1 Tolerância ao exercício A avaliação da tolerância ao exercício é essencial no início do programa de reabilitação, visto que um dos objetiv...

Avaliação da Reabilitação Pulmonar



1 Tolerância ao exercício

A avaliação da tolerância ao exercício é essencial no início do programa de reabilitação, visto que um dos objetivos da reabilitação é aumentar a habilidade do indivíduo no desempenho da atividade física. O resultado de um teste de exercício é importante para avaliar o nível de incapacidade, identificar a limitação do exercício continuado, ajudar na programação de um regime de treinamento e identificar quaisquer benefícios da reabilitação.

Como um exemplo de teste simples, tem-se a caminhada de 6-12 minutos, pois consiste em realizar passo ao próprio ritmo.


2 Avaliação da dispnéia

Um dos objetivos da reabilitação está em ajudar o indivíduo a controlar e a reduzir a falta de ar (dispnéia). Inevitavelmente, a medida precisa da dispnéia é difícil, assim como a sensação de dor é subjetiva, a magnitude do desconforto é aparente somente ao indivíduo. Os mais simples instrumentos de avaliar a dispnéia são a escala análoga visual
(FAV) e a escala subjetiva de Borg, sendo que ambas as escalas são úteis, pois podem ser usadas tanto no repouso, como dados significativos podem ser coletados durante ou imediatamente após o exercício.

3 Avaliação músculoesquelética

Muitos pacientes com disfunções respiratórias apresentam fatores limitantes à tolerância ao exercício e às atividades funcionais, como por exemplo, problemas de pouca flexibilidade ou anormalidades da coluna vertebral torácica, caixa torácica e articulações esternais. Isso pode ser explicado parcialmente pela má postura, diminuição dos níveis de atividade e diminuição da força dos músculos respiratórios, além do provável avanço da idade.

Fonte

O edema agudo de pulmão é uma grave situação clinica, de muito sofrimento, com sensação de morte iminente e que exige atendimento médico urg...

Edema agudo de Pulmão


O edema agudo de pulmão é uma grave situação clinica, de muito sofrimento, com sensação de morte iminente e que exige atendimento médico urgente.

Causas de edema agudo de pulmão:
  • Infarto do miocárdio - é a causa mais comum
  • Disfunção do músculo cardíaco
  • Doenças das válvulas, aórtica ou pulmonar
  • Administração exagerada de líquidos, comum em crianças ou pacientes que recebem líquidos (soros) em excesso pelas veias.

O coração é dividido em quatro partes (câmaras) responsáveis pela entrada de sangue no coração; um átrio e um ventrículo à direita, um átrio e um ventrículo à esquerda, responsáveis pela circulação do sangue no coração e por todo o corpo.. Na insuficiência cardíaca esquerda, há um acúmulo de sangue nas veias e capilares pulmonares a tal ponto que acontece um extravasamento de fluídos para os espaços aéreos dos pulmões. Isso deixa o pulmão menos elástico e com menos superfície de contato entre os gazes inspirados e o sangue.

Prevenção do edema agudo de pulmão.

Na maioria dos casos, não temos possibilidade de evitar o edema agudo.

Os riscos podem ser diminuídos pelo pronto tratamento e pela condução adequada das doenças que podem levar ao edema agudo.

Sinais e sintomas de edema agudo.
  • Respiração curta com severa dificuldade respiratória.
  • Fome de ar
  • Respiração estertorosa; pode-se escutar o borbulhar do ar no pulmão.
  • Ortopnéia-o doente sente necessidade de sentar, não tolera permanecer deitado.
  • Batimento das asas do nariz (eventual)
  • Expectoração sanguinolenta e espumosa (eventual)
  • Uma radiografia de tórax pode mostrar o acúmulo de líquidos no pulmão.

Tratamento.

O edema agudo de pulmão é uma emergência médica e necessita de:
  • tratamento imediato
  • transferência para um serviço de urgência ou emergência de um hospital.
Se possível, dar oxigênio por máscara ou através de entubação da traquéia.

O garroteamento alternado de pernas e braços pode ser feito enquanto se aguarda um atendimento especializado.

Na emergência podemos usar Furosemida por via intra venosa (na impossibilidade de obter acesso venoso, pode-se administrar o medicamento via intramuscular) na tentativa de forçar a eliminação de líquidos, morfina para aliviar a congestão pulmonar e a ansiedade. As demais medicações usadas são para tratar as doenças que estão por trás do edema agudo. Isso deve ser feito por médico e num ambiente hospitalar, de preferência.

Por ser o edema agudo de pulmão uma emergência médica, a prioridade no momento do atendimento é a administração dos medicamentos e as medidas que aliviem o trabalho do coração. A remoção para um local adequado é a segunda prioridade.

Esteja preparado para emergências!

Mantenha sempre os telefones dos serviços de emergência e do seu médico à mão, num lugar de destaque e acessível.

Essa doença consiste em obstrução das vias aéreas determinada pela grande quantidades de tecido de granulação que é produzido através de mec...

Bronquite Obliterante



Essa doença consiste em obstrução das vias aéreas determinada pela grande quantidades de tecido de granulação que é produzido através de mecanismos de reparo de quando os bronquíolos e vias aéreas menores são lesados. No decorrer do tempo, as luzes das vias aéreas são obliteradas com massas nodulares de granulação e fibrose. A síndrome também esteve associadas às doenças dos tecidos conjuntivo, e relatou-se que algumas drogas também poderiam desencadear. Em crianças a maioria dos casos está temporariamente relacionadas a uma infecção pulmonar.

Inicia-se com tosse, dificuldade respiratória e uma possível cianose . Estes sintomas ocorrem más, podem se seguidos pôr breve período de melhor aparência. A radiografia de tórax, freqüentemente, sugere tuberculose miliar. Pode-se observar um infiltrado difuso mais inespecífico.

Não existe nenhum tratamento específico. A anatomopatologia sugere um quadro fibrótico progressivo que teoricamente poderia ser retardado pela terapia com corticosteróides.

Taquipneia Transitória do Recém Nascido
Uma taquipnéia inexplicável, ou desconforto respiratório, ocorre freqüentemente em recém nascido a termo e prematuros. Na radiografia do tórax, quase sempre se observa uma densidade peri-hilar aumentada, com líquido o espaço pleural ou na pequena cissura. A absorção retardada do líquido pulmonar fetal foi sugerida como um fator etiológico. È possível que outros fatores tais como: aspiração de líquido aminiótico e muco, possam responder pela evolução clínica e radiológica.

Não há tratamento específico e o desconforto respiratório é auto limitado, quase sempre resolvendo-se em 24 a 72 horas. A conduta consiste em monitorizar as freqüências cardíacas e respiratórias e suspender alimentação a fim de evitar a aspiração, até que melhore a taquipnéia.

Quantas vezes você aconselhou uma amiga a respirar fundo para evitar aquele escândalo (contra o estúpido que roubou a vaga de estacio...

Exercicios respiratórios para problemas de saúde


Quantas vezes você aconselhou uma amiga a respirar fundo para evitar aquele escândalo (contra o estúpido que roubou a vaga de estacionamento, a chefe grossa, a fulana que paquerou o namorado dela...)? A dica tem fundamento. Respirar é uma excelente maneira de acalmar os ânimos. Mas não é só.

Fazemos o movimento de inspirar e expirar até 22 mil vezes por dia, mas a maioria de nós passa a vida respirando da maneira errada, o que pode causar malefícios surpreendentes à saúde. Os especialistas são unânimes em afirmar que somente bebês realizam o processo de forma correta. "Ao amadurecermos, percebemos as ameaças do ambiente e adotamos uma respiração defensiva, ou seja, enrijecemos a parede do abdômen e efetuamos uma respiração curta com movimentação predominantemente do tórax", explica José Roberto Leite, chefe do Núcleo de Medicina Comportamental da Universidade Federal de São Paulo.

Agora que a ciência entendeu o que os iogues pregam há anos sabemos que a respiração correta acalma a mente, bem como desempenha um papel crucial na prevenção e melhoria de doenças cardíacas, alergias e até, acredite se quiser, no combate à gordura. "A respiração é tão simples e de graça que as pessoas não acreditam nela como ferramenta de cura e prevenção", diz Herbert Benson, diretor do Hospital de Massachusetts, nos EUA. Segundo o médico César Deveza, pesquisador de técnicas respiratórias no Laboratório de Fisiologia e Sono do Incor, da Faculdade de Medicina da USP, o padrão, a frequência e a profundidade da respiração interferem nos diferentes estados emocionais, o que influencia também na qualidade de vida e na saúde.

Selecionamos exercícios que você pode fazer pelo menos uma vez ao dia — duas vezes é o ideal — durante 10 minutos. A prática aliviará seu corpo e seus nervos. Experimente.

O problema: Sobrepeso

Como todas as mulheres da Terra, vira e mexe você ganha uns quilinhos que nem imagina de onde vêm. Pois essa subida na balança pode ter vindo da sua cabeça. "O stress emocional causa ganho de peso", diz Dean Ornish, presidente do Instituto de Pesquisa e Medicina Preventiva da Califórnia, nos EUA. "Ele acelera a conversão de calorias em gordura porque você está mais propensa a se empanturrar ou fazer escolhas nada saudáveis quando está estressada." Lide com a ansiedade e lidará melhor com seu peso. Uma ótima maneira de fazer isso é diminuir a intensidade da respiração, que a ajudará a reduzir os hormônios do stress. Kelly McGonigal, autora de Yoga for Pain Relief (inédito no Brasil), aponta outro fator importante de ganho de peso que pode ser regulado pela respiração: a variabilidade da frequência cardíaca (VFC), utilizada para avaliar como seu coração está se comportando, ajuda a determinar como você reage aos problemas. "Estudos mostram que pessoas com uma alta VFC tendem a ter mais autocontrole e as com baixa VFC são mais propensas a ceder à tentação", diz ela. Entenda-se por resistir à tentação deixar aquela caixa de bombons que está ao lado do seu computador intacta durante horas a fio.

Tente isso: Respiração com os lábios franzidos


"A prática da respiração aumenta a VFC e a torna mais consciente de suas ações. Você será capaz de diminuir o stress e dar uma mão para interromper a comilança", afirma Kelly. Ela sugere uma inspiração nasal de 4 segundos, seguida de uma expiração de 8 segundos com os lábios semicerrados. Outra opção: o método de respiração hindu ujjayi. Inspire pelo nariz por 6 segundos, exale pela boca por 6 segundos, como se fosse embaçar um espelho, fazendo som de ahhh, murchando o abdômen. Na respiração seguinte, tente fazer o mesmo barulho com a boca fechada. "Deve soar como uma concha contra o ouvido", aponta McGonigal. Se soar mais como Darth Vader, você está fazendo força além da conta.


