Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica - DPOC View more presentations from nandodidier .

Apresentação de DPOC


Fossas nasais São duas cavidades paralelas que começam nas narinas e terminam na faringe. Elas são separadas uma da outra por uma parede car...

Órgãos que participam do Sistema Respiratório


Fossas nasais

São duas cavidades paralelas que começam nas narinas e terminam na faringe. Elas são separadas uma da outra por uma parede cartilaginosa denominada septo nasal. Em seu interior há dobras chamada cornetos nasais, que forçam o ar a turbilhonar. Possuem um revestimento dotado de células produtoras de muco e células ciliadas, também presentes nas porções inferiores das vias aéreas, como traquéia, brônquios e porção inicial dos bronquíolos. No teto das fossas nasais existem células sensoriais, responsáveis pelo sentido do olfato. Têm as funções de filtrar, umedecer e aquecer o ar.

Faringe                     

é um canal comum aos sistemas digestório e respiratório e comunica-se com a boca e com as fossas nasais. O ar inspirado pelas narinas ou pela boca passa necessariamente pela faringe, antes de atingir a laringe.

 laringe 
 

Pulmões

 Os pulmões humanos são órgãos esponjosos, com aproximadamente 25 cm de comprimento, sendo envolvidos por uma membrana serosa denominadapleura. Nos pulmões os brônquios ramificam-se profusamente, dando origem a tubos cada vez mais finos, os bronquíolos. O conjunto altamente ramificado de bronquíolos é a árvore brônquica ou árvore respiratória. 

pulmao

Cada bronquíolo termina em pequenas bolsas formadas por células epiteliais achatadas (tecido epitelial pavimentoso) recobertas por capilares sangüíneos, denominadas alvéolos pulmonares.

Diafragma      

diafragma

 A base de cada pulmão apóia-se no diafragma, órgão músculo-membranoso que separa o tórax do abdomen, presente apenas em mamíferos, promovendo, juntamente com os músculos intercostais, os movimentos respiratórios.  Localizado logo acima do estômago, o nervo frênico controla os movimentos do diafragma

O crupe é uma infecção viral contagiosa dos canais respiratórios superiores que provoca dificuldade em respirar, sobretudo ao inspirar. O cr...

Você sabe o que é crupe?



O crupe é uma infecção viral contagiosa dos canais respiratórios superiores que provoca dificuldade em respirar, sobretudo ao inspirar.

O crupe pode ser causado por muitos vírus diferentes. No Outono, o vírus parainfluenza é a causa mais provável. Com menor frequência, o crupe pode ser causado pelo vírus do sarampo ou por outros vírus, como o sincicial respiratório ou o da gripe, sobretudo durante o Inverno e a Primavera. O crupe afecta principalmente crianças entre os 6 meses e os 3 anos de idade, embora ocasionalmente afecte crianças mais pequenas ou as mais velhas. O crupe provocado pelo vírus da gripe pode ser particularmente grave e ocorre com maior frequência nas crianças entre os 3 e os 7 anos de idade. A doença costuma transmitir-se ao respirar microgotas transportadas pelo ar que contêm o vírus ou então através do contacto com objectos infectados.

Sintomas e diagnóstico

O crupe começa normalmente com sintomas semelhantes aos da constipação. A infecção inflama a membrana que reveste os canais respiratórios, pelo que estes se estreitam e torna-se difícil respirar. A dificuldade ao inspirar, juntamente com a tosse forte e a rouquidão, costuma manifestar-se primeiro à noite. A dificuldade em respirar pode acordar a criança. A respiração é acelerada e profunda e metade das crianças tem febre. O estado da criança pode melhorar pela manhã mas voltar a piorar à noite. A doença normalmente dura entre 3 e 4 dias. O crupe recorrente denomina-se crupe espasmódico. A alergia pode ser uma das causas do crupe espasmódico, mas normalmente começa com uma infecção viral. O médico reconhece o crupe pelos seus sintomas característicos.

