Casos de doenças respiratórias aumentam em bebês e crianças durante o inverno










Peito chiando, falta de ar, fadiga, tosse seca ou com secreção, são alguns dos sintomas de doenças respiratórias que mais afetam bebês e crianças. O problema é ainda pior no inverno, quando os casos de doenças como bronquiolite e pneumonia aumentam.

Nestas horas, o mais importante é saber o que fazer para auxiliar no tratamento e na prevenção destes tipos de doenças. Um dos tratamentos mais eficazes é a fisioterapia respiratória, e para explicar mais sobre o assunto, o fisioterapeuta, Dr. Rodrigo Peres, responsável pela equipe clínica da Central da Fisioterapia, comenta mais sobre cada uma delas.

As doenças que mais atingem os pequeninos são bronquiolite e a pneumonia, e a fisioterapia respiratória é o tratamento mais adequado para qualquer tipo de doença que atinge o sistema respiratório auxiliando na circulação de ar nos pulmões. Ideal para bebês e crianças já que elas possuem mais dificuldade para liberar as secreções acumuladas nas vias respiratórias.

O tratamento é feito por meio de exercícios de manobras de higiene brônquica, drenagem postural, aspiração traqueobrônquica e reexpansão pulmonar, o que auxilia na rápida eliminação de secreções pulmonares evitando desconforto respiratório e possíveis crises pulmonares, além de ser uma boa indicação preventiva para evitar possíveis complicações respiratórias.

Os bebês prematuros e as crianças entre 1 e 2 anos, são mais propícias a contrair a bronquiolite. Nessa fase o aparelho respiratório é muito pequeno, o que facilita a chegada do vírus nos pulmões e impede a passagem do ar, aumentando as chances da doença se manifestar. A bronquiolite é uma infecção causada por várias classes de vírus, o que a torna extremamente contagiosa. "Quando o tratamento da bronquilite é feito diariamente por meio da fisioterapia respiratória, é possível revertê-la em 10 dias", alerta Dr. Rodrigo Peres.

Já a pneumonia infantil é uma infecção que inflama os pulmões causando aumento de secreções mucosas. A respiração torna-se rápida ou difícil e a criança pode ter febre, dor no peito e muita tosse. Existem diferente tipos de pneumonia viral ou bacteriana, em crianças, a mais comum é a bacteriana.

Para auxiliar no tratamento e na prevenção de doenças respiratórias, é importante que o quarto do bebê esteja sempre limpo, sem umidade, mofo, poeiras, cheiros ou odores, já que estes fatores são essenciais para irritar as vias respiratórias dos pequeninos. E nada de fumar perto das crianças, a fumaça do cigarro é a que mais desenvolve doenças respiratórias.


Como os pais sabem que o filho precisa de fisioterapia respiratória? Após constatar que a criança está com bronquiolite ou pneumonia, o pediatra recomenda o tratamento?

“Na maioria das vezes, os pais de primeira viagem só tem conhecimento da fisioterapia respiratória após terem ido ao pediatra e, este por sua vez, naturalmente vai indicar o tratamento após identificar e diagnosticar alguma doença respiratória.

Já os pais que estão no segundo ou terceiro filho, normalmente são mais atentos a qualquer alteração que a criança possa apresentar como, por exemplo, chiado no peito, tosse, taquicardia, dentre outros sinais que indicam possíveis doenças respiratórias e, já sabem por experiências anteriores a importância da fisioterapia nestes casos.

Após diagnosticar doenças como bronquiolite ou pneumonia que são as mais comuns entre crianças, o pediatra indicará imediatamente o tratamento fisioterapêutico, que tem como objetivo diminuir o acúmulo de secreção aumentando a ventilação pulmonar”.


São necessárias várias sessões?

“O número de sessões é relativo, depende do quadro respiratório que a criança apresentar, principalmente do acúmulo de secreção pulmonar, que diminui a troca de gases alterando a ventilação. Se a criança estiver internada, normalmente realiza de 2 a 3 sessões de fisioterapia ao dia, quando recebe alta e volta para casa o tratamento deve ser mantido, porém o número de sessões varia de 1 a 2 sessões ao dia. Mas de maneira geral, no atendimento domiciliar é realizada fisioterapia 1 vez ao dia”.


A eliminação das secreções pulmonares se dá por meio de tosse?

“Sim, porém nem sempre a tosse é eficaz e produtiva. Nestes casos, há a necessidade da estimulação da tosse, porém, nas doenças pulmonares, o acúmulo de secreção pode ser grande e são utilizadas técnicas especificas de fisioterapia respiratória, conhecidas como manobras de higiene brônquica, que tem a função de liberar a secreção dos brônquios e/ou bronquíolos, aumentando a ventilação pulmonar.

Desta forma, o fluxo expiratório aumenta, facilitando a saída da secreção pra traqueia e vias aéreas superiores. Mas é importante ressaltar que, em bebês, existe a necessidade de aspiração traqueal na maioria das vezes, pois não conseguem expectorar a secreção, mesmo que a tosse seja produtiva”.


Quando a fisioterapia respiratória está contra indicada em crianças?

“É importante ressaltarmos que a criança inicia um tratamento de fisioterapia respiratória após o pediatra ter diagnosticado uma doença pulmonar através da clínica e exames complementares, como, por exemplo, raio X e exame de sangue.

Neste momento, o pediatra avalia a necessidade da fisioterapia e dependendo do quadro clinico não será indicada imediatamente, principalmente nos casos em que apresenta diminuição da temperatura corporal, quando a secreção acumulada está sanguinolenta, se apresentar alterações de frequência cardíaca e, em casos mais extremos, ar na cavidade pleural, que é diagnosticada como pneumotórax. O diagnóstico bem feito pelo médico é essencial para a atuação do fisioterapeuta”.


A Fisioterapia Respiratória auxilia no uso de medicamentos inalatórios?

“Existem determinados exercícios respiratórios que auxiliam especificamente na utilização de medicamentos inalatórios, com o objetivo de aumentar o volume inspirado e desta forma, potencializar a ação do medicamento inalado pela criança (paciente).

Normalmente é realizada através da inalação e/ou nebulização. O fisioterapeuta é quem aplica estes exercícios e orienta os pais e/ou possíveis babás a maneira mais adequada, auxiliando no tratamento”.
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