O problema: Ansiedade


"Quando você está ansiosa, limita sua respiração", diz James Gordon, autor de Unstuck: Your Guide to the Seven-Stage Journey out of Depression (inédito no Brasil). "E quando você limita sua respiração até o peito em vez de usar o diafragma aumenta a ansiedade." A chave para amenizar o problema é acalmar o sistema nervoso simpático (o motor do mecanismo de luta ou fuga, que libera adrenalina e hormônios do stress, como o cortisol) e provocar o sistema nervoso parassimpático, que controla o descanso e o relaxamento.

Tente isso: Respiração da barriga mole


A maioria das pessoas respira cerca de 15 vezes por minuto. Quando você está aborrecida, tente diminuir para seis ou sete respirações lentas e profundas. Gordon sugere uma técnica que consiste em inalar pelo nariz e exalar pela boca enquanto mantém o estômago relaxado. Essa prática estimula o nervo vago, uma parte central do sistema nervoso parassimpático.


O problema: Prisão de ventre


Os intestinos grosso e delgado desempenham tarefas essenciais, como digestão e absorção de nutrientes. Se houver desequilíbrio nessas funções, poderão surgir dores abdominais, gastrites, úlceras e alterações do trânsito intestinal. Uma respiração abdominal profunda massageia os órgãos internos e digestivos, segundo Marcelo Ribeiro Dantas, membro do Instituto de Psicologia Existencial-Humanista e Transpessoal, em Minas Gerais. "A nossa felicidade, saúde e bem-estar estão em nosso intestino", afirma.

Tente isso: Respiração no umbigo

Essa técnica consiste na respiração diafragmática, aquela bem em cima do umbigo. Ao respirar, a barriga sobe e desce. Sente-se em uma cadeira com os pés no chão. As mãos ficam abertas sobre a coxa com a palma para baixo. Feche os olhos. Inspire pelo nariz (língua colada no céu da boca) e segure por 3 segundos. Expire pelo nariz lentamente. Faça isso dez vezes e relaxe os músculos faciais. Repita a sequência de três a cinco vezes. Essa técnica estimula estômago, fígado, rins e intestinos, favorecendo a secreção de enzimas digestivas e, assim, auxiliando na absorção das substâncias nutritivas.

O problema: Parar de fumar


Algumas pessoas que tentam largar o cigarro apresentam sintomas como tontura, formigamento nas pernas e braços e desejo intenso por uma tragada. Segundo Clésio Soares, coordenador do programa antitabagismo do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP), a respiração é uma das práticas indicadas para tentar impedir que o ex-fumante caia em tentação. "Trata-se de uma técnica de combate ao tabagismo comprovada cientificamente."

Tente isso: Respiração profunda

Fique em pé, com os pés afastados, joelhos flexionados. Feche os olhos e deixe a cabeça pender para a frente, solta. Lentamente inspire pelo nariz. Respire profundamente, puxando o ar para dentro do abdômen, de forma que ele se expanda enquanto você inspira. Prenda um pouco a respiração e expire devagar. Coloque o ar para fora pelo nariz. Repita quatro vezes. De acordo com Soares, a respiração profunda ajuda a relaxar e auxilia no combate ao desejo por cigarros.


O problema: Doenças do coração


Somos diariamente bombardeadas com imagens, sons e emoções que deixam o nosso sistema nervoso em marcha acelerada. O resultado? Longos períodos de pressão arterial elevada, produção de adrenalina e batimentos cardíacos intensos — sintomas associados a doenças do coração. Respirar melhor reduz a pressão arterial e a frequência cardíaca elevada, ativando a mesma resposta relaxante por meio do sistema nervoso parassimpático.

Tente isso: Respiração alternada


Essa técnica reduz o batimento cardíaco e a pressão arterial diastólica, de acordo com um estudo da Faculdade de Medicina do Nepal. Sente-se de pernas cruzadas e feche os olhos. Use o polegar da mão direita para bloquear sua narina direita e inspire profundamente pela esquerda por 6 segundos. Agora, bloqueie sua narina esquerda com o quarto dedo da mão direita, solte sua narina direita e expire lentamente por 6 segundos. Com a narina esquerda obstruída, respire pela direita por mais 6 segundos. Repita a sequência inteira por, pelo menos, 2 minutos.

O problema: Alergias


Uma pesquisa constatou que, para alergias sazonais, o zumbido é um bom remédio. "O zumbido abre os orifícios que ligam os seios às cavidades nasais, facilitando a entrada de ar", explica Timothy McCall, autor de Yoga as Medicine (inédito no Brasil).

Tente isso: Respiração de abelha

Sente-se numa posição confortável, respire fundo pelo nariz e solte um estridente zumbido pelo nariz. Você deve sentir uma vibração nas vias nasais, assim como em seu peito e cabeça — McCall observa que o zumbido tende a prolongar a sua expiração, tornando essa técnica uma boa possibilidade para quem tem ansiedade. Prossiga por 10 minutos.

por Maria Fernanda Ribeiro, escrito aqui

Com relação às indicações da fisioterapia respiratória em recém nascidos pré-termo (RNPT), Paratz e Burns1 concluíram que o tratamento fisio...

Indicações e objetivos da fisioterapia respiratória neonatal e pediátrica



Com relação às indicações da fisioterapia respiratória em recém nascidos pré-termo (RNPT), Paratz e Burns1 concluíram que o tratamento fisioterapêutico em RNPT enfermos tem indicação sob certas condições clínicas, como as síndromes aspirativas, a síndrome do desconforto respiratório, pneumonias, atelectasias, e na prevenção de
complicações da ventilação mecânica. Quatro outros estudos concluíram que a intervenção fisioterapêutica está indicada na presença de secreção
na via aérea, e nos casos com evoluções desfavoráveis à gasometria e/ou ao exame radiológico, sinais indicativos de possíveis problemas com a depuração ciliar, com a ventilação ou outra alteração da mecânica respiratória, e na maioria das vezes com as três condições.
Em algumas situações a fisioterapia respiratória tem mostrado grande impacto e pode alterar o prognóstico do paciente. Isto foi observado na síndrome do desconforto respiratório, na síndrome de aspiração meconial, na displasia broncopulmonar, nas pneumonias neonatais e nos pósoperatórios de cirurgias de grande porte. A fisioterapia pré e pós-extubação também mostrou valor na redução da incidência de complicações, como as atelectasias pós-extubação.

Os pacientes pediátricos internados em terapia intensiva têm indicação de fisioterapia respiratória em casos de hipersecreção brônquica, submetidos ou não à ventilação mecânica, pois há otimização da função cardiopulmonar e redução do agravo respiratório.

Objetivos da fisioterapia respiratória neonatal

Seis estudos descrevem os objetivos da assistência a fisioterapêutica em recém-nascidos e crianças:

  • otimizar a função respiratória de modo a facilitar
  • as trocas gasosas e adequar a relação ventilação-perfusão;
  • adequar o suporte respiratório;
  • prevenir e tratar as complicações pulmonares;
  • manter a permeabilidade das vias aéreas;
  • favorecer o desmame da ventilação mecânica e da oxigenoterapia.

É uma doença relacionada a deficiência de surfactante pulmonar, resultando em atelectasia, redução da capacidade residual funcional, hipóxia...

Doença da Membrana Hialina



É uma doença relacionada a deficiência de surfactante pulmonar, resultando em atelectasia, redução da capacidade residual funcional, hipóxia e dificuldade respiratória. A medida que a atelectasia aumenta, os pulmões tornam-se cada vez mais difícil de se expandirem e a complacência pulmonar diminui consideravelmente. Em contra partida, como a caixa torácica do RN prematuro é muito complacente, ele tenta superar a complacência reduzida do pulmão com pressões inspiratórias crescentes, gerando retrações na parede do tórax. Isto resulta em troca de ar precária, aumento do espaço morto fisiológico, hipoventilação alveolar e hipercapnia. Um circulo vicioso de hipóxia, hipercapnia e acidose atua sobre as células do tipo II, reduzindo ainda mais a síntese de surfactante em alguns casos agindo sobre as arteríolas pulmonares, produzindo hipertensão pulmonar.


Os sinais e sintomas iniciais compreendem:

- Dificuldade de iniciar a respiração normal
- Gemido respiratório, quando o RN não está chorando
- Retrações esternais e intercostais
- Cianose em ar ambiente
- Batimentos de asas de nariz
- Taquipnéia
- Ausculta pulmonar com diminuição da entrada de ar
- RX aspecto retículo granuloso, em vidro fosco, com broncongramas aéreos


O tratamento consistem em:

- Colocar o RN em ambiente termoneutro para reduzir as necessidades de oxigênio e a produção de CO2
- Providenciar o acesso venoso para satisfazer as necessidades hídricas e calóricas
- Iniciar nutrição parenteral precoce para evitar desnutrição
- Adequada assistência respiratória
- Controle gasométrico e monitorização da saturação de O2
- Uso de surfactante quando necessário

BRITO (2002), define a Reabilitação Pulmonar como um programa multidisciplinar e contínuo, baseado em um diagnóstico científico e apurado, e...

Objetivos da Reabilitação Pulmonar



BRITO (2002), define a Reabilitação Pulmonar como um programa multidisciplinar e contínuo, baseado em um diagnóstico científico e apurado, envolvendo abordagens terapêuticas, suporte emocional, educação e recondicionamento físico.

De acordo com PRYOR & WEBBER (2002), os principais objetivos da reabilitação pulmonar são:

• Maximizar a independência funcional do indivíduo em suas atividades de vida diária (AVD's);

• Avaliar e iniciar, quando apropriado, o treinamento físico para aumentar a tolerância ao exercício;

• Encorajar o gasto de energia de forma eficiente;

• Proporcionar sessões educativas a pacientes, familiares e outras pessoas envolvidas em relação ao processo da doença, medicação e técnicas terapêuticas;

• Reduzir os sintomas e melhorar a qualidade de vida dos pacientes portadores de incapacidades decorrentes de problemas respiratórios.

Estudos evidenciaram como principais beneficios da reabilitação pulmonar a melhoria na qualidade de vida, a redução da ansiedade e depressão, a melhoria na tolerância ao exercício, a redução da dispnéia e outros  sintomas associados e a habilidade melhorada para realização de atividades de vida diária (AVD's).

Fonte

Este livro foi elaborado para fornecer aos estud...

O ABC da Fisioterapia Respiratória



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  • Este livro foi elaborado para fornecer aos estudantes e profissionais da área conceitos básicos e essenciais para um atendimento eficiente, apresentando informações sobre os diversos recursos instrumentais em fisioterapia, técnicas passivas e ativas de desobstrução brônquica, ventilação mecânica invasiva e não-invasiva, reabilitação pulmonar e cardiovascular, biossegurança, traqueostomia, reabilitação cardiovascular, além de algumas diretrizes que regulamentam a prática profissional. Além disso, a obra discute a humanização no atendimento fisioterapêutico ambulatorial e domiciliar, de ex-trema importância no atendimento a pacientes de todas as especialidades. O CD-ROM que acompanha o livro traz as imagens contidas em cada capítulo e possibilita o uso em sala de aula.