Tratamento

A criança que contrai crupe ligeiro pode ser tratada em casa. É colocada numa posição cómoda, assegurando que ingere muitos líquidos, e proporciona-se-lhe descanso porque a fadiga e o choro podem piorar a doença. Os humidificadores de uso doméstico (por exemplo, vaporizadores de frio) podem reduzir a secura dos canais respiratórios superiores e facilitar a respiração. A humidade pode ser rapidamente aumentada deixando aberta a água quente do chuveiro para criar vapor no banho. No caso de a dificuldade respiratória aumentar ou se manter, a frequência cardíaca acelerar ou a pele adquirir uma cor azulada ou se desidratar, a criança deve ser hospitalizada.

Já no hospital, pode ser-lhe administrado oxigénio se os seus valores no sangue forem baixos. Se a concentração de anidrido carbónico no sangue for alta, significa que a criança está esgotada. Então, deve ser-lhe instaurada ventilação respiratória mecânica colocando um tubo nas vias respiratórias e bombeando ar para os pulmões mediante um aparelho concebido para tal fim.

Com um nebulizador que utiliza ultra-sons, diferente de um humidificador doméstico, podem produzir-se gotas suficientemente pequenas que cheguem às vias respiratórias inferiores e que reduzam a viscosidade das secreções. Deste modo, a tosse pode expulsar mais facilmente estas secreções das vias respiratórias.

Através de um nebulizador podem ser inalados medicamentos que dilatam as vias respiratórias, como a adrenalina. Estes medicamentos podem ser utilizados para facilitar a respiração da criança. Se a criança estiver hospitalizada, pode acontecer serem-lhe administrados corticosteróides para o tratamento precoce do crupe viral grave, mas existe grande controvérsia quanto ao uso destes fármacos. O uso de antibióticos limita-se àqueles casos raros em que uma criança com crupe também desenvolve uma infecção bacteriana.O crupe é uma infecção viral contagiosa dos canais respiratórios superiores que provoca dificuldade em respirar, sobretudo ao inspirar.

O crupe pode ser causado por muitos vírus diferentes. No Outono, o vírus parainfluenza é a causa mais provável. Com menor frequência, o crupe pode ser causado pelo vírus do sarampo ou por outros vírus, como o sincicial respiratório ou o da gripe, sobretudo durante o Inverno e a Primavera. O crupe afecta principalmente crianças entre os 6 meses e os 3 anos de idade, embora ocasionalmente afecte crianças mais pequenas ou as mais velhas. O crupe provocado pelo vírus da gripe pode ser particularmente grave e ocorre com maior frequência nas crianças entre os 3 e os 7 anos de idade. A doença costuma transmitir-se ao respirar microgotas transportadas pelo ar que contêm o vírus ou então através do contacto com objectos infectados.

Sintomas e diagnóstico

O crupe começa normalmente com sintomas semelhantes aos da constipação. A infecção inflama a membrana que reveste os canais respiratórios, pelo que estes se estreitam e torna-se difícil respirar. A dificuldade ao inspirar, juntamente com a tosse forte e a rouquidão, costuma manifestar-se primeiro à noite. A dificuldade em respirar pode acordar a criança. A respiração é acelerada e profunda e metade das crianças tem febre. O estado da criança pode melhorar pela manhã mas voltar a piorar à noite. A doença normalmente dura entre 3 e 4 dias. O crupe recorrente denomina-se crupe espasmódico. A alergia pode ser uma das causas do crupe espasmódico, mas normalmente começa com uma infecção viral. O médico reconhece o crupe pelos seus sintomas característicos.

Tratamento

A criança que contrai crupe ligeiro pode ser tratada em casa. É colocada numa posição cómoda, assegurando que ingere muitos líquidos, e proporciona-se-lhe descanso porque a fadiga e o choro podem piorar a doença. Os humidificadores de uso doméstico (por exemplo, vaporizadores de frio) podem reduzir a secura dos canais respiratórios superiores e facilitar a respiração. A humidade pode ser rapidamente aumentada deixando aberta a água quente do chuveiro para criar vapor no banho. No caso de a dificuldade respiratória aumentar ou se manter, a frequência cardíaca acelerar ou a pele adquirir uma cor azulada ou se desidratar, a criança deve ser hospitalizada.

