

Neste momento, de acordo com Organização Mundial de Saúde, existem evidências que reforçam a idéia de que o agente etiológico seja um novo membro da família Coronaviridae. Dentre essas evidências, destaca-se:

- o sequenciamento parcial do vírus da SRAG em vários laboratórios confirmam a afiliação deste vírus ao gênero Coronavírus, bem como a não semelhança com membros pertencentes a cada um dos três grupos pertencentes a este gênero;

- os achados laboratoriais em relação a este novo vírus desta família são consistentes em vários laboratórios da rede da OMS, analisando amostras de pacientes de vários países;

Ainda não está claro qual o papel do metapneumovírus humano (família Paramyxoviridae) na infecção por SRAG.

Tratamento: Diversas terapias com antibióticos têm sido tentadas até o momento, com pouco efeito evidente.

A ribavirina, com ou sem o uso de esteróides, tem sido utilizada em um número crescente de pacientes. Mas, na ausência de indicadores clínicos, sua efetividade não foi comprovada até o presente momento.

Atualmente a terapia mais apropriada são as medidas de suporte geral do paciente, assegurando a hidratação e o tratamento de infecções subseqüentes.



Medidas de Controle Sanitário para Viajantes



ATENÇÃO VIAJANTE

Se você apresentou durante sua viagem: febre alta (>38°C), acompanhada de tosse ou dificuldade de respirar e teve contato com pacientes com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) ou fez viagem recente (há menos de 10 dias) para QUALQUER DAS ÁREAS AFETADAS LISTADAS ABAIXO, procure imediatamente a autoridade sanitária da ANVISA neste aeroporto, porto ou posto de fronteira ou caso estes sintomas se manifestem nos próximos dias, procure um serviço de saúde e informe ao Centro Nacional de Epidemiologia/CENEPI pelo telefone 0XX 61 3146533, pelo e-mail gripe@funasa.gov.br ou pelo fax 0XX 61 226-6682.

ÁREAS AFETADAS: Canadá (Toronto), Cingapura, China (Hong Kong, Guangdong, Shanxi, Taiwan), Estados Unidos da América, Londres e Vietnam (Hanói).

EM RIBEIRÃO PRETO ENTRAR EM CONTATO COM A VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA DO DISTRITO: 617 4212 OU 610 7771/BIP 135 (NOTURNO, FINAIS DE SEMANA E FERIADOS)

SRAG: Viajante deverá preencher Declaração de Saúde a bordo (Estas informações foram veiculadas durante a Epidemia da SARG – Abril e Maio de 2003)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou uma resolução em que estabelece que as empresas de transporte aéreo, marítimo e rodoviário internacional serão responsáveis por distribuir a ficha de Declaração de Saúde do Viajante dentro dos meios de transporte. A declaração permite à Anvisa fazer o rastreamento dos passageiros em caso de suspeita de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), conhecida como pneumonia atípica. Anteriormente, a ficha vinha sendo distribuída no momento do desembarque.

A ficha deve ser preenchida a bordo e entregue pelo passageiro aos fiscais da Anvisa nas áreas de desembarque. Para isso, foram instalados balcões de atendimento da agência nesses locais em casa um dos 24 aeroportos do país com vôos internacionais regulares. Os balcões da Anvisa passam então a ser pontos de passagem obrigatórios para os viajantes assim que chegam à área de desembarque. O viajante só será liberado depois de apresentar à Polícia Federal o carimbo da autoridade sanitária, atestando que a declaração foi preenchida e entregue corretamente.

No documento, com texto em inglês, espanhol e português, o passageiro deve informar endereço e telefone de onde estará nos próximos 14 dias; se apresentou sintomas da pneumonia nos últimos dez dias e em quais países esteve nesse período; se teve contato com pessoas com a síndrome ou outra doença contagiosa; o número do assento em que viajou, entre outros dados.

Um novo informe sonoro também passa a ser veiculado pelas empresas aéreas. O comunicado de bordo, falado em português e na língua da bandeira do avião, convoca os passageiros a colaborar com a autoridade sanitária preenchendo adequadamente a Declaração de Saúde dos Viajantes e alerta que "só assim você (viajante) poderá ser avisado, caso seja identificada alguma pessoa doente com a qual possa ter tido contato durante a viagem".

Além disso, a partir desta semana (13 de maio), a Agência está instalando 145 novos banners nos 24 aeroportos. Eles visam chamar ainda mais a atenção do viajante para a SRAG. Têm cerca de dois metros de altura; são impressos nas cores amarelo e vermelho em inglês, espanhol e português; possuem espaço para atualização de informações cambiáveis, como nome dos países de risco para a doença (constantemente atualizados pela OMS); e número de telefone para contato no aeroporto em caso de necessidade. Folders nas três línguas e em francês igualmente vêm sendo distribuídos nas áreas de portos, aeroportos e fronteiras.

A Declaração de Saúde do Viajante está à disposição na Internet (www.anvisa.gov.br) e pode ser impressa por qualquer pessoa. Todas as medidas foram acordadas entre a Anvisa, o Departamento de Polícia Federal, a Fundação Nacional de Saúde (Funasa), a Infraero, o Departamento de Aviação Civil, as companhias aéreas e marítimas.

O descumprimento da resolução pela empresa de transporte internacional de passageiros configura infração sanitária, sujeita às penalidades da Lei nº 6.437/77, que vão desde advertência até multas de R$ 2 mil a R$ 1,5 milhão.

Fonte: Assessoria de Imprensa – Anvisa

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