Influência do treinamento da musculatura respiratória e de membros inferiores no desempenho funcional de indivíduos com DPOC


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INTRODUÇÃO

A doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) é uma condição clínica que se caracteriza pela obstrução ou limitação crônica do fluxo aéreo, de forma lenta e irreversível1. Tem repercussão em outros órgãos e sistemas, estando associada com inflamação sistêmica e disfunção muscular esquelética, entre outros fatores2-4.

A DPOC é uma das principais causas de morbidade e mortalidade em todo o mundo, resultando em grande impacto econômico e social5,6; sendo a crescente morbimortalidade atribuída especialmente a manifestações extrapulmonares da DPOC7,8 que contribuem para a limitação da capacidade física e declínio funcional. Uma das mais importantes manifestações extrapulmonares da DPOC é a disfunção muscular esquelética2; com perda de massa muscular, principalmente em coxas e braços9; culminando com a diminuição da capacidade de exercício e queixas de fadiga e dispnéia ao mínimo esforço10. Esses sintomas levam à diminuição crescente do nível de atividade física diária, redução da capacidade de realizar exercícios e da função cardíaca e limitação da tolerância ao exercício, criando um círculo vicioso decrescente que pode, eventualmente, levar à debilidade e imobilidade generalizada11.

A DPOC atinge também os músculos respiratórios, que são os responsáveis pelo adequado funcionamento do sistema ventilorrespiratório12. A hiperinsuflação pulmonar põe os músculos respiratórios em desvantagem mecânica, causando fraqueza e recrutamento da musculatura acessória da inspiração12,13. O diafragma é o músculo inspiratório mais comprometido, tornando-se retificado, o que diminui a zona de aposição e, conseqüentemente, restringe sua excursão14. Além disso, o indivíduo passa a respirar muito próximo da capacidade pulmonar total, o que pode ser também uma possível limitação ventilatória ao exercício15,16.

A associação de todos esses fatores leva o sujeito com DPOC ao sedentarismo crônico que, por sua vez, se torna mais um favorecedor de dispnéia e intolerância ao exercício17. O descondicionamento como fator de intolerância ao exercício foi evidenciado por Casaburi18 e Storer19; segundo os quais, mesmo após transplante pulmonar, os pacientes ainda manifestavam intolerância ao exercício, apesar da melhora na função pulmonar.

Diferentes programas de reabilitação pulmonar têm sido propostos nos últimos anos. Observa-se que a fisioterapia tem um papel importante no acompanhamento de pacientes com DPOC e, para isso, conta com várias estratégias para reduzir o trabalho ventilatório, melhorar a ventilação e diminuir a sensação de dispnéia17. Este estudo justifica-se pela necessidade de verificar a contribuição de cada recurso terapêutico abordado nesses programas quanto a sua eficácia específica e sua repercussão na funcionalidade de indivíduos com DPOC. Assim, o objetivo é verificar se o treinamento da musculatura respiratória e de quadríceps influencia o desempenho funcional de pacientes com DPOC.

 

METODOLOGIA

O protocolo da pesquisa foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de Santa Maria. Todos os participantes assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido.

Dos 15 indivíduos inicialmente selecionados, 10 preencheram os critérios de inclusão deste estudo, ou seja, sem delimitação de faixa etária e sexo, apresentar diagnóstico clínico de DPOC e estar clinicamente estável. Foram excluídos os indivíduos fumantes e/ou portadores de comorbidades tais como doenças ortopédicas, reumatológicas, neurológicas ou cardíacas que limitassem a realização das atividades propostas. Desses dez indivíduos que iniciaram o treinamento, um não realizou a reavaliação final e foi excluído. Os indivíduos foram encaminhados com o diagnóstico de DPOC por médicos pneumologistas..

Os participantes já realizavam fisioterapia respiratória convencional para higiene brônquica e exercícios de expansão e desinsuflação pulmonar, que se manteve durante o estudo, sendo que nenhum individuo teve necessidade de modificação no tratamento medicamentoso durante o período de acompanhamento.