Já no hospital, pode ser-lhe administrado oxigénio se os seus valores no sangue forem baixos. Se a concentração de anidrido carbónico no sangue for alta, significa que a criança está esgotada. Então, deve ser-lhe instaurada ventilação respiratória mecânica colocando um tubo nas vias respiratórias e bombeando ar para os pulmões mediante um aparelho concebido para tal fim.

Com um nebulizador que utiliza ultra-sons, diferente de um humidificador doméstico, podem produzir-se gotas suficientemente pequenas que cheguem às vias respiratórias inferiores e que reduzam a viscosidade das secreções. Deste modo, a tosse pode expulsar mais facilmente estas secreções das vias respiratórias.

Através de um nebulizador podem ser inalados medicamentos que dilatam as vias respiratórias, como a adrenalina. Estes medicamentos podem ser utilizados para facilitar a respiração da criança. Se a criança estiver hospitalizada, pode acontecer serem-lhe administrados corticosteróides para o tratamento precoce do crupe viral grave, mas existe grande controvérsia quanto ao uso destes fármacos. O uso de antibióticos limita-se àqueles casos raros em que uma criança com crupe também desenvolve uma infecção bacteriana.

Fonte: Manual Merck

A artéria pulmonar parte do ventrículo direito e se bifurca logo em artéria pulmonar direita e artéria pulmonar esquerda, que vão aos res...

Circulação pulmonar




A artéria pulmonar parte do ventrículo direito e se bifurca logo em artéria pulmonar direita e artéria pulmonar esquerda, que vão aos respectivos pulmões. Uma vez dentro dos pulmões, ambas se dividem em tantos ramos quantos são os lobos pulmonares; depois uma posterior subdivisão ao nível dos lóbulos pulmonares, estes se resolvem na rede pulmonar.

As paredes dos capilares são delgadíssimas e os gases respiratórios podem atravessá-las facilmente: o oxigênio do ar pode assim passar dos ácinos pulmonares para o sangue; ao contrário, o anidrido carbônico abandona o sangue e entra nos ácinos pulmonares, para ser depois lançado para fora. Aos capilares fazem seguimento as vênulas que se reúnem entre si até formarem as veias pulmonares. Estas seguem o percurso das artérias e se lançam na aurícula esquerda. A artéria pulmonar contém sangue escuro, sobrecarregado de anidrido carbônico (sangue venoso). As veias pulmonares contêm, contrariamente, sangue que abandonou o anidrido carbônico e se carregou de oxigênio, tomando a cor vermelha (sangue arterial).

 

Sua cabeça está latejando. Sobram preocupações em casa, seu chefe e resolveu ter crises diárias no trabalho e aquele amor de conto-de-fadas ...

Inspirar e expirar coretamente é um antídoto contra o estresse



Sua cabeça está latejando. Sobram preocupações em casa, seu chefe e resolveu ter crises diárias no trabalho e aquele amor de conto-de-fadas acabou em drama mexicano. "Fiz uma massagem ótima", palpita um, tentando ajudar. "Só com terapia consigo ficar de pé", pitaca o outro. "Ginástica é a solução, deixo todos os meus problemas na esteira", intomete-se mais alguém. E, no meio de tanto zunzunzum, fica você ainda mais atordoada e sem saber como reagir. Pois não faça nada. Sim, você entendeu certo. Pare quieta e apenas respire: aí está o remédio contra a maioria dos desconfortos emocionais. "Aprendendo a controlar a respiração, damos fim em todas perturbações da mente e dos sentidos", afirma o médico David Frowley, autor de Uma visão Ayurvédica da Mente, a cura da consciência (Editora Pensamento, R$ 29).

Considerado o maior especialista ocidental em terapia ayurvédica, ele acaba de vir à América do Sul pela primeira vez e escolheu o Brasil, onde deu uma palestra, para dividir os ensinamentos sobre o sistema de cura tradicional da Índia. "Nossa energia vem, basicamente, da respiração (...) Se o cérebro não recebe a quantidade certa de oxigênio, não temos a energia vital suficiente para nos desenvolver e mudar".

A seguir, Dr. David Frawley ensina como mudanças sutis na inalação e na respiração podem contribuir no alcance e na manutenção de um estado psicológico marcado pelo bem-estar. 