    Autores: George Jerre Vieira Sarmento;Denise Cardoso Ribeiro;Tathiana Santana Shiguemoto

  • Editora: Manole
  • Autor: AUTORES DIVERSOS
  • ISBN: 9788520427965
  • Origem: Nacional
  • Ano: 2009
  • Edição: 1
  • Número de páginas: 576
  • Acabamento: Brochura
  • Formato: Médio



O papel da fisioterapia respiratória no período de periextubação para reduzir a freqüência de atelectasia e a necessidade de reintubação foi...

Papel da fisioterapia na extubação/reintubação



O papel da fisioterapia respiratória no período de periextubação para reduzir a freqüência de atelectasia e a necessidade de reintubação foi avaliado por meio de metanálise.

Somente 3 estudos alcançaram os critérios para inclusão nesta análise: ensaio clínico prospectivo e randomizado ou quase-randomizado em recém-nascidos sob ventilação mecânica em fase de extubação traqueal.

Foram avaliadas as manobras fisioterapêuticas: vibração ou tapotagem seguida de aspiração; drenagem postural seguida de aspiração; ausência de intervenção.

Esses estudos mostraram grande variabilidade tanto nas características dos pacientes pesquisados quanto nas técnicas e nas estratégias de fisioterapia utilizadas. Entretanto, a análise conjunta demonstrou que as manobras de higiene brônquica diminuíram a necessidade de reintubação.

Além disso, observou-se uma tendência a menor índice de atelectasia pós-extubação. Portanto, as manobras avaliadas parecem ser benéficas no período de periextubação. Outro estudo recente, de Bloomfield et al.43, avaliou retrospectivamente

Os episódios de atelectasia pós-extubação, com controle histórico e não mostrou efeito benéfico das manobras de higiene brônquica.

Retirei daqui

A aspiração é um procedimento utilizado para remoção de secreções de pacientes que estejam necessitando de via aérea artificial ou pacientes...

A aspiração na fisioterapia respiratória


A aspiração é um procedimento utilizado para remoção de secreções de pacientes que estejam necessitando de via aérea artificial ou pacientes hipersecretivos que se encontrem com alteração no mecanismo de tosse e portanto com ineficiência na eliminação de secreções traqueobrônquicas.

A técnica é bastante conhecida, mas mal empregada por grande parte dos serviços assistenciais de saúde. Existem falhas na manipulação e na escolha dos materiais utilizados e muitas vezes é um procedimento realizado por profissionais não habilitados, oferecendo inúmeros riscos ao paciente.
   
Esta técnica pode ser realizada por  um sistema aberto ou fechado de aspiração:

·    Sistema de Aspiração Aberta : Consiste num procedimento estéril em que uma sonda de calibre adequado, de acordo com a via aérea do paciente, é conectada a uma fonte de vácuo, devendo ser introduzida na via aérea, de maneira delicada, para evitar possíveis traumas traqueais e de vias aéreas superiores. O tempo de aspiração deve ser o mais curto possível, evitando longos períodos de desconexão com o ventilador se o paciente o estiver utilizando. Algumas complicações como a hipoxemia, a taquicardia e a hipertensão arterial podem se fazer presentes durante o procedimento, principalmente  tratando-se de crianças,  por isso alguns autores recomendam fazer uma pré - oxigenação antes da realização da aspiração. Deve-se contudo cuidado para não levar a criança a quadros de hiperóxia, devido ao risco iminente da retinopatia da prematuridade, e uma adequada monitoração dos sinais vitais durante o procedimento.

·    Sistema de Aspiração Fechada : Este sistema poderá somente ser utilizado por pacientes que estejam necessitando de via aérea artificial, seja ela cânula de acesso nasotraqueal, orotraqueal ou na traqueostomia. Consiste num dispositivo cuja sonda de aspiração é completamente protegida por um saco plástico que permanece adaptado ao ventilador. O objetivo desse sistema é aspirar a secreção traqueal do paciente crítico, pois permite a limpeza do muco brônquico sem desconectar o enfermo do respirador; dessa forma não há despressurização da via aérea. A técnica dispensa o uso de ambuÒ, e a instilação de solução fisiológica é possível através do dispositivo lateral, o qual também permite a limpeza do sistema ao término da aspiração.

Acredita-se que a não desconexão do paciente do ventilador preserve o recrutamento alveolar, proporcionado pela pressão positiva e também favoreça o controle de infecção, apesar destes fatores serem muito questionados.

    A grande vantagem descrita nos estudos envolve o menor risco de hipoxemia durante o procedimento, a manutenção da pressão expiratória positiva final, o custo geral e a diminuição da ansiedade do paciente.

    As desvantagens relatadas freqüentemente são condensações de água no sistema, dificuldade de uso e diminuição na efetividade da aspiração.

Esta técnica é realizada somente em pacientes que estejam necessitando de ventilação artificial por meio de ventilação mecânica invasiva. E...

Manobra Zeep


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Esta técnica é realizada somente em pacientes que estejam necessitando de ventilação artificial por meio de ventilação mecânica invasiva. Essa manobra pode ser utilizada durante a terapia convencional, associada às demais manobras ou quando estas não puderem ser realizadas por haver alterações patológicas como osteoporose ou osteopenia importante, plaquetopenia, entre outros. Nessas situações a manobra zeep pode ser utilizada como técnica de escolha.

Para realizá-la é necessário elevar a pressão positiva expiratória final até um mínimo de 10cmH2O e num instante depois levar esta pressão até zero (Zeep) juntamente com a vibrocompressão realizada sobre a parede torácica. Posteriormente deve-se retornar a pressão expiratória final aos níveis anteriores aos dos antes da realização da manobra.

Com a aplicação desta técnica, observa-se um efeito de desobstrução brônquica, em função de um alto fluxo expiratório e um importante ganho de volume corrente quando se retorna a pressão positiva, ao final da expiração aos níveis normais.

Ela está contra - indicada em pacientes hemodinamicamente instáveis e com hipertensão intracraniana.

Retirei daqui

Shaking é uma manobra utilizada com a finalidade de acelerar a remoção de secreções através do sistema de transporte mucociliar. É realizad...

O que é o Shaking e pra que serve


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Shaking é uma manobra utilizada com a finalidade de acelerar a remoção de secreções através do sistema de transporte mucociliar. É realizada apenas durante a fase expiratória da respiração e após uma inspiração profunda, reforçando, assim, o fluxo de ar expiratório proveniente dos pulmões.

Para a realização do shaking, as mãos devem estar relaxadas e colocadas sobre a região apropriada do tórax (com acúmulo de secreções ou diminuição da ventilação), começando logo após o início da expiração; o terapeuta então balança a caixa torácica em direção ao brônquio principal. O objetivo desta técnica é o deslocamento de secreções das vias aéreas de pequeno calibre para as de grande calibre.

O shaking pode ser realizado uni ou bilateralmente. Caso não haja incisão, o paciente permanece parcial ou totalmente sentado, e as mãos do terapeuta devem ser  colocadas na região inferior da parede torácica, com o movimento dirigindo-se superiormente em direção ao brônquio principal. Quando utilizado sobre o esterno, normalmente estimula a tosse devido à mudança das secreções superiormente no trato respiratório. Nos pacientes após toracotomia, as mãos devem ser colocadas sobre a região anterior e posterior do tórax, abaixo da incisão e não sobre o dreno intercostal. Se o paciente tossir, o fisioterapeuta pode aplicar uma firme pressão para dar uma maior estabilidade torácica, propiciando, assim, uma tosse mais confortável e eficaz.

Os pacientes com esternotomia mediana devem sempre receber um apoio sobre o esterno. Se o paciente estiver sentado, em decúbito dorsal ou lateral, uma mão e o antebraço são colocados ao longo de todo o esterno e utilizados apenas como um apoio. A outra mão é colocada posteriormente; assim, com a realização do shaking não haverá movimentação do esterno. Se após a cirurgia cardíaca o paciente desenvolver complicações pulmonares (geralmente atelectasias em bases), o fisioterapeuta deve trabalhar para que haja uma reexpansão pulmonar total entre as várias "sacudidas" do tórax.

A pressão aplicada ao tórax deve ser modificada de acordo com a constituição de cada paciente, bem como sua condição atual. Pacientes com osteoporose ou fratura de costelas devem ser tratados com grande cuidado, já que tratamentos muito vigorosos podem provocar fratura de costelas. O shaking pode aumentar o broncoespasmo
em alguns pacientes; devendo ser utilizado com cautela. Nos casos de secreção persistente a percussão deve ser utilizada. É contraindicado nos casos de hemoptise severa, dor pleurítica aguda e tuberculose pulmonar na fase ativa. 

Baseado no trabalho realizado por King etal.50, no qual foi demonstrado em cães que a frequência de 13Hz é a mais eficaz no processo de remoção de secreções, pelo fato de estar mais próxima da frequência de batimento ciliar, Imle27 acha pouco provável que o shaking possa trazer benefícios adicionais na limpeza brônquica, por apresentar uma frequência de vibração torácica muito baixa, na ordem de 2Hz. No entanto, a consideração desta frequência como a mais eficaz (13Hz) não é unânime entre os autores, uma vez que, segundo Mellins10, o muco se mobiliza melhor a frequências ressonantes de 5 a 6Hz.

Devido à falta de consenso literário, fica clara a necessidade de que sejam realizados mais estudos para que se possa realmente confirmar a eficácia ou ineficácia desta técnica.

Fonte

Os recursos manuais em fisioterapia respiratória compõem um grupo de técnicas de exercícios e manobras manuais que visam a reabilitação de...

Fisioterapia Respiratória e recursos manuais


Os recursos manuais em fisioterapia respiratória compõem um grupo de técnicas de exercícios e manobras manuais que visam a reabilitação de uma disfunção toracopulmonar e ao treinamento e recondicionamento físico das condições respiratórias .

Estes recursos são assim chamados por serem empregados sem o uso de equipamentos, podendo também ser chamado de cinesioterapia respiratória ou manobras manuais em fisioterapia respiratória.

Tais recursos são geralmente empregados no tórax de indivíduos pneumopatas ou após cirurgia de tórax ou abdome, especialmente em casos em que o indivíduo apresenta dificuldade em eliminar secreções das vias aéreas e dificuldades em apresentar uma ventilação pulmonar adequada ou suficiente para suprir o consumo de oxigênio no organismo.

A seguir cito algumas técnicas mais empregadas dentre as diversas utilizadas pela fisioterapia respiratória.

Posicionamentos

Quando o fisioterapeuta pede para o paciente sentar ou deitar em determinada posição e assim permanecer por um certo período de tempo, isso já é parte da terapia respiratória, entenda porque.

Decúbito Dorsal: isso siginifica ficar deitado de barriga para cima, nesta posição ocorre uma diminuição da capacidade pulmonar total de 20 à 40 %. Com isso, os dois pulmões que estão em contato com o leito diminuem o espaço para que ocorra a ventilação. Por isso não é bom ficar longos períodos deitado de costas na cama.

Decúbito Lateral: neste decúbito, que é ficar deitado de lado, ambas as cúpulas diafragmáticas se comportam diferentemente uma da outra. Este decúbito proporciona o fortalecimento da hemicúpula diafragamática que se encontra em contato com o leito, pois aumenta o trabalho desta pela ação da gravidade.