A coleta de dados iniciou-se com uma entrevista, registrando-se dados de identificação e informações sobre a saúde dos participantes. As variáveis mensuradas foram a qualidade de vida, pelo questionário de qualidade de vida SF-36 (versão brasileira)20; as pressões respiratórias máximas, por manovacuômetro digital (Microhard MVD 500); a força muscular do quadríceps no membro inferior dominante, pelo teste de repetição máxima (RM) proposto por DeLorme21; que consiste em erguer o máximo de peso de uma só vez; e a capacidade de exercício, pelo teste de caminhada com carga progressiva (shuttle walk test)22. A mensuração das pressões inspiratória e expiratória máximas (PImáx e PEmáx) foi efetuada na posição sentada, de acordo com o método preconizado por Black e Hyatt23. Foram efetuadas, no mínimo, cinco manobras, com intervalo de um minuto de descanso entre os esforços, e registrado o maior valor de três manobras aceitáveis e reprodutíveis, que foi comparado aos valores previstos para a população brasileira utilizando a equação de Neder et al.24.

O teste de caminhada com carga progressiva foi realizado em dia posterior à avaliação inicial. Consiste em 12 níveis de caminhadas seguidas em um percurso plano de 10 metros de ida e 10 metros de volta, em velocidade crescente. A distância é definida por dois cones, a meio metro do final de cada percurso. O aumento na velocidade é determinado pelo número de idas-e-vindas em um minuto: a primeira caminhada é de 30 metros (velocidade de meio metro por segundo), na última o sujeito deveria fazer 14 idas e 14 vindas em um minuto (velocidade de 2,37 m/s). Um sinal sonoro indica quando o sujeito devia estar próximo ao cone e trocar de direção22. Os participantes foram orientados a caminhar até sentir que não seriam capazes de manter a velocidade requerida, ou seja, estar três metros antes do cone quando tocasse o sinal. Mede-se a distância total (em metros) caminhada pelo sujeito. Foram monitoradas as freqüências cardíaca, respiratória e a pressão arterial, além da saturação de O2 antes e após o teste. A percepção de dispnéia e esforço foi quantificada pelas escalas de Borg25.

A intervenção consistiu de exercícios realizados duas vezes por semana durante dois meses, totalizando 16 atendimentos: exercícios de fortalecimento da musculatura inspiratória usando o aparelho Threshold IMT (Respironics), em que o sujeito respira em um bocal que oferece resistência inspiratória ajustável de -7 a -41 cmH2O; e exercícios para fortalecimento dos músculos abdominais e quadríceps, adicionados ao tratamento convencional que visava a higiene brônquica, expansão e desinsuflação pulmonar e alongamento muscular. Com base em dados da literatura13,21,26 adaptados pelos pesquisadores, os músculos inspiratórios foram treinados inicialmente com uma carga de 30% da PImáx, com aumento de 10% a cada quatro atendimentos, até atingir 60% da carga máxima. Os músculos abdominais foram fortalecidos com o sujeito posicionado em decúbito dorsal, com os joelhos fletidos, braços em flexão e mãos atrás da cabeça, elevando o tronco até a região escapular realizando três séries de dez repetições, que aumentavam de acordo com a capacidade individual para até três séries de 20 repetições. Para o fortalecimento de quadríceps foi utilizada a tábua de quadríceps, sendo efetuada extensão da perna por três séries de dez repetições. A carga aplicada inicialmente correspondeu a 30% da carga atingida no teste de RM, progredindo 10% a cada quatro atendimentos, alcançando o máximo de 60%.

Os dados foram analisados por estatística descritiva e a normalidade pelo teste de Shapiro-Wilk. Para análise dos resultados foi utilizado o teste não-paramétrico de Wilcoxon, ao nível de significância de 5%. As análises foram realizadas por meio do pacote estatístico computacional SAS (versão 8.2).

 

RESULTADOS

A série de casos foi composta por nove indivíduos (três homens e seis mulheres) com idade entre 49 e 76 anos (61,44±10,86), massa corporal entre 52 e 92 kg (72,02±13,34) e altura entre 152 e 174 cm (163±0,09). No Gráfico 1 são apresentadas as médias das pressões respiratórias máximas, antes e depois da intervenção.