Sopre a ansiedade para longe

A receita é imbatível contra tremores pelo que ainda nem aconteceu, além de bastante eficaz no combate à insônia.

Separe uns dez minutos do seu dia, não importa o horário - pode ser, inclusive, no pico de uma situação superestressante.

Comece só prestando atenção no ritmo em que o ar entra e sai dos pulmões. Aos poucos, vá controlando este intervalo, até que ele se torne bem espaçado: tente contar até dez enquanto puxa e, depois, quando solta a respiração. Fazendo inalações mais prolongadas, você fortalece todo o seu corpo e acalma a mente. Com isso, as preocupações, por mais terríveis que sejam, acabam amenizadas, já que a energia passa a circular melhor por todo o organismo. 

Respirações fortes e intensas 

Contornar os sintomas depressivos com a respiração é muito simples. A falta de disposição desaparece, caso você consiga manter um ritmo mais intenso enquanto realiza as inalações e as exalações. A idéia é não apenas respirar com grande velocidade, mas com bastante vigor, puxando e soltando a máxima quantidade de ar possível a cada tentativa. Mantenha o pique por dois minutos e descanse. Repita mais duas vezes. Não se assute caso venha a sentir tonturas, a sensação é normal - e devida ao excesso de oxigênio que, de repente, passa a percorrer o organismo. 

Não é lógico viver assim.

Até para quem não consegue dar um passo à frente sem medir todos os prós e contras dessa atitude existe uma respiração ideal. As pessoas que têm o lado racional extremamente desenvolvido (e sofrem maquinando sobre tudo o que acontece ao redor) devem estimular a respiração com a narina esquerda, conectada com o a região do cérebro ligada às emoções. Funciona assim: com um dos dedos, tape a narina direita e faça 30 respirações (inalação, seguida de exalação) somente com a narina esquerda. O exercício será seguido de uma sensação de refrescância e calma. 

Emoção demais, não há quem agüente

Aqui, vale o contrário do treino acima. Se você derrama lágrimas até pela grama cortada e se descabela por qualquer bobagem, a dica é estimular um pouco mais o seu lado racional, favorecendo um estado de equilíbrio entre ele e suas desenvolvidíssimas emoções. Com um dos dedos, tape a narina esquerda e faça 30 respirações (inalação seguida de exalação) apenas com a narina direita.o efeito aquecedor desta prática irá ajudar na busca por análises mais racionais das situações impostas pelo dia-a-dia. 

Fonte: Minha Vida

Fisioterapia Respiratória no Paciente Obstrutivo  crônicoreflete os avanços mais importantes sobre a compreensão e o tratamento da do...

Fisioterapia Respiratória no Paciente Obstrutivo Crônico



fisioterapia+respiratoria+no+paciente+obstrutivo+cronico

  • Fisioterapia Respiratória no Paciente Obstrutivo crônicoreflete os avanços mais importantes sobre a compreensão e o tratamento da doença pulmonar obstrutiva crônica. Aborda, em específico, uma das principais patologias respiratórias tratadas pelo fisioterapeuta, seja em nível ambulatorial ou hospitalar. A obra em questão relaciona ciência e prática clínica, ajudando os leitores a entender e utilizar os tratamentos propostos com base em evidências científicas recentes. São apresentados temas como o consenso GOLD, espirometria como meio diagnóstico, oxigenoterapia, ventilação não-invasiva e invasiva, tratamento fisioterapêutico entre outros.
    Com sua proposta objetiva e resumida, Fisioterapia espiratória no paciente obstrutivo crônico é uma obra essencial para os estudantes e profissionais da área de fisioterapia respiratória, sobretudo para os que anseiam garantir a seus pacientes a assistência adequada.


Para maiores informações clique aqui!

 Um estudo realizado na Grécia e publicado na revista médica European Journal of Pediatrics de março de 2010discutiu os distúrbios respirat...

Distúrbios respiratórios do sono



 Um estudo realizado na Grécia e publicado na revista médica European Journal of Pediatrics de março de 2010discutiu os distúrbios respiratórios do sono na infância. Os distúrbios respiratórios do sono constituem um problema relativamente comum na infância, apresentando-se de várias maneiras, desde o ronco primário, sem prejuízo aparente da qualidade de vida, até a apneia obstrutiva do sono com anormalidades cognitivas, cardíacas e de crescimento.