Decúbito Ventral: nesta posição que é de barriga para baixo o relaxamento da musculatura do abdome se encontra muito facilitada. Portanto, este decúbito tenderá a permitir um efeito hipotônico da musculatura abdominal, dificultando o trabalho ventilatório.

Fowler e semi-fowler: nesta posição o paciente se encontra recostado a 45º e 30º no leito, respectivamente. Além do conforto ao paciente, melhora-se muito a mecânica respiratória. Também é possível diminuir a pressão das vísceras sobre o diafragma, o qual permitirá que este fique mais livre para o movimento de descida de suas cúpulas, melhorando a expansão pulmonar.

Manobra de compressão e descompressão (manobra de expansão)

É uma manobra de caráter reexpansivo. Essa manobra tem como principais objetivos a melhora da oxigenação arterial e da capacidade pulmonar, a reexpansão de áreas pulmonares fechadas e a mobilização de secreções.

A técnica para realização do procedimento é a seguinte: o paciente deve estar recostado, o terapeuta deve-se encontrar ao lado ao paciente e deve-se posicionar suas mãos sobre o toráx do paciente. O paciente deverá respirar normalmente, inspirando pelo nariz e expirando pela boca. Ao final da expiração o terapeuta comprime os arcos costais, em seguida ao se iniciar a inspiração, dá o reflexo de estiramento no músculo e imediatamente a seguir solta bruscamente os arcos costais, orientando o paciente a inspirar profundamente. O processo deve ser repetido quantas vezes forem necessárias até atingir o objetivo desejado.

Padrões respiratórios

A terapia respiratória através do uso de padrões musculares respiratórios é sem dúvida a uma das formas mais práticas e usuais de realizar a cinesioterapia respiratória.

Inspirações em tempos

A inspiração realizada de uma só vez, pode não ser suficiente para que o paciente atinja sua plenitude inspiratória com finalidade reexpansiva

A técnica consiste em inspirar pelo nariz e soltar pela boca. Os padrões respiratórios podem ser fragmentados e podems ser feitos em tempos de 2:1, 3:1 e 4:1 , isto é, puxa o ar duas vezes pelo nariz e solta uma vez pela boca até o fim.

Padrão ventilatório com frenação labial

O padrão ventilatório com expiração retardada ou com resistência expiratória permite a manutenção da integridade dos condutos aéreos evitando o fechamento precoce das vias aéreas, como ocorre com quem tem asma ou bronquite (DPOC). Além disso o retardo expiratório promove durante a fase de expiração, uma desinsuflação pulmonar homogênea, mantendo a pressão intrabrônquica e favorecendo portanto as trocas gasosas.

Nesta técnica a inspiração é feita nasal e a expiração por via oral correspondendo a cerca de três vezes o tempo de inspiração. Deve-se cerrar os dentes e impedir a passagem do ar durante a expiração para que a técnica seja realizada corretamente.

Manobras de higiêne brônquica

Um dos princípios básicos da fisioterapia respiratória é a facilitação da limpeza mucociliar; e as manobras de desobstrução e higiene brônquica visam a mobilização e eliminação dessas secreções pulmonares

A mucosa respiratória normal produz uma camada de secreção que recobre e, que continuamente, move-se através da atividade ciliar até a faringe, onde é deglutida sem que o indivíduo perceba. Quando a quantidade de secreção aumenta a tosse torna-se um mecanismo adicional de limpeza. Normalmente a expectoração é contaminada com células da orofaringe, bactérias, alimentos e saliva. Se a carga de muco torna-se muito grande para estes mecanismos, o resultado é o acúmulo de secreções.

Esse processo de deslocamento do muco por técnicas desobstrutivas pode ser realizada através dos seguintes métodos:

Percussão ou Tapotagem

Consiste na aplicação sistemática e ritmada de percussões manuais ou eletromecânicos na superfície torácica com objetivo básico de deslocar o muco brônquico da parede brônquica, removendo-o através do fluxo aéreo expiratório, facilitando assim a eliminação ao meio externo através da tosse. É uma técnica que pode ser ineficaz e prejudicial quando mal aplicada.

A percussão é efetuada pedindo-se ao paciente que faça uma inspiração suave e profunda e em seguida inicie a expiração, quando sincronicamente o terapeuta percute rapidamente sempre do sentido distal para o proximal, enquanto perdurar a expiração.

a) Vibração

A vibratoterapia consiste em movimentos, rítmico, rápidos e com intensidade suficiente para causar vibração em nível bronquial.

É realizada durante a expiração, sobre a parede torácica para facilitar o deslocamento do muco brônquico. Para isso deve ocorrer na mesma freqüência que a vibração dos cílios que é de 13 Hz.

Geralmente a vibração pode ser associada à compressão torácica, para que os músculos sejam alongados e promovam maior ventilação na inspiração subseqüente. O aumento da ventilação pode favorecer a limpeza mucociliar.

A técnica se divide em vibração manual, que consiste na colocação das mãos do terapeuta sobre a parede torácica fazendo uma série de vibrações manuais na fase expiratória, e vibração eletromecânica que consiste em usar aparelhos que vibrem.

b) Huffing

Utiliza-se desta técnica para estimular a tosse. O paciente inspira suave e em seguida, faz uma expiração forçada com a boca aberta, utilizando a sua musculatura abdominal

Tosse Induzida ou estímulo de tosse

Considerando que a maior parte dos receptores da tosse estão localizados na traquéia, quando há uma diminuição dos reflexos da tosse, espera-se que qualquer estímulo mecânico nesta região provoque tosse.

Os principais procedimentos de tosse induzida são o deslocamento da traquéia; estímulo com espátulas na garganta e estímulo com cotonetes ou sondas nasotraqueais na cavidade nasal.

Tosse Assistida

É utilizada para facilitar a tosse, onde o terapeuta realiza uma compressão sobre a região torácica ou abdominal no momento da tosse para ajudar o paciente a tossir.

Aspiração traqueobrônquica

A aspiração traqueobrônquica é um recurso mecânico simples e importante na rotina hospitalar. É amplamente utilizado em pacientes que não conseguem expelir, voluntariamente as secreções pulmonares. É um procedimento invasivo, intensamente utilizado pela fisioterapia respiratória, com objetivo de remover secreções traqueobrônquicas e orofaríngeas, favorecendo a melhora na permeabilidade das vias aéreas e, com isso, melhorando a ventilação pulmonar.

A aspiração traqueobrônquica pode ser realizada através da boca (orotraqueal), nariz (nasotraqueal) ou tubo ou traqueostomia (endotraqueal).

O terapeuta deverá usar luvas estéreis e tomar todo o cuidado para não contaminar a sonda ou catéter.

O tempo de introdução da sonda deve ser o mais rápido possível e a retirada da sonda deve ser feita com movimentos circulares permitindo a limpeza das secreções à parede traqueal do paciente..

Pequenas quantidades de soro fisiológico (10/20ml) podem ser instiladas para fluidificar e mobilizar as secreções, estimulando a tosse e facilitando a remoção das secreções espessas.

Jaqueline Munaretto Timm
Fisioterapeuta pela PUC-PR
Especialista em Fisioterapia Oncológica e Hospitalar pela FAP- Hospital do Câncer A.C Camargo
Especialista em Saúde da Mulher pela FSP-USP
Especialista em Acupuntura pelo CBES
Especialista em Fisioterapia Respiratória e UTI pela FAP- Hospital do Câncer A.C. Camargo
Fisioterapeuta do Oncofisio e do GAO- Grupo de Apoio Oncológico
www.grupodeapoiooncologico.com.br

A falta de ar ou "dispneia" (termo médico) é a sensação de que o a respiração não está sendo satisfatória. Em o...

Falta de ar recorrente pode indicar graves problemas de saúde


A falta de ar ou "dispneia" (termo médico) é a sensação de que o a respiração não está sendo satisfatória. Em outras palavras, o cérebro entende que a ação de ventilar (ato de inspirar e expirar o ar) não é suficiente para suprir a demanda do corpo. A dispneia não é fisiológica e deve, sim, ser vista com preocupação. Vamos revisar algumas das causas mais comuns de dispneia e por que devemos dar atenção a isso.

Insuficiência cardíaca aguda (IC aguda)
Apresentação: dor no peito (comum em angina, infarto do miocárdio ou embolia pulmonar), desmaios, respiração curta, veias do pescoço aumentadas de volume e coração acelerado (taquicardia). Às vezes, o quadro surge associado à tosse com espuma rosada e, frequentemente, aparece sem causa aparente, de forma súbita. Pessoas com fatores de risco, como hipertensão arterial, arritmias cardíacas, diabetes e obesidade, correm perigo aumentado.

Por que se preocupar?
A IC aguda geralmente está relacionada à doença coronariana (infarto) e outros quadros graves que acometem o coração. O risco de arritmias graves é muito elevado, em especial nas primeiras horas do quadro. Em casos de dissecção da aorta (aorta "rompe" espontaneamente) e em alguns tipos de infarto a mortalidade na primeira hora chega a 50% dos casos.

Insuficiência cardíaca crônica (IC crônica)
Apresentação: geralmente associada a infarto antigo, hipertensão mal controlada, doença de Chagas e outras miocardites. Surge gradualmente e vem acompanhada de inchaço nas pernas, cansaço que aumenta mesmo com esforços diminuídos, constipação, inapetência, tosse seca e redução do volume urinário. O aumento do tamanho do fígado e edema pulmonar também surgem gradualmente.

A maior causa de necessidade de transplante cardíaco é a IC crônica.

Por que se preocupar?
A IC crônica surge no momento em que o seu coração já esgotou todos os mecanismos compensatórios e está "perdendo" para o restante do corpo. Se diagnosticada e tratada no início, as causas de IC podem ser equilibradas e até revertidas. O dano após determinado ponto pode ser irreversível. A maior causa de necessidade de transplante cardíaco é a IC crônica.

Insuficiência respiratória crônica (IR Pulmonar)
Apresentação: A doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) é a maior causa de IR crônica. O tabagismo, a exposição à alérgenos e poeiras em locais de trabalho e, raramente, algumas deficiências genéticas, podem causar quadro progressivo e, eventualmente, irreversível de lesão dos pulmões (em especial os alvéolos, a menor unidade funcional dos pulmões, nos quais o oxigênio é trocado por gás carbônico), tornando o pulmão "careca", não funcional. Assim, a pessoa fica "afogada" em ar ambiente.

Por que se preocupar?
A DPOC aumenta o risco cirúrgico de forma independente e pode exigir intubação prolongada em caso de cirurgias eletivas. As infecções pulmonares são frequentes, com múltiplas internações por pneumonias com bactérias multirresistentes, que são mais complicadas de ser tratadas.

IR aguda pulmonar (não infecciosa)
Apresentação: chiado no peito, especialmente quando o clima está frio, tosse seca e alergias são associações frequentes na asma.

