Utilização de uma Manobra Manual de Reexpansão Pulmonar em Crianças Acometidas por Derrame Pleural pós Pneumonia Bacteriana


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As infecções agudas do trato respiratório, entre elas, a Pneumonia, são as principais causas de mortalidade nos paises em desenvolvimento, predominando em crianças com
menos de 5 anos (GONTIJO,2006). Estima-se que 4,3 milhões das mortes de crianças menores que 5 anos ocorram anualmente por infecção respiratória agudas, que nessa faixa representa 20% dos óbitos (I CONSENSO BRASILEIRO DE PNEUMONIA, 1998).

O quadro clínico da Pneumonia se inicia, via de regra, de maneira súbita, no curso de uma infecção de aparência banal das vias respiratórias superiores. Febre, dispnéia com
taquipnéia e tosse resumem as manifestações dominantes (PERNETTA, 2002).

Alguns sinais indicadores de maior gravidade da Pneumonia nas crianças, implicando a abordagem terapêutica mais intensiva, internação hospitalar e exames complementares,
devem ser cuidadosamente observados, tais como:
  • aspectos toxêmicos;
  • presença de tiragem, principalmente subcostal;
  • gemidos; prostração ou agitação acentuadas;
  • cianose;
  • palidez;
  • convulsões;
  • apnéias;
  • vômitos ou dificuldade de ingerir líquidos;
  • hipotermia;
  • desidratação
  • sinais semiológicos de condensação extensa ou comprometimento pleural.

A dor pleural limita os movimentos respiratórios na inspiração, que se torna curta, com gemidos e a criança procura o decúbito do lado do derrame, com as pernas flexionadas (I CONSENSO DE PNEUMONIA, 1998).

A pneumonia é a principal causa de mortalidade infantil de 0 a cinco anos, sendo responsável por 10% a 30% das internações, na qual o derrame pleural parapneumônico, é a
complicação mais freqüente (MOREIRA, 2005).

Derrame pleural é o acúmulo anormal de líquido no espaço pleural. Normalmente, existem em torno de 0,1 a 0,2 ml/kg de peso líquido no espaço pleural. Esse líquido tem como
função permitir o deslizamento de uma superfície pleural sobre a outra (FISCHER, 2003). Este acúmulo de líquido é uma complicação freqüente de Pneumonia em crianças. Estima-se que em torno de 5% a 10% das pneumonias evoluam com Derrame Pleural. Em geral, todas as Pneumonias, inclusive as transmitidas por vírus, podem apresentar como complicação o Derrame Pleural, especialmente aquelas de maior gravidade (FISCHER, 2003).

Em estados normais, observa-se o equilíbrio entre a entrada e a saída de líquido e proteína do espaço pleural quando, o volume e a concentração protéica do líquido são constantes. Quando as pressões microvasculares ou a permeabilidade vascular se alter am, o desequilíbrio instala-se, o fluido se acumula e a concentração protéica modifica-se (FISCHER, 2003).

O principal objetivo do estudo da Fisioterapia Respiratória é a compreensão da fisiologia respiratória. Por meio de seu conhecimento, é possível entender as alterações  pulmonares e sistêmicas por meio da utilização da terapia física (PRESTO, 2004). Para a recuperação precoce e correta das crianças com disfunções respiratórias, é
indispensável o tratamento fisioterapêutico. Em um estudo específico, dados estatísticos confirmam a rapidez do tratamento fisioterapêutico, que não só promove a recuperação da criança, como também retira-o do ambiente hospitalar precocemente (IRWIN, 1994).

Através de revisão de literatura notou-se a dificuldade em encontrar evidências científicas, para apoiar a Fisioterapia Pneumofuncional como recurso terapêutico no tratamento de Derrame Pleural pós Pneumonia Bacteriana seja em crianças, adolescentes ou em adultos.

Uma pesquisa realizada no Hospital Universitário João de Barros Barreto (HUJBB) constatou que dentre as infecções respiratórias a de maior incidência, é a pneumonia, com 19,5% dos casos (RIBEIRO, 2002). Um outro levantamento realizado na mesma instituição, verificou-se que 60,2% dos casos de pneumonia evoluíram para derrame pleural. A Fisioterapia Pneumofuncional nesses casos, segundo livros-texto de Pediatria e Pneumologia Pediátrica, ainda não têm evidências científicas que comprovem a validade do tratamento do Derrame Pleural (BRITTO, 2005). Porém na pratica de fisioterapeutas pneumofuncionais consultados, foi verificado que há melhora nas crianças que foram encaminhadas e realizaram a Fisioterapia, com aquelas que não foram encaminhadas pelo serviço médico do hospital e por esse motivo não receberam tratamento fisioterapêutico.

Este estudo tem como objetivo geral, comprovar a atuação da Fisioterapia Pneumofuncional Manual em crianças acometidas por Pneumonia que evoluíram para Derrame Pleural fazendo uso de dreno torácico fechado em selo d'água; e tendo como objetivos específicos de comparar o tempo de internação e o tempo de retirada do dreno.

Veja o restante do estudo


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