O diagnóstico inclui história, exame clínico, avaliações radiológicas e estudos do sono. A aplicação e a interpretação destes métodos não são consistentes e não foi estabelecido um consenso sobre as melhores opções de tratamento. Tradicionalmente, a adenoamigdalectomia foi considerada o tratamento de escolha. Falhas no tratamento ou recorrências, bem como a existência de outros fatores causais e contributivos, além da hipertrofia adenoamigdaliana, como obesidade, malformações faciais e síndrome de Down, têm mudado o conceito da adenoamigdalectomia como tratamento curativo.

Várias outras opções de tratamento foram propostas, isoladas ou em combinação. Pressão positiva contínua nas vias aéreas, medicamentos anti-inflamatórios, tratamentos maxilofaciais e ortodônticos sugerem a necessidade de abordagem multidisciplinar em alguns casos. Os autores propõem a realização de diagnóstico e tratamento baseado em evidências para crianças normais e com condições específicas.

Fonte: European Journal of Pediatrics, Volume 169, Number 3, March 2010.

A identificação do estagio do processo inflamatório na pneumonia é essencial para justificar a intervenção fisioterapêutica em indivíduos co...

Tratamento de Pneumonia



A identificação do estagio do processo inflamatório na pneumonia é essencial para justificar a intervenção fisioterapêutica em indivíduos com este problema. O tratamento básico da pneumonia é a administração de agentes farmacoterapêuticos específicos. Por isso, em estágios precoces do processo, o problema é temporariamente irreversível por intervenção fisioterapêutica em nível alveolar. O tratamento, neste ponto, visaria reverter a perda de volume nos segmentos pulmonares adjacentes, prevenindo um colapso posterior e a falta de combinação entre ventilação e perfusão pelo uso de várias posições corporais para aumentar o volume das partes afetadas do pulmão, e alterar a distribuição da ventilação. A agressividade das técnicas escolhidas para estes componentes reversíveis dependerá da gravidade dos sintomas presentes, em particular da dor. Há evidencia de que o uso de pressão expiratória final positiva (PEFP) e pressão positiva das vias aéreas pode ser eficaz no auxílio da reexpansão do pulmão atelctático e na prevenção de colapsos das vias aéreas posteriores. Uma vez que a pneumonia tenha progredido para sua resolução e fase de convalescença, o problema a nível alveolar pode ser considerado como reversível, já que agora deve ser possível remover as secreções dos alvéolos afetados e reventilar as regiões do pulmão em colapso. Uma vez que a consolidação tenha começado a regredir, as técnicas para o auxilio da remoção de secreções podem ser úteis ao paciente.

Deve-se observar que a pneumonia pode ocorrer em indivíduos normalmente saudáveis, mas é mais freqüente naqueles cuja resistência à infecção se encontra diminuída. Isto inclui os idosos, os pacientes em fase de recuperação de processos cirúrgicos ou de trauma considerável no pulmão, as crianças na primeira infância, bem como aqueles já sofrendo de outras pneumopatias. O processo de tomada de decisões fisioterapêuticas nestes casos deverá ser baseado na análise cuidadosa das conseqüências combinadas de duas ou mais patologias.

Os fisioterapeutas podem utilizar exercícios respiratórios para reexpansão pulmonar, manobras de higiene brônquica e aspiração traqueobrônquica. Com o intuito de retirar as secreções que estão dentro dos pulmões. 

Recursos Manuais e Instrumentais em Fisioterapia Respiratória´, elaborado por três fisioterapeutas com experiência profissional e de docênc...