Por que se preocupar?
A asma pode matar. Hoje em dia, o número de óbitos pela doença caiu, mas ainda ocorrem. Pacientes com asma e bronquite se beneficiam da identificação de alérgenos e de tratamentos preventivos de crises.

IR aguda/ subaguda (infecciosa)
Apresentação: febre, tosse com escarro, prostração e dispneia são sintomas de pneumonia. As infecções pulmonares podem levar rapidamente a quadros de inflamação sistêmica, induzida pela liberação de proteínas da bactéria ou do vírus na circulação.

Por que se preocupar? As infecções são uma das cinco maiores causas de óbito no mundo e uma das três principais no Brasil. Quando diagnosticadas em fase inicial, o tratamento antibiótico oferece excelente resposta.

A falta de ar não é benigna, não é "normal" e existe, sim, risco de complicações aumentado em determinados casos. Se identificar o sintoma, procure seu médico.

Esclerose múltipla (EM) ou esclerose em placas é uma doença desmielinizante que atinge principalmente adultos jovens entre os 20 e 40 anos d...

Cinesioterapia respiratória na esclerose múltipla


Esclerose múltipla (EM) ou esclerose em placas é uma doença desmielinizante que atinge principalmente adultos jovens entre os 20 e 40 anos de idade, sendo as mulheres mais acometidas que os homens. Afeta o sistema nervoso central, mais precisamente a substância branca, podendo ocorrer múltiplas lesões espalhadas ou envolver grandes áreas do encéfalo e/ou da medula espinhal. As lesões ocorrem devido à perda da bainha de mielina, comprometendo assim, a condução nervosa.

O quadro clínico dessa doença é bastante variável de um paciente para outro, e estabelecido de acordo com a região de acometimento e a seqüência temporal das lesões desmielinizantes. As principais alterações que ocorrem no portador de EM são: sensitivas, motoras, visuais, vesicais e emocionais. Além disso, a esclerose múltipla leva a uma redução na capacidade física e na resistência cardiorespiratória, devido a fraqueza do músculos respiratórios. As alterações apresentadas provocam importantes incapacidades que afetarão a qualidade de vida de seus portadores.

Acredita-se que a etiologia seja devido a uma combinação de fatores ambientais, genéticos e auto-imunes. A esclerose múltipla não tem cura e é caracterizada, na maioria dos casos, por exacerbações e remissões, mas também, pode ter curso progressivo, ou iniciar-se com exacerbações e remissões tornando-se progressivo.

A presente pesquisa é bibliográfica do tipo exploratória, onde busca-se um maior aprofundamento a cerca do tema escolhido. Tem como método de abordagem o dedutivo, partindo de uma doença ampla e direcionando-se para a cinesioterapia respiratória na mesma. A documentação indireta foi utilizada como técnica de pesquisa.

A proposta para esta pesquisa tem como objetivo esclarecer, a partir de uma revisão da literatura, os benefícios proporcionados pela cinesioterapia respiratória aos pacientes com EM, buscando uma melhora da capacidade funcional e qualidade de vida para os mesmos.


Alterações do Sistema Respiratório na Esclerose Múltipla

A perda de mielina no tronco encefálico pode comprometer os núcleos dos nervos cranianos, as conexões internucleares e os tractos longos autônomos, motores e sensitivos (NEUROPSICONEWS, 2003). Por exemplo, se o nervo vago (X par craniano) for atingido, o paciente pode apresentar alterações na base da língua, uma redução na peristalse faringeal e na força da laringe. A lesão do nervo glossofaríngeo (XI par craniano) causa um atraso no disparo da deglutição da faringe. O comprometimento do nervo hipoglosso (XII par craniano) pode gerar, no paciente, uma certa dificuldade tanto no ato da mastigação, quanto no controle do bolo alimentar e ainda uma redução na velocidade do trânsito oral (CHIAPPETTA; ODA, 2003).

O comprometimento dos nervos cranianos também pode ocasionar a disfagia, apresentando-se por dificuldades na deglutição, e conseqüentemente na alimentação, ocorrendo engasgos e pneumonias por aspiração, devido à falta de coordenação da musculatura da língua e da boca (O'SULLIVAN, 2004).

O autor supracitado relata que a progressão da EM leva a uma redução na capacidade física e na resistência cardiorrespiratória, que por sua vez ajudam na diminuição da capacidade física, da capacidade vital, força dos músculos, elevação da freqüência cardíaca em repouso e ao exercício, fadiga, ansiedade e depressão. Essas alterações podem ocorrer em cerca de 50% dos portadores de EM.

A redução do controle voluntário da respiração varia com o grau de envolvimento da doença. Geralmente os tractos corticobulbar e corticoespinhal são afetados nesses casos, podendo ocasionar pneumonia aspirativa devido à tosse ineficaz e fraqueza muscular, levando à redução dos volumes e capacidades pulmonares, insuficiência respiratória e conseqüentemente à morte, apresentando assim, características de uma doença neuromuscular restritiva. Esta fraqueza muscular pode estar associada com um quadro de quadriplegia e com paresia do neurônio motor superior das duas metades do músculo diafragma, o que pode levar o paciente a apresentar hipóxia durante o sono (SLUTZKY, 1997).


Cinesioterapia Respiratória


Uma abordagem multiprofissional para pacientes com EM é essencial, pois cada profissional com seus conhecimentos específicos deve desenvolver um atendimento integrado e contínuo, contribuindo assim, para a melhora na qualidade de vida do paciente (DESOUZA; BATES; MORAN, 2000).

A fisioterapia não atua diretamente sobre o processo patológico, e sim no nível das limitações e incapacidades aumentando a independência e conseqüentemente a capacidade respiratória (CHAVES, 2003).

De acordo com DeSouza (1990 apud DESOUZA; BATES; MORAN, 2000, p. 156) "o sucesso do tratamento não deve ser determinado pelo fato de o paciente com EM melhorar ou não, e sim, se ele atinge o melhor nível de atividade, relevante para seu modo de vida, em cada estágio da doença."

A continuidade no tratamento permite que seja mantida a evolução clínica e as complicações respiratórias secundárias sejam prevenidas (WILES, 2001 apud NOGUEIRA; SANTOS-FILHO, 2002).

Como a EM apresenta comprometimento da função respiratória, principalmente em seus estágios mais avançados, como fraqueza muscular e infecções, uma avaliação pulmonar é essencial. Dentre os tópicos de uma avaliação respiratória a verificação dos sinais vitais, o padrão respiratório, a ausculta pulmonar e a análise da força dos músculos da respiração são essenciais (KISNER; COLBY, 1998).

A cinesioterapia respiratória apresenta como instrumentos de tratamento os equipamentos e os recursos manuais. Estes são formados por técnicas manuais específicas de terapia respiratória, manobras cinesioterapêuticas, que têm como objetivos evitar o surgimento de complicações respiratórias, melhorar as disfunções toracopulmonares e aumentar o condicionamento físico e respiratório do paciente, e estão indicadas nos casos de pneumopatias, cirurgias torácicas ou abdominais, e quando a ventilação pulmonar não está sendo suficiente para oferecer o oxigênio para os tecidos (COSTA, 2002).

As manobras cinesioterapêuticas respiratórias podem ser associadas à técnica de drenagem postural, que consiste em adotar posições específicas, dependendo do local do pulmão onde há acúmulo de secreções, a fim de facilitar a drenagem destas para vias aéreas mais centrais com a ajuda da força da gravidade. Além da drenagem postural a inaloterapia também pode ser utilizada com o objetivo de umidificar e facilitar a eliminação de secreções. Nesta técnica o paciente inala gotículas de ar umedecido evitando assim, o aumento da viscosidade e acúmulo das secreções (THOMSON; SKINNER; PIERCY, 1994).

A fisioterapia respiratória como a respiração diafragmática, estimulação da tosse efetiva, drenagem postural e técnicas de reexpansão segmentar são essenciais para evitar o acúmulo de secreção, com conseqüentes infecções respiratórias, e manter a mobilidade pulmonar, principalmente em uma fase mais avançada da EM. Mudanças de posição no leito também podem evitar os distúrbios pulmonares. Outras técnicas associadas como o relaxamento, podem ser realizadas a fim de dar ao paciente uma melhor convivência com a doença (MEIRELES, 2003).

A cinesioterapia respitratória para os pacientes com EM consiste em:


• Higienização brônquica:

Dentre as manobras cinesioterapêuticas para a eliminação de secreções pulmonares têm-se a tapotagem, a vibração manual torácica, a vibrocompressão torácica e o estímulo da tosse efetiva.

A tapotagem é uma técnica eficaz (quando feita corretamente e associada a outras técnicas) para a higiene brônquica e tem como objetivo deslocar as secreções que estão aderidas aos pulmões. A tapotagem é feita com as mãos em forma de concha (dedos em adução), realizando movimentos de flexo-extensão de punhos sobre a área pulmonar que vai ser drenada, através de percussões rítmicas e alternadas. A tapotagem deve ser feita em uma posição relaxante e não provocar dor e desconforto para o paciente. Dentre as contra indicações da técnica têm-se: ruídos sibilantes à ausculta pulmonar, crise asmática, fraturas de costelas e hipersensibilidade do paciente à dor (COSTA, 2002; KISNER; COLBY, 1998).

Na vibração manual torácica são realizados movimentos rítmicos, rápidos e com uma intensidade capaz de transmitir a vibração aos brônquios pulmonares. Os movimentos são feitos com as mãos espalmadas, acopladas no tórax do paciente e no sentido crânio-caudal, com o objetivo de mover as secreções, que já estão soltas, para as vias aéreas de maior calibre. A vibração pode ser unilateral ou bilateral. Essa técnica pode ser usada em associação com a tapotagem e a drenagem postural. Os movimentos vibratórios com as mãos são conseguidos a partir de contrações isométricas dos MMSS do fisioterapeuta na parede torácica do paciente durante a expiração com uma leve pressão. A vibrocompressão é realizada através de movimentos vibratórios acrescentando-se uma pressão mais intensa na expiração, o que torna a eliminação das secreções mais rápida e eficiente (COSTA, 2002; KISNER; COLBY, 1998).

Para que haja a manutenção da limpeza dos pulmões é necessário um mecanismo de tosse (reflexo ou voluntário) eficaz. Esse mecanismo funciona a partir de uma inspiração profunda, seguida do fechamento da glote, contração da musculatura abdominal e posterior abertura da glote com uma expiração forte de ar. Alguns fatores como a redução da capacidade inspiratória ou expiratória forçada, a diminuição da ação ciliar, ou um maior espessamento das secreções contribuem para dificultar a tosse (KISNER; COLBY, 1998).

A tosse assistida é uma maneira de ajudar o paciente a tossir através de um estímulo manual feito sobre o tórax do paciente durante a tentativa de tosse ou em uma tosse muito difícil. Esse estímulo consiste em dar uma pressão rápida, com a área palmar de uma das mãos do fisioterapeuta, na região póstero-superior torácica do paciente, estando este sentado. A região anterior do tórax é fixada com a outra mão do fisioterapeuta. Essa assistência à tosse também pode ser feita dando-se a pressão manual na região abdominal. É importante que o estímulo seja sincrônico com a tosse do paciente, e que antes da realização dessa técnica o paciente saiba a maneira correta de tossir, usando os músculos abdominais (COSTA, 2002; KISNER; COLBY, 1998). Deve-se orientar o paciente a tossir, fazendo uma inspiração profunda, contraindo a musculatura abdominal e tossindo posteriormente. A tosse efetiva permite a eliminação de secreções devido à força do ar durante a expiração (THOMSON; SKINNER; PIERCY, 1994).

