Importância da Fisioterapia Respiratória


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A fisioterapia respiratória atua tanto no tratamento das doenças respiratórias e associadas ao sistema respiratório, bem como na prevenção das complicações que estas doenças respiratórias podem ocasionar. De modo geral, o tratamento ocorre por meio de técnicas e exercícios específicos que podem melhorar a respiração do paciente.

Embora ainda pouco conhecida fora do campo hospitalar, a fisioterapia respiratória é hoje uma área de suma importância para o fisioterapeuta atuar, pois é possível obter-se bons resultados com as técnicas respiratórias em doenças como asma, doença broncopulmonar obstrutiva crônica (DBPOC), enfisema pulmonar e pneumonias. Na maioria destas doenças, o paciente possui déficit no padrão ventilatório, aumento da quantidade de secreção (catarro) e associado a medicação estão os exercícios respiratórios que são ensinados para o paciente realizar tanto na clínica de fisioterapia como em casa tendo como os principais objetivos:

• Alívio da falta de ar

• Redução do trabalho da respiração forçada facilitando o ato de respirar

• Redução da incidência de complicações pulmonares

• Melhora da ventilação e deslocamento do catarro.

Conforme Marial, “os exercícios respiratórios basicamente ensinam as pessoas a puxar o ar pelo nariz e soltá-lo pela boca sendo necessário em algumas doenças puxar mais forte e soltar mais lento e em outras puxar lentamente para o ar chegar até os pulmões e soltá-lo com mais força assoprando como se fosse encher um balão.”

A grande atuação da fisioterapia respiratória hoje, no entanto, ainda é no âmbito hospitalar, com um papel importante no tratamento de pacientes acamados especialmente nas UTIs. A fisioterapia tem se demonstrado imprescindível na equipe de UTI, prevenindo a insuficiência respiratória após a retirada dos aparelhos de respiração artificial, utilizando recursos disponíveis para liberação de vias aéreas, prevenção de problemas motores oriundos da imobilidade no leito hospitalar: “A fisioterapia respiratória está indicada para pacientes preconizando minimizar a retenção de secreção pulmonar, melhorar a oxigenação, e principalmente promover a prevenção de pneumonias ou de agravo no quadro de saúde do paciente acamado tanto no hospital como em casa.”

Devido a isto, explica Marial, que uma pessoa acamada em casa, seja criança, adulto ou idoso, mesmo que não possua doença pulmonar, mas que tenha realizado uma cirurgia, por exemplo, ou tenha tido um AVC (derrame), torna-se uma pessoa mais propensa a desenvolver acúmulo de secreção no pulmão, diminuir seu padrão de respiração e com isto complicar o quadro de saúde por ficar somente na cama. Nestes casos, além da fisioterapia motora, que são os movimentos dos braços, pernas e corpo, torna-se importante realizar os exercícios respiratórios para manter a ventilação e a capacidade pulmonar ativa.

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