Recursos Manuais e Instrumentais em Fisioterapia Respiratória



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Recursos Manuais e Instrumentais em Fisioterapia Respiratória´, elaborado por três fisioterapeutas com experiência profissional e de docência e pesquisa na área de fisioterapia cardiorrespiratória, aborda os recursos manuais e instrumentais disponíveis na prática clínica da Fisioterapia Respiratória. Os capítulos trazem temas como - monitorização cardiorrespiratória; técnicas clássicas e modernas de desobstrução de vias intra e extratorácicas; terapia com pressão positiva nas vias aéreas; aerossolterapia; exercícios respiratórios; espirometria de incentivo; treinamento muscular respiratório; condicionamento físico geral. ´Recursos Manuais e Instrumentais em Fisioterapia Respiratória´ é indicado para estudantes e profissionais em diversos níveis, sendo sua principal intenção contribuir para uma assistência qualificada aos pacientes.

Pneumonia Pneumocócica O Streptococcus pneumoniae (pneumococo) é a causa bacteriana mais freqüente de pneumonia. Uma pessoa infectada com um...

Tipos de pneumonia



Pneumonia Pneumocócica

O Streptococcus pneumoniae (pneumococo) é a causa bacteriana mais freqüente de pneumonia. Uma pessoa infectada com um dos 80 tipos conhecidos do pneumococo desenvolve imunidade parcial a uma nova infecção com este tipo de bactéria em particular, mas não aos outros. Pode ocorrer em qualquer época do ano, no entanto, é mais comum durante o inverno e no inicio da primavera.

O S. Pneumoniae é causa freqüente de pneumonia em pacientes com mieloma múltiplo, síndrome nefrotica, hipogamaglobulinemia, em enfermos cirroticos, bronquiticos crônicos e asmáticos. A via inalatória é dominante.

A pneumonia pneumocócica começa, geralmente, depois de uma infecção viral do tracto respiratório superior ter danificado suficientemente os pulmões para permitir que os pneumococos infectem a zona. A maioria dos pacientes queixa-se de inicio súbito, mas se inquiridos referem que dias antes tiveram nasofaringite ou orofaringite. Após os tremores e os calafrios, aparecem a febre, a tosse com expectoração, a falta de ar e as dores no tórax ao respirar (no lado do pulmão afetado). Costuma haver melhora clínica da dor ao deitar o paciente do lado afetado, ficando imobilizada a parede torácica naquela metade. Também são correntes as náuseas, os vômitos, o cansaço e as dores musculares. A expectoração tem, amiudadas vezes, um aspecto de ferrugem devido ao sangue que contém.

Uma das notáveis características deste tipo de pneumonia é seu processo de resolução, com recuperação completa do parenquima pulmonar em algumas semanas. Na ausculta pulmonar apresenta com crepitações.

Caracteristicamente, o quadro radiológico é o de uma consolidação homogênea, quase invariavelmente com limite periférico em pleura visceral. O broncograma aéreo é uma particularidade muito importante. A distribuição não é necessariamente segmentar. É raro o envolvimento inteiro de um lobo e, por muitas vezes mais de um lobo é comprometido.

Existe uma vacina que protege das infecções pneumocócicas graves em quase 70 % das pessoas vacinadas. A pneumonia pneumocócica pode tratar-se com qualquer dos diversos antibióticos existentes, incluindo a penicilina. Os indivíduos alérgicos à penicilina recebem eritromicina ou outro antibiótico. Os pneumococos que são resistentes à penicilina podem ser tratados com outros fármacos; no entanto, estes pneumococos estão a tornar-se também mais resistentes a esses outros fármacos.
 

Pneumonia por Estafilococo 

O Staphylococcus aureus causa somente 2 % dos casos de pneumonia adquirida fora do hospital, mas, em contrapartida, provoca entre 10 % e 15 % das pneumonias que se adquirem nos hospitais. Este tipo de pneumonia tende a desenvolver-se em pessoas muito jovens ou de idade avançada e em indivíduos debilitados por outras doenças. Prevalece após epidemias de influenza e infecções virais, sobretudo sarampo e varicela, mas particularmente em crianças desnutridas ou distroficas. Também tende a verificar-se nos alcoólicos. O índice de mortalidade é de aproximadamente 15 % a 40 %, devido, em parte, ao fato de os indivíduos que contraem pneumonia estafilocócica, em geral, já estarem gravemente doentes.