A estimulação da tosse manual também pode ser feita na região superior da traquéia (localização de grande parte dos receptores da tosse), na cavidade nasal, no palato da boca ou na epiglote. Porém, esse recurso causa desconforto para o paciente e só deve ser realizado em casos de impossibilidade de tosse espontânea como estados de coma, inconsciência ou lucidez precária, que favorecem o acúmulo de secreções pulmonares (COSTA, 2002).


• Reexpansão pulmonar:

Para reexpandir áreas pulmonares com redução da ventilação e da capacidade pulmonar total (CPT) podem ser feitas a expansão costal lateral, a manobra de compressão-descompressão torácica e os padrões ventilatórios.

Segundo Kisner e Colby (1998, p. 641) a CPT "é a quantidade total de ar contida nos pulmões após uma inspiração máxima."

Como a fraqueza muscular na EM atinge também os músculos respiratórios, Schilz (2000) relata que com a progressão desse sintoma o paciente atinge um ponto em que a ventilação necessária não é mantida, causando anormalidades na função pulmonar como a redução da CPT e até uma insuficiência respiratória, apresentando assim, características de uma doença neuromuscular restritiva.

A expansão costal lateral, uni ou bilateral pode ser usada para as áreas basais, posteriores, apicais ou mediais dos pulmões dependendo da região que necessita de expansão. Para realizar a técnica o fisioterapeuta coloca as mãos na região lateral das costelas, e então pede-se ao paciente que expire, enquanto o fisioterapeuta coloca uma pressão para baixo nas costelas. Ao final da inspiração realiza-se um alongamento rápido para baixo e para dentro da parede torácica. Depois pede-se ao paciente que expanda as costelas contra as mãos do fisiotepapeuta durante a inspiração (KISNER; COLBY, 1998).

A manobra de compressão-descompressão torácica súbita, que pode ser usada para reexpansão pulmonar, é feita com a colocação das mãos do fisioterapeuta na base inferior das últimas costelas. Enquanto o paciente expira o fisioterapeuta faz uma compressão torácica para dentro e para baixo, e posteriormente uma descompressão súbita quando o paciente inicia a inspiração. Isto gera uma elevação no fluxo da expiração e uma variação súbita de fluxo durante a inspiração, o que favorece tanto a reexpansão pulmonar quanto a desobstrução das vias aéreas e a expectoração (PRESTO; PRESTO, 2003).

Padrões ventilatórios como a estimulação diafragmática (descrita no próximo tópico), a inspiração profunda, a inspiração fracionada, os soluços inspiratórios e a compressão-descompressão torácica súbita (já citada anteriormente) também podem promover a reexpansão pulmonar. A inspiração profunda consiste na realização de incursões ventilatórias profundas pelo paciente (que pode estar deitado, sentado ou em pé), e pode ser associada a cinesioterapia motora para os MMII e MMSS promovendo um maior volume de ar pulmonar ao final da inspiração. Na inspiração fracionada o paciente deve realizar várias inspirações nasais seguidas de pausas inspiratórias até atingir a capacidade pulmonar total, aumentando a quantidade de inspirações com a progressão do paciente (na prática conta-se até três). Os soluços inspiratórios são realizados a partir de inspirações nasais curtas e sucessivas sem pausas inspiratórias até a capacidade pulmonar total (CPT), sendo a última inspiração oral. A inspiração fracionada e os soluços inspiratórios também podem ser associados a cinesioterapia motora (PRESTO; PRESTO, 2003).


• Reeducação respiratória:

A respiração diafragmática é benéfica, pois promove o uso correto do diafragma e o relaxamento dos músculos acessórios da respiração, melhorando a ventilação, a troca gasosa e reduzindo o trabalho muscular. Este padrão ventilatório deve ser realizado com o paciente em uma postura confortável, inicialmente em decúbito dorsal, com posterior progressão para variadas posições como sentado, em pé e ao realizar atividades diárias. Pede-se que o paciente faça uma inspiração nasal lenta e profunda realizando elevação do abdome e mantendo os ombros relaxados, e posteriormente uma expiração oral, conforme as Figuras 5.A e 5.B (KISNER; COLBY, 1998).

A estimulação diafragmática também pode ser realizada durante a respiração diafragmática. A estimulação consiste em dar propriocepção no diafragma buscando-se uma contração voluntária máxima possível do músculo, no final da expiração e início da inspiração, promovendo um trabalho mecânico de ventilação eficiente do diafragma com facilitação da inspiração. Seu objetivo principal é a reeducação da respiração diafragmática, buscando uma melhora na ventilação pulmonar e um menor esforço muscular. O comando verbal dado pelo fisioterapeuta é muito importante durante essa manobra, pois mantém o paciente consciente da respiração correta (COSTA, 2002).


• Mobilidade e flexibilidade torácicas:

Os exercícios com esta finalidade associam movimentos ativos de tronco com a respiração, e é importante que o paciente realize-os diariamente (THOMSON; SKINNER; PIERCY, 1994).

Como exemplo desses exercícios podem-se citar:

- Paciente na posição sentada, inspirar durante a extensão de tronco e flexionar o tronco enquanto expira; - Em decúbito dorsal o paciente realiza flexão alternada dos quadris (THOMSON; SKINNER; PIERCY, 1994); - Paciente sentado realizar inclinação lateral do tronco para alongar os músculos retraídos e expandir a área torácica alongada. Durante a inclinação para o lado retraído o paciente empurra a região lateral do tórax com a mão fechada e expira; - Paciente na mesma posição colocar as mãos atrás de cabeça e realizar abdução horizontal dos MMSS durante a inspiração e a volta dos membros com flexão cervical na expiração. Esse exercício trabalha o tórax superior e o alongamento de peitorais (KISNER; COLBY, 1998).


• Aumentar a condição física do paciente:

Como a fraqueza na EM afeta também os músculos respiratórios, o fortalecimento da musculatura respiratória é essencial para o tratamento dos pacientes com EM, e deve ser associado com exercícios para melhorar a estabilidade de tronco, o controle da cabeça e o equilíbrio na posição sentada. Os contatos manuais e resistências adequados podem ser úteis (O'SULLIVAN, 2004).

O aumento da força e da resistência à fadiga dos músculos respiratórios pode ser conseguido com o treino muscular ventilatório (TMV). Este freqüentemente enfatiza os músculos inspiratórios e é usado em casos de pacientes que apresentam fraqueza, atrofia ou ineficiência muscular respiratória. O TMV pode ser realizado através do: uso de resistência (de acordo com cada paciente) para o fortalecimento do diafragma, onde coloca-se uma pequena resistência (manual, através de pesos ou do posicionamento do paciente) na região epigástrica abdominal do paciente e pede para o mesmo respirar profundamente; treino de resistência inspiratória, feito com a utilização de dispositivos que promovem uma resistência inspiratória; e a espirometria respiratória de incentivo, que trabalha a inspiração máxima do paciente e pode ser realizada com ou sem o uso de espirômetros. Neste caso o paciente realiza algumas respirações lentas e espontâneas, seguidas de uma expiração máxima e posteriormente uma inspiração máxima mantendo-a por alguns segundos. A espirometria melhora também a ventilação pulmonar (KISNER; COLBY, 1998).

Os benefícios do TMV irão variar dependendo de sua duração, freqüência, e os períodos intercalados entre a carga e o descanso (SLUTZKY, 1997).


• Relaxamento e correção postural:

O relaxamento pode ser utilizado para os pacientes com distúrbios neurológicos que apresentam complicações respiratórias (de acordo com a fase da doença), pois ajudarão os mesmos a superar uma crise de dispnéia e a controlar a respiração. O relaxamento do pescoço, cintura escapular e do tronco superior podem ser praticados, e ser associados com técnicas de controle da respiração reduzindo o gasto energético respiratório. O controle respiratório pode ser ensinado pedindo-se ao paciente que conte durante a inspiração e a expiração, como exemplo começar de 1:1 e aumentar o tempo de acordo com a progressão do paciente. Deve-se ensinar também a manutenção do controle respiratório durante as AVD's, expirando ao flexionar o tronco e inspirando ao voltar à posição normal, além da correção postural relaxando a cintura escapular, deixando a coluna mais ereta possível e mantendo a cabeça ereta, pois esses pacientes apresentam uma tendência à cifose torácica e protusão da cabeça (THOMSON; SKINNER; PIERCY, 1994).


Considerações finais

Esta pesquisa foi desenvolvida sobre o tema esclerose múltipla e apresenta como finalidade oferecer informações sobre a cinesioterapia respiratória nesta doença. Para que os objetivos do trabalho sejam atingidos os exercícios respiratórios devem ser enfatizados, pois ajudam a manter ou a melhorar a capacidade funcional e a resistência cardiorespiratória. A realização da cinesioterapia respiratória deve ser individual e adaptável, a fim de não provocar a exacerbação de sinais e sintomas e a fadiga da musculatura respiratória, promovendo um trabalho das capacidades residuais funcionais do paciente no momento.


Referências

CHAVES, L.J. Tratamento fisioterapêutico e monitoramento da evolução de pacientes com esclerose múltipla: relato de experiência. Disponível em: . Acesso em: 02/12/2003.

CHIAPPETTA, A.L.M.L.; ODA, A.L. Disfagia orofaríngea neurogênica. In: LEVY, J.A.; OLIVEIRA, A.S.B. Reabilitação em doenças neurológicas: guia terapêutico prático. São Paulo: Atheneu, 2003. p. 81-92.

COSTA, Dirceu. Fisioterapia respiratória básica. São Paulo: Atheneu, 2002.

DESOUZA, L.; BATES, D.; MORAN, G. Esclerose múltipla. In: STOKES, M. Cash: neurologia para fisioterapeutas. São Paulo: Premier, 2000. p. 149-166.

KISNER, C.; COLBY, L.A. Exercícios terapêuticos: fundamentos e técnicas. 3.ed. São Paulo: Manole, 1998.

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E-mail: fabiolafisiot@hotmail.com / fabiolafisiot@ig.com.br

Fabíola Mariana Rolim de Lima*; Flávio Bernardo Virgínio**; Lusicleide Galindo da Silva*

*Graduada em Fisioterapia pela UNIPÊ – Centro Universitário de João Pessoa - PB

**Graduado em Fisioterapia pela UNIPÊ – Centro Universitário de João Pessoa, Pós-graduando em Fisioterapia Pneumofuncional na Universidade Gama Filho - RJ

A fibrose cística ou fibrose quística é uma doença genética hereditária e generalizado que afecta especialmente as glândulas exócrinas do ...