 

 

No teste de caminhada a média da distância percorrida passou de 348±80 metros para 403±96 metros (p=0,23) após o treinamento; e a força muscular do quadríceps, de 9,9±3,5 kg para 13,0±3,3 kg (p=0,072), após a intervenção.

A qualidade de vida apresentou melhora, principalmente nos domínios dor, vitalidade e limitação por aspectos emocionais. Todos os participantes referiram maior facilidade na realização das atividades de vida diária, maior resistência durante caminhadas, menor sensação de cansaço e melhora na força dos membros inferiores.

 

DISCUSSÃO

O treinamento muscular inspiratório e expiratório, realizado neste estudo, mostrou ser benéfico na melhora da força específica desses músculos em pacientes com DPOC. Ocorreu aumento na força dos músculos respiratórios, evidenciada pelo acréscimo na PImáx e na PEmáx. O aumento da PImáx foi mais evidente, mostrando diferença estatística significativa (p<0,05) entre as medições antes e após a intervenção. Isso também foi evidenciado por Ramirez-Sarmiento et al.27; que mostraram que o treinamento dos músculos respiratórios induz uma melhora funcional e mudanças adaptativas nas estruturas desses músculos. Estudos que compararam programas de reabilitação com e sem associação de treino de força muscular inspiratória mostraram melhores resultados na PImáx28,29; na distância caminhada e na resistência do diafragma28 nos grupos que realizaram tratamento combinado.

A melhora da capacidade aeróbia, avaliada pelo teste de caminhada, foi evidenciada pelo aumento da distância percorrida e menor sensação de dispnéia durante o exercício, embora sem diferença significativa. O aumento das distância caminhada é considerado clinicamente importante, de acordo com Redelmeier et al.30 A melhora da força de quadríceps, observada em todos os participantes do estudo, pode ter contribuído para o incremento da distância caminhada. Estes resultados mostram que o treinamento de força de quadríceps e dos músculos respiratórios repercutiram na capacidade de exercício, embora não tenha sido realizado treinamento aeróbio especifico. Resultados semelhantes foram obtidos por Neder et al.31 quando observaram ganho aeróbio efetivo que foi relacionado ao aumento da PImáx e à redução significante da dispnéia no exercício máximo. Outros estudos também evidenciaram repercussão positiva do treinamento muscular periférico32,33; de músculos inspiratórios34 e de músculos expiratórios25 sobre a capacidade de exercício32,34,35 e qualidade de vida33. Diferentemente dos presentes resultados, Mador et al.36 não observaram vantagem adicional do treino de força sobre a capacidade aeróbia quando compararam um grupo que realizou treino aeróbio e de força com o que realizou apenas aeróbio.

Quanto ao treinamento da musculatura abdominal, apesar da melhora evidenciada pelo aumento da PEmáx, considera-se que a carga estipulada tenha sido insuficiente, necessitando ser revista em estudos posteriores. Acredita-se que o tempo de treinamento não tenha sido um fator limitante, pois foi possível mostrar que o protocolo utilizado repercutiu beneficamente no grupo estudado.

Houve evidências de que o treinamento de força muscular foi favorável à melhora na qualidade de vida relacionada à saúde, concordando com os achados de Kunikoshita et al.37 e Beckerman et al.38.

 

CONCLUSÃO

O treinamento da musculatura respiratória e do quadríceps aqui proposto revelou-se benéfico, melhorando o desempenho funcional dos pacientes com DPOC, sugerindo a utilização do fortalecimento muscular respiratório e periférico como coadjuvante no tratamento desses indivíduos.

 

AGRADECIMENTO

À fisioterapeuta Juliana Corrêa Soares, pela contribuição na realização deste trabalho.

 

REFERÊNCIAS

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Autoras:

Maria Elaine Trevisan;

Andressa Silva Porto;

Thiely Machado Pinheiro



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