O Staphylococcus provoca os sintomas clássicos da pneumonia, mas são mais persistentes na pneumonia estafilocócica do que na pneumocócica. na infância geralmente apresenta sinais de febre, dispnéia, tosse, gemido, batimento das asas do nariz e manifestações gastrintestinais. A presença de macicez  e estertores é extremamente comum no exame físico. No adulto o quadro caracteriza-se por febre em geral elevada, calafrios repetidos, expectoração purulenta ou mucopurulenta e com sangue. Na pneumonia primaria, a bactéria agride os pulmões alcançando a via traqueobrônquica e, com disseminação a partir daí, para a periferia dos mesmo, atingindo os alvéolos e determinando um processo broncopneumônico. OStaphylococcus pode originar abscessos (acumulações de pus) nos pulmões e produzir quistos pulmonares que contêm ar (pneumatocelos), especialmente nas crianças. Esta bactéria pode ser transportada pela corrente sangüínea a partir do pulmão e produzir abscessos em qualquer lugar. A acumulação de pus no espaço pleural (empiema) é relativamente freqüente.

Os aspectos radiológicos mostram freqüentemente zonas pneumonicas que quase sempre evoluem com imagens areolares simples e múltiplas, grandes ou pequenas. Surge com freqüência, espessamento pleural que evolui para derrame homogêneo parcial ou total, acompanhado ou não de pneumotórax. O tratamento inicia com oxacilina e deve tratar o empiema e pneumotórax, quando presentes.

 

Pneumonia por Hemophilus Influenzae

Hemophilus influenzae é uma bactéria. Apesar do seu nome, nada tem a ver com o vírus da influenza que causa a gripe. As estirpes de Hemophilus influenzae tipo b são o grupo mais virulento e provocam graves doenças, como a meningite, a epiglotite e a pneumonia, mas geralmente em crianças com menos de 6 anos. No entanto, devido ao uso amplamente difundido da vacina com o Hemophilus influenzae tipo b, a doença grave causada por este microrganismo está a tornar-se menos freqüente. É uma doença própria da infância e excepcional em adultos, a não ser quando estes últimos são acometidos de influenza, sarampo ou doença pulmonar obstrutiva crônica. Na criança determina um quadro de broncopneumonia com bronquiolite severa, que se caracteriza por tosse persistente, dispnéia, expiração prolongada, roncos, sibilos e estertores esparsos. É freqüente o aparecimento de líquido na cavidade pleural (derrame pleural). 
Recomenda-se a vacina contra os Haemophilus influenzae tipo b a todas crianças. Utilizam-se antibióticos para tratar a pneumonia por Haemophilus influenzae de tipo b.

Pneumonia por Pneumocystis Carinii 

O Pneumocystis carinii é um microrganismo comum que pode residir inofensivamente nos pulmões normais, causando a doença só quando o sistema imunitário está debilitado devido a um cancro ou ao tratamento do mesmo ou devido à SIDA. Mais de 80 % dos doentes com SIDA, que não recebem uma profilaxia estandardizada, desenvolvem em algum momento pneumonia por Pneumocystis. Muitas vezes, é a primeira indicação de que uma pessoa com o vírus da imunodeficiência humana (VIH) desenvolveu a SIDA.

A maioria dos afetados manifesta febre, dispnéia e tosse seca. Estes sintomas geralmente surgem durante várias semanas. Os pulmões podem ser incapazes de fornecer oxigênio suficiente ao sangue, provocando dispnéia grave.

O diagnóstico baseia-se no exame ao microscópio de uma amostra de expectoração obtida por um dos métodos seguintes: indução do escarro (na qual se utiliza água ou vapor de água para estimular a tosse) ou broncoscopia (na qual se introduz nas vias aéreas um instrumento para colher uma amostra).

O antibiótico habitual para a pneumonia provocada por Pneumocystis carinii é o trimetoprim/sulfametoxazol. Mesmo com o tratamento da pneumonia, o índice de mortalidade global é de 10 % a 30 %. 
 

Pneumonia Viral

Muitos vírus podem afetar os pulmões, provocando pneumonia. Os mais freqüentes em lactentes e crianças são o vírus sincicial respiratório, o adenovírus, o vírus parainfluenza e o vírus da gripe. O vírus do sarampo também pode causar pneumonia, especialmente em crianças desnutridas.