A fibrose cística e outras doenças pulmonares


A fibrose cística ou fibrose quística é uma doença genética hereditária e generalizado que afecta especialmente as glândulas exócrinas do pâncreas e da árvore brônquica no artigo vou focar a sua insuficiência respiratória devido à sua importância em tratamentos de fisioterapia respiratória.

  • "No pâncreas há um bloqueio dos ductos pancreáticos, com concreções amorfo eosinofílico, com conseqüente deficiência de enzimas pancreáticas (que afetam a digestão e absorção de gordura ..), níveis anormalmente elevados de eletrólitos no suor e, eventualmente, cirrose.
  • "No pulmão provoca uma doença pulmonar crônica. Há um aumento de secreções e sua viscosidade que causam a obstrução das vias aéreas, diminuição da ventilação, podendo complicar o quadro emergente de pneumonia, bronquite, bronquiectasia, enfisema., fibrose extensa .... o que pode levar à hipertensão pulmonar e falência ventricular direita, em casos graves.

Há também uma diminuição da tolerância ao exercício. Dedos em "clubbing" são muitas vezes um achado proeminente.


ENSAIOS DX

A ausculta pulmonar pode revelar RALES roncos de espessura.
A radiografia de tórax é normal no início da doença de mudanças cística, áreas de fibrose.
O aumento da concentração de sódio no suor que lhe dá o gosto salgado mesmo.
Tadas anteriormente clínica útil.


Função Pulmonar

A primeira coisa que aparece é uma distribuição anormal da ventilação e aumentou a diferença em alvéolo-arterial de 0 2.

A evidência do papel das pequenas vias aéreas, como a determinação da taxa de fluxo com baixos volumes pulmonares, para detectar a doença no início.

Há uma diminuição do VEF 1 e FEF 25-75% v, que não responde a broncodilatador.

A RV ea CRF são aumentadas e pode ter perdido a elasticidade com um conseqüente aumento na complianza 2


FISIOTERAPIA

OBJETIVOS :

Remoção de secreções

Prevenir deformidades e desequilíbrios entre os músculos inspiratórios e expiratórios

Melhorar a qualidade de vida

TRATAMENTO :

A) Eliminação de secreções

Realizamos ausculta saber onde eles estão localizados na drenagem Sem especificamente afetadas as áreas de drenagem dessas zonas é feito a partir da linha de base para a média.

Não está em posição de recusar o trabalho se insuficiência cardíaca direita.

Antes, vamos chamar a aerossolterapia, inaladores e broncodilatadores. Se o paciente está tomando antibióticos após a drenagem.

É também a importação e antes de comer, nunca depois.

Se é difícil de remover secreções uso de ventilação com pressão positiva intermitente até 4-5 dias e não mais de 10cm H 2 O.

• Técnicas utilizadas:

EDIC:

Técnica usada para remover as secreções que estão em processo de calibre pequeno, periférico.

Nós colocamos o paciente em decúbito lateral com o pulmão afetado a posição em que mais afetam o lobo gravidade.

Pedimos ao paciente para realizar uma exalação seguido de uma inspiração para alto volume, baixo fluxo, alguns segundos de apnéia e fazê-lo no termo de lábios franzidos. O terapeuta, enquanto o paciente inala leva ao início se o afetado é o lobo posterior e vice-versa. É uma técnica que combina mais ventilação posição.

ELTGOL - Maré-slow-total-glote aberta-infralateral

Técnica utilizada para remoção de secreções do trato médio calibre.

Infralateral pulmão lugar afeto.

Pedimos ao paciente uma inspiração normal seguida de expiração mais lentamente possível e com a glote aberta.


TEF -  Técnica de expiração forçada.

Pedimos ao paciente uma inspiração seguida de expiração em alto fluxo e volume baixo.

TEF para um protocolo que é usado para prevenir situações de risco:

Um resto de respiração por um minuto.

Peito 2 expansão aberturas voltadas para a área de descarga de 2 ou com o objetivo de trazer o volume máximo de ar para a área de trabalho.

3-TEF: três em uma fileira, no máximo.

Depois de repetir novamente a partir do ponto de um protocolo de inteira até a remoção de secreções.

Evite aplicar o TEF em decúbito lateral.


TOS

Ele funciona como o TEF entre inspiração e expiração, mas introduzem alguns segundos de apnéia seguido por um "ataque de tosse" inclinada para frente.

Como terá sido observado que não utilizam a drenagem postural testado cientificamente por vários motivos:

-As posições são extraídos de uma teórica (única partida em aprox. 10% das pessoas)

-A árvore brônquica se move na expiração-inspiração nas três dimensões do espaço.

"A gravidade age sobre os corpos de acordo com sua massa, que é muito pequeno, no caso das secreções encontradas do calibre dos brônquios, principalmente das pequenas e médias empresas. Além disso, essas secreções têm uma força adesiva elevada.

"Ele demonstrou um pulmão de drenagem de pulmão aumentou infralateral após a drenagem.

B) Para evitar deformidades e reabilitação diafragmática

Ensinar o uso adequado do diafragma pela ventilação dirigido e respirar corretamente, e capacitar costal expiratório músculos abdominais.

 

A fibrose cística é uma doença que pode ocorrer em crianças com 2-4 meses de tratamento e, atualmente superior a 20 anos. Em tratamento é essencialmente paliativo, mas pode melhorar o prognóstico de vida e melhorar a qualidade ea quantidade do mesmo.

Como uma doença crônica é a importante tarefa dos profissionais de saúde para não mencionar a colaboração dos pais.

A fisioterapia nos últimos anos está a ganhar como a altura e muito não só na fibrose cística, mas em muitas doenças respiratórias pode ser melhorado dramaticamente nossa colaboração. E eu acho que é essencial para que possamos saber, informar as pessoas e fazê-los sentir que nós podemos ajudar.

As infecções agudas do trato respiratório, entre elas, a Pneumonia, são as principais causas de mortalidade nos paises em desenvolvimento, ...

Utilização de uma Manobra Manual de Reexpansão Pulmonar em Crianças Acometidas por Derrame Pleural pós Pneumonia Bacteriana


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As infecções agudas do trato respiratório, entre elas, a Pneumonia, são as principais causas de mortalidade nos paises em desenvolvimento, predominando em crianças com
menos de 5 anos (GONTIJO,2006). Estima-se que 4,3 milhões das mortes de crianças menores que 5 anos ocorram anualmente por infecção respiratória agudas, que nessa faixa representa 20% dos óbitos (I CONSENSO BRASILEIRO DE PNEUMONIA, 1998).

O quadro clínico da Pneumonia se inicia, via de regra, de maneira súbita, no curso de uma infecção de aparência banal das vias respiratórias superiores. Febre, dispnéia com
taquipnéia e tosse resumem as manifestações dominantes (PERNETTA, 2002).

Alguns sinais indicadores de maior gravidade da Pneumonia nas crianças, implicando a abordagem terapêutica mais intensiva, internação hospitalar e exames complementares,
devem ser cuidadosamente observados, tais como:
  • aspectos toxêmicos;
  • presença de tiragem, principalmente subcostal;
  • gemidos; prostração ou agitação acentuadas;
  • cianose;
  • palidez;
  • convulsões;
  • apnéias;
  • vômitos ou dificuldade de ingerir líquidos;
  • hipotermia;
  • desidratação
  • sinais semiológicos de condensação extensa ou comprometimento pleural.

A dor pleural limita os movimentos respiratórios na inspiração, que se torna curta, com gemidos e a criança procura o decúbito do lado do derrame, com as pernas flexionadas (I CONSENSO DE PNEUMONIA, 1998).

A pneumonia é a principal causa de mortalidade infantil de 0 a cinco anos, sendo responsável por 10% a 30% das internações, na qual o derrame pleural parapneumônico, é a
complicação mais freqüente (MOREIRA, 2005).

Derrame pleural é o acúmulo anormal de líquido no espaço pleural. Normalmente, existem em torno de 0,1 a 0,2 ml/kg de peso líquido no espaço pleural. Esse líquido tem como
função permitir o deslizamento de uma superfície pleural sobre a outra (FISCHER, 2003). Este acúmulo de líquido é uma complicação freqüente de Pneumonia em crianças. Estima-se que em torno de 5% a 10% das pneumonias evoluam com Derrame Pleural. Em geral, todas as Pneumonias, inclusive as transmitidas por vírus, podem apresentar como complicação o Derrame Pleural, especialmente aquelas de maior gravidade (FISCHER, 2003).

Em estados normais, observa-se o equilíbrio entre a entrada e a saída de líquido e proteína do espaço pleural quando, o volume e a concentração protéica do líquido são constantes. Quando as pressões microvasculares ou a permeabilidade vascular se alter am, o desequilíbrio instala-se, o fluido se acumula e a concentração protéica modifica-se (FISCHER, 2003).

O principal objetivo do estudo da Fisioterapia Respiratória é a compreensão da fisiologia respiratória. Por meio de seu conhecimento, é possível entender as alterações  pulmonares e sistêmicas por meio da utilização da terapia física (PRESTO, 2004). Para a recuperação precoce e correta das crianças com disfunções respiratórias, é
indispensável o tratamento fisioterapêutico. Em um estudo específico, dados estatísticos confirmam a rapidez do tratamento fisioterapêutico, que não só promove a recuperação da criança, como também retira-o do ambiente hospitalar precocemente (IRWIN, 1994).

Através de revisão de literatura notou-se a dificuldade em encontrar evidências científicas, para apoiar a Fisioterapia Pneumofuncional como recurso terapêutico no tratamento de Derrame Pleural pós Pneumonia Bacteriana seja em crianças, adolescentes ou em adultos.

Uma pesquisa realizada no Hospital Universitário João de Barros Barreto (HUJBB) constatou que dentre as infecções respiratórias a de maior incidência, é a pneumonia, com 19,5% dos casos (RIBEIRO, 2002). Um outro levantamento realizado na mesma instituição, verificou-se que 60,2% dos casos de pneumonia evoluíram para derrame pleural. A Fisioterapia Pneumofuncional nesses casos, segundo livros-texto de Pediatria e Pneumologia Pediátrica, ainda não têm evidências científicas que comprovem a validade do tratamento do Derrame Pleural (BRITTO, 2005). Porém na pratica de fisioterapeutas pneumofuncionais consultados, foi verificado que há melhora nas crianças que foram encaminhadas e realizaram a Fisioterapia, com aquelas que não foram encaminhadas pelo serviço médico do hospital e por esse motivo não receberam tratamento fisioterapêutico.

Este estudo tem como objetivo geral, comprovar a atuação da Fisioterapia Pneumofuncional Manual em crianças acometidas por Pneumonia que evoluíram para Derrame Pleural fazendo uso de dreno torácico fechado em selo d'água; e tendo como objetivos específicos de comparar o tempo de internação e o tempo de retirada do dreno.

