domingo, 29 de maio de 2011

Exercícios para pacientes com DPOC






Os exercícios respiratórios para os pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) têm como missão:

  • aumentar a ventilação alvêolar para manter um intercâmbio de gases adequado;
  • restituir ao diafragma a sua função normal como principal músculo respiratório; e restabelecer um tipo de respiração bem coordenada e eficiente para disminuir o esforço respiratório.

Durante a respiração normal e tranquila, o diafragma contrai-se e descende passivamente durante a inalação. Durante a exalação ascende passivamente em contra da gravidade, assistido de forma sinérgica pelas propriedades de retrocesso do pulmão e pelos músculos expiratórios do tórax. A movilidade diafragmática na respiração tranquila é de 1 a 3 cm aproximadamente e é a responsável de 65 a 70 por cento da ventilação pulmonar, e os músculos respiratórios encarregam-se do restante 30 a 35 por cento. Devido ás mudanças estruturais que caracterizam a DPOC, o pulmão perde as suas propriedades elásticas e de retrocesso, distendendo-se de forma patológica, e o diafragma debilita-se e deprime. O diafragma debilitado, incapaz de ascender contra a gravidade e o pulmão distendido ao mesmo tempo, perde a sua capacidade normal de excursão e, em consequência, a sua pele como músculo respiratório principal. Os músculos respiratórios e acessórios do tórax, que normalmente só se utilizam por completo durante os periodos de esforço extraordinário, são progressivamente chamados a actuar num intento compensatório de manter a ventilação pulmonar adequada. Esta mudança gradual continua até que os músculos respiratórios e acessórios do tórax carreguem com o 70 por cento do esforço respiratório e o diafragma, con só o 30 por cento. Tal inversão de papeis aumenta o custo global da respiração e disminui o volume respiratório disponivel para a ventilação pulmonar apropriada. Por sua vez, o volume respiratório disminuído genera um aumento compensador do ritmo respiratório. O resultado é um tipo de respiração rápida e superficial insuficiente, devido ao volume disminuído que genera a necessidade de uma maior quantidade de ar. Esta necessidade de ar interrompe o ciclo respiratório e disminui ainda mais a ventilação, dado que a inalação recomeça continuamente antes de completar a exalação. A respiração volta-se incoordinada e coberta em medo, e o indivíduo agonizado ofega constantemente para obter ar. Para poder conseguir uma ventilação alvêolar adequada e uma melhoria no intercâmbio de gases, assim como para disminuir o custo da respiração:

O diafragma deve ser ajudado no seu ascenso para que possa recuperar a sua força de trabalho original e aumente o volume respiratório disponivel.

Deve disminuir o ritmo respiratório para permitir um tipo de respiração coordinada e eficiente.

O primeiro passo nos exercícios básicos da respiração é dominar a fundo a respiração abdominal, incluída a exalação com os lábios franzidos. Este último procedimento disminui o ritmo respiratório e, por meio da prolongação significativa do processo de exalar, permite que o mesmo continúe até ser completado. O resultado é um tipo de respiração relaxada e coordinada que faz um uso ótimo do volune respiratório disponivel.

Á continuação, a respiração abdominal (exalação) com os lábio franzidos usa-se durante os exercícios de peso abdominal e de soprar velas. A respiração abdominal ensina-se inicialmente em posição supina (levantada) com a cabeça para baixo, e primeiro deve-se aprender a este nivel para continuar graduamente em posição sentada, de pé e a caminhar. Quando isto já está conseguido, pode-se proceder na mesma ordem com o domínio dos exercícios em que intervem a respiração costal inferior. É aconselhável que um membro da família assista ás sessões iniciais de treinamento, de modo que possa supervisar os exercícios do paciente no domicilio.

Ao paciente deve-se de lhe assinalar o mais claro possivel que a prática destes exercícios não se limita ao periodo de treinamento oficial. Dado que o seu propósito é efetuar e depois manter mudanças siginificativas na função diafragmática e no tipo de respiração, devem ser praticados de forma consciente. A participação dum membro da família pode ajudar a conseguir este objetivo. Os exercícios básicos e a drenagem postural são os pontos principais dum programa de terapia física levado a cabo em casa.

EXERCÍCIOS

Respirar a ritmo de metrónomo: 11/2 seg. inspirando, 3 seg. expirando.

Exercício 1: Respiração abdominal básica

RESPIRACIÓN ABDOMINAL BÁSICA.jpg

Estender-se de costas, com as pernas extendidas, uma mão no peito e a outra no abdômen, com o polgar no umbigo ou justo debaixo dele. Inalar profundamente pelo nariz deixando que o abdômen se expanda por completo, tal como se nota com a mão. O tórax mantem-se estacionário. Exalar lentamente com os lábios franzidos, enquanto o abdômen se encolhe para dentro ajudado pela depressão da mão. Praticar durante 3 minutos pela manhã e pela tarde e, quando se domine, sem a ajuda das mãos. Praticar também durante 3 minutos sobre cada lado, com as pernas estendidas para cima.

Exercício 2: Com peso abdominal

CON PESO ABDOMINAL

Levantar o pé da cama uns 40 cm e colocar sobre o abdômen um peso aproximado de 0,5 kg (saca de areia, de água quente ou livros). Praticar a respiração básica (como em 1), empurrando o abdômen contra o peso a expirar, durante 5 a 10 minutos e aumentar 0,25 kg cada 3 dias até chegar a 2,5kg. Quando o faça fácilmente, prolongar gradualmente o tempo de exercício até 10 minutos.

Exercício 3: Soprar velas

SOPLANDO VELAS

Colocar sobre a mesa uma vela acesa, com a chama ao nivel da boca e a uns 12 cm de distância. Soprar (bufar) suavemente com os lábios franzidos a respiração abdominal (como em 1), inclinando a chama, mas sem apagar. Praticar durante 3 minutos ao ir-se deitar, aumentando a distância em 8 a 10 cm cada noite até chegar a 1 metro. Depois, praticar em pé com a chama á altura da boca.

Exercício 4: Expansão e constrição das costelas inferiores

EXPANSIÓN Y CONSTRICCIÓN DE LAS COSTILLAS INFERIORES.jpg (5595 bytes)

Rodear as costelas inferiores com uma tira de tecido de 1,5 metros de comprimento, com os braços cruzados. Praticar a respiração básica afrouxando a tira ao inalar e apertando-a firmemente ao respirar. Praticar sentado, logo de pé e finalmente a caminhar pela habitação. Avançar um passo durante a inalação e dois na expiração. Repetir até que possam efetuar-se os movimentos do tórax sem a tira de tecido e sem pensarlo.

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