Nos adultos saudáveis, dois tipos de vírus da gripe, denominados tipos A e B, causam pneumonia. O vírus da varicela também pode provocar pneumonia em adultos. Nas pessoas de idade avançada, a pneumonia viral pode ser causada pelo vírus da gripe, da parainfluenza ou pelo vírus sincicial respiratório. As pessoas de qualquer idade com um sistema imune deficiente podem desenvolver uma pneumonia grave causada pelo citomegalovírus ou pelo vírus do herpes simples.

A radiologia, na pneumonia viral, é caracterizada por comprometimento bilateral, de aspecto variado, incluindo destes imagens compatíveis com bronquite, lesão intersticial ou preenchimento alveolar até distúrbios de aeração com atelectasias ou hiperinsufalção. O derrame pleural é pouco freqüente e pequeno, geralmente só causando obliteração dos seios costofrênico, sempre associado a lesão parenquimatosa.

Vários autores chamam atenção para diversas anormalias radiológicas associadas em uma mesma radiografia como sendo um ponto muito importante a favor de infecção viral, principalmente se essas lesões sao bilaterais e difusas, predominando em interstício. As imagens de pneumonia viral não variam, seja qual for a idade, apenas nas crianças pequenas é mais freqüente a hiperinsuflação bilateral, nas formas de comprometimento brônquico ou bronquiolar, devido ao pequeno calibre dessas estruturas.

A maioria das pneumonias por vírus não se trata com fármacos. No entanto, certas pneumonias graves provocadas por vírus podem ser tratadas com fármacos antivirais. Recomendam-se vacinas anuais contra a gripe para as pessoas de idade avançada e aqueles que sofrem de perturbações crônicas, como enfisema, diabetes ou doenças cardíacas e renais.
 

Pneumonias Nosocomias

A pneumonia é geralmente considerada a segunda infecção nosocomial mais freqüente no doente hospitalizado, depois da infecção urinária, e está associada a uma elevada morbilidade e mortalidade. Nas Unidades de Terapia Intensivas (UTIs), a incidência da pneumonia nosocomial aumenta devido à ventilação mecânica, constituindo uma complicação difícil de diagnosticar e tratar. Entre os vários fatores predisponentes para a pneumonia nosocomial referem-se a gravidade da doença, a duração de hospitalização e a exposição anterior a antibioterapia, contudo o fator predisponente mais influente é a ventilação mecânica através da entubação traqueal. A maioria das pneumonias nosocomiais parece resultar da aspiração de microrganismos colonizadores da orofaringe. As bactérias podem atingir o aparelho respiratório inferior por inalação de aerossóis contaminados, durante a entubação ou no ato de aspirar o paciente, e mais raramente por disseminação hematogénea. Para que a pneumonia seja considerada nosocomial, é condição necessária que o seu aparecimento ocorra após as primeiras 48 horas de internamento, com exceção da pneumonia nosocomial associada à ventilação, que pode manifestar-se nas primeiras 48 horas em conseqüência da entubação.

A etiologia da pneumonia nosocomial precoce (se ocorrer durante os primeiros 4 dias de hospitalização) depende da flora do doente na admissão, sendo muitas vezes microrganismos da comunidade. Nos doentes com pneumonia nosocomial tardia, além destes podem estar implicados microrganismos hospitalares, como bactérias gram-negativas aeróbias. Tratando-se de uma infecção com tão elevada mortalidade, é decisiva a instituição precoce da antibioterapia, nas doses adequadas à otimização do efeito terapêutico.

A elevada incidência de pneumonia nosocomial, sobretudo nas UTIs, levou ao desenvolvimento de recomendações para a sua prevenção, tais como a manutenção da cabeceira do doente entre 30 e 45 graus para reduzir o risco de aspiração, o controlo da infecção para evitar a disseminação dos gérmens a outros pacientes, educação dos profissionais de saúde, remoção dos processos invasivos assim que possivel, lavagem das mãos e uso de luvas quando necessário, aspiração traqueal adequada, evitar acúmulo de secreção, evitar o uso de equipamentos entre pacientes, proceder a desinfecção adequada do equipamento respiratório

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