Veja o restante do estudo

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Fisioterapia Respiratória: Um Guia Prático



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Fisioterapia Respiratória é um guia prático de bolso essencial para estudantes de fisioterapia que atuam na clínica, fisioterapeutas recém-formados e fisioterapeutas que trabalham com atendimento de emergência e precisam de atualização.
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Neste livro você encontrará:

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Editora: Elsevier
Autor: AUTORES DIVERSOS
ISBN: 9788535236736
Origem: Nacional
Ano: 2010
Edição: 2
Número de páginas: 336
Acabamento: Brochura
Formato: Médio

Partindo de observações em cortes necroscópicos superficiais de pulmões humanos, Laennec, em 1834, descreveu o enfisema pulmonar como uma le...

Patogenia do enfisema pulmonar – eventos celulares e moleculares




Partindo de observações em cortes necroscópicos superficiais de pulmões humanos, Laennec, em 1834, descreveu o enfisema pulmonar como uma lesão decorrente da atrofia do tecido pulmonar, resultante da hiperinsuflação(1). O enfisema foi, então, redefinido como uma "anormal e permanente dilatação dos espaços aéreos distais do bronquíolo terminal"(2). Essa definição foi posteriormente modificada, incluindo-se "destruição da parede alveolar sem fibrose evidente"(3).

Atualmente, o enfisema pulmonar pode ser definido como um processo obstrutivo crônico, resultante de importantes alterações de toda a estrutura distal do bronquíolo terminal, denominado ácino, seja por dilatação dos espaços aéreos, seja por destruição da parede alveolar, ocasionando a perda da superfície respiratória e de irrigação sangüunea, diminuição do recolhimento elástico e hiperexpansão pulmonar(4-5). Essas alterações anatômicas podem atingir apenas uma parte do ácino ou toda a estrutura acinar, indicando a etiologia e o comportamento fisiopatológico da doença(5).

O enfisema centroacinar apresenta o ácino pulmonar, comprometido por um alargamento ou destruição dos bronquíolos respiratórios, predominantes em zonas apicais, associado à prática tabagista(6). O enfisema panacinar, encontrado em pacientes portadores de deficiência de alfa-1-antitripsina(7) e associado com enfisema centroacinar em pacientes tabagistas, resulta de uma simultânea e uniforme destruição das paredes alveolares e alargamento difuso do ácino pulmonar, predominante em zonas basais(6).

Ambos os tipos de enfisema podem ser encontrados em pacientes portadores de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), na qual, aproximadamente, metade dos pacientes apresentam ambas as formas de enfisema pulmonar, e cerca de 25% apresentam apenas uma das formas de enfisema(6).

O enfisema acinar distal ou parasseptal compromete a região periférica do ácino, dutos e sacos alveolares, envolvendo-os em uma camada aérea longitudinalmente aos septos interlobulares(8). O enfisema parasseptal localizado encontra-se associado ao pneumotórax espontâneo em adultos jovens e a bolhas pulmonares em idosos. Enfisema unilateral ou síndrome de MacLeod ocorre devido a complicações decorrentes de infecções causadas por varíola ou adenovirus na infância, e o enfisema lobar congênito surge, geralmente, em crianças antes do sexto mês de vida(8).

PATOGENIA DO ENFISEMA PULMONAR

Muitos processos parecem estar envolvidos com a patogenia do enfisema pulmonar. Porém, a hipótese do desequilíbrio enzimático proteinase-antiproteinase tem prevalecido como tema central nos últimos anos. De acordo com essa hipótese, a destruição da parede alveolar resulta da ação de enzimas proteolíticas ativas que degradam a matriz extracelular (MEC) e afetam a integridade de seus componentes, particularmente as fibras colágeno e elástica(9).

A formulação desse conceito foi fundamentada com base em duas observações:
a) indivíduos com deficiência de alfa-1-antiprotease, considerada um defeito genético transmissível por gene recessivo autossômico, geralmente desenvolvem enfisema pulmonar grave quando relativamente jovens(8);
b) modelos experimentais de enfisema pulmonar baseiam-se na nebulização ou instilação de enzimas proteolíticas, como papaína (Carica papaya)(5), elastase pancreática de porco(10) e elastase neutrofílica humana(11). Esse processo proteolítico, associado à destruição uniforme da MEC do ácino pulmonar, resulta em alterações morfo-histológicas e fisiológicas dos pulmões, equivalentes às alterações encontradas no enfisema em seres humanos(9).

A hipótese de o enfisema pulmonar estar correlacionado com a deficiência de alfa-1-antiprotease – a qual possui atividade inibitória sobre a elastase neutrofílica com maior rapidez do que sobre outras proteinases(12) – ou com o aumento da atividade elastolítica – resultante do acúmulo e da ativação de neutrófilos em fumantes, em comparação a não-fumantes(9) – sugere a ação das proteinases neutrofílicas como decisivas para o desenvolvimento do enfisema. Em uma análise das células inflamatórias – presentes no parênquima pulmonar e nos espaços aéreos terminais em pulmões cirurgicamente retirados de pacientes não-enfisematosos ou com enfisema leve ou grave – verificou-se um aumento do número de neutrófilos, macrófagos, linfócitos T e eosinófilos no tecido enfisematoso(13). Essas células apresentam um aumento aproximado de dez vezes nos pulmões com enfisema grave, comparando-se com os pulmões normais(9). Em estágios avançados da DPOC (associada à extensa obstrução das vias aéreas, particularmente das vias aéreas periféricas, e ao acelerado declínio das funções pulmonares), observa-se aumento do infiltrado neutrofílico(14). Stringer et al. demonstraram que a ação fagocitária dos neutrófilos encontra-se prejudicada quando estes são expostos ao extrato de fumaça de cigarro(15). Não apenas os neutrófilos, mas também os macrófagos alveolares apresentam disfunções quando expostos aos componentes do cigarro. Macrófagos alveolares são células predominantes nas vias aéreas e desempenham um papel essencial na gênese do enfisema, por meio da liberação de leucotrienos, prostaglandinas, citocinas, quimiocinas, metaloproteinases (MMP) e espécies reativas de oxigênio(16).

Em análise da submucosa bronquial de pacientes com DPOC, observa-se que o predomínio de macrófagos alveolares relaciona-se à gravidade da doença(17). Macrófagos de pacientes fumantes expressam aumento da proteína antiapoptótica B-cell leukaemia/lymphoma (Bcl-XL), sugerindo que o estresse oxidativo, induzido pela fumaça do cigarro, pode contribuir para a cronicidade da inflamação das vias aéreas, associada à redução da apoptose celular(18). Kirkham et al. observaram, em experimentos conduzidos in vitro, que em macrófagos humanos expostos à fumaça do cigarro, reduz-se a habilidade dessas células em fagocitar neutrófilos apoptóticos(19). Além do mais, a liberação de enzimas proteolíticas, neutrófilicas e macrófilicas induz a degradação do componente elástico da MEC, o que foi evidenciado tanto em modelos experimentais(20), como em pacientes humanos enfisematosos(21) e na integridade das fibras colágeno(22), em que se demonstrou o remodelamento e o aumento na síntese de colágeno pela ação da enzima proteolítica(10).

Em condições normais, existe um equilíbrio entre a produção de substâncias agressoras e protetoras no ácino pulmonar. Entretanto, a ação prolongada da prática tabagista, associada ao estresse oxidativo, induz o desequilíbrio dessas substâncias. As espécies reativas de oxigênio (ROS), derivadas do estresse oxidativo da fumaça do cigarro, promovem a ativação do fator nuclear kappa B (NF-кB) e da proteína ativadora 1 (AP1), que podem potencializar a resposta inflamatória em pulmões de pacientes com DPOC. Além disso, as MAP kinases (MAPK) e fosfatidilinositol 3-kinase (PI3K) são também ativadas pela ROS(23-24). Experimentos com pequenos roedores expostos ao ozônio confirmaram a ativação do NF-кB e p38 MAPK nas células pulmonares(25). Di Stefano et al. demonstraram aumento da expressão do fator nuclear NF-кB nas células bronquiais de pacientes com DPOC(26). Resultado similar foi observado em pulmões de pacientes com DPOC, em que o aumento da expressão do fator nuclear NF-кB associa-se à degradação do inibidor do NF-кB (I-кB)α(27). O estresse oxidativo pode causar, ainda, a fosforilação de I-кBα e sua subsequente degradação em algumas células típicas(28).

Outro ponto a ser considerado é relação entre senescência celular e o estresse oxidativo na patogenia do enfisema pulmonar. Junqueira et al. demonstraram que o estresse oxidativo pode se desenvolver gradualmente com a idade – em consequência do aumento dos níveis plasmáticos de produtos derivados da lipoperoxidação e da ativação de enzimas antioxidantes presentes nos eritrócitos circulantes na corrente sanguínea – enquanto os níveis plasmáticos de antioxidantes nutricionais diminuem(29). Os pulmões são continuamente expostos a oxidantes endógenos, gerados principalmente por células fagocitárias, ou exógenos, derivados de poluentes atmosféricos e, principalmente, da fumaça do cigarro(30). Pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica expressaram aumento dos biomarcadores de estresse oxidativo, tanto nos pulmões(31), como nos músculos respiratórios(32). Estudos conduzidos em ratos knockout SMP30 mostraram aumento de espaços aéreos sem destruição alveolar, revelando um novo modelo de pulmão senil(33-34).

Entretanto, ratos knockout SMP30 expostos à fumaça de cigarro demonstraram, além do aumento do espaço aéreo, a destruição da parede alveolar, associada ao aumento do estresse oxidativo(35). Nyunoya et al. demonstraram experimentalmente que uma única exposição à fumaça de cigarro é capaz de inibir a proliferação de fibroblastos (células essenciais para promover o reparo pulmonar após uma lesão). Múltiplas exposições à fumaça de cigarro levam essas células a um estado irreversível de senescência(36). Essas células, por sua vez, são incapazes de reparar o parênquima pulmonar e, consequentemente, contribuem para o desenvolvimento do enfisema(37). Além disso, células senescentes são incapazes de sintetizar proteínas(36). Essas evidências indicam um possível envolvimento da senescência celular na patogenia do enfisema pulmonar.
Entretanto, o fato de apenas a minoria dos fumantes desenvolverem a afecção sugere a existência de outros fatores de risco, além dos já citados, na gênese do enfisema pulmonar. Estudos em familiares de pacientes com enfisema pulmonar demonstraram, claramente, a importância do fator genético na determinação da suscetibilidade individual para essa doença(38). Estudos experimentais em camundongos expostos à fumaça de cigarro(39), ou após alteração genética(40), indicam a ocorrência de alterações morfofuncionais compatíveis com enfisema pulmonar.

Embora a hipótese do desequilíbrio enzimático proteinase-antiproteinase prevaleça na patogenia do enfisema pulmonar, ainda não está esclarecido se o desenvolvimento ocorre pelo excesso de proteases, pela deficiência de alfa-1-antiprotease ou por ambos. Entretanto, devem-se considerar também os fenômenos celulares e moleculares, autoimunes, a apoptose de células alveolares e fatores genéticos, os quais, em conjunto ou isoladamente, contribuem para a compreensão da fisiopatologia do enfisema pulmonar.

Artigo Original aqui!

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