Consiste em um movimento tóracoabdominal sincronizado, gerado pelas mãos do fisioterapeuta sobre o tempo expiratório que se inicia após o p...

Aceleração do Fluxo Expiratório (AFE)



Consiste em um movimento tóracoabdominal sincronizado, gerado pelas mãos do fisioterapeuta sobre o tempo expiratório que se inicia após o platô inspiratório sem ultrapassar os limites fisiológicos expiratórios do paciente.

A técnica pode ser passiva, ativo-assistida com a colaboração parcial através da realização da expiração com a glote aberta, ou ainda ativa com a colaboração total do paciente para execução da técnica.

Uma das mãos do fisioterapeuta é colocada sobre o tórax e a outra sobre o abdome, sendo necessária sensibilidade para pegar o ritmo da respiração e aplicar a técnica no tempo exato. Pede-se ao paciente uma inspiração máxima e uma expiração com velocidade superior a uma expiração normal, sendo que quando atingido o platô inspiratório o terapeuta auxilia a aceleração do fluxo pela aplicação da manobra.

Com a mão torácica, exerce uma pressão oblíqua de cima para baixo e de frente para trás e, ao mesmo tempo, com a mão abdominal, efetua uma pressão também obliqua, mas em sentido oposto de baixo para cima e de frente para trás.

Para deslocar pequenos volumes de secreção, a velocidade do fluxo expiratório deve ser maior, enquanto que grandes volumes serão deslocados com velocidade menos intensa.

É indicada em sequelas pulmonares pós-cirúrgicas e problemas respiratórios de origem neurológica ou traumática, sempre que a secreção for um fator agravante e mostrou gerar grandes benefícios para a higiene brônquica de crianças sob ventilação mecânica.

PTM define-se como aplicação sobre a parede torácica e, em especial, sobre a zona a ser tratada, de percussões, em que as modalidades de ad...

Percussões Torácicas Manuais (PTM)



PTM define-se como aplicação sobre a parede torácica e, em especial, sobre a zona a ser tratada, de percussões, em que as modalidades de administração são as tapotagens, percussão ulnar, punho-percussão ou digito-percussão, que são percussões realizadas com as pontas dos dedos em crianças.

A eficácia seria proporcional a energia inicial, dependendo então, da força da manobra e da rigidez do tórax. Por outro lado, um fenômeno vibratório permite, por ressonância, o aumento da amplitude dos batimentos ciliares. De fato, a gama de frequências ideais para o transporte do muco, seria de 25 a 35 Hz, muito além das capacidades manuais (1 a 8 Hz).

Utilização Clínica

Respeitar as indicações e principalmente as contraindicações. As PTM são mais eficazes em pacientes com grande quantidade de secreções em vias aéreas proximais. Parece ser mais útil no estimulo a tosse. Porém, as PTM não podem ser utilizadas como único recurso para higiene brônquica.

Contraindicações

A PTM não deve ser aplicada diretamente sobre a pele, fazendo-se necessário a utilização de uma camada de tecido ou roupa para evitar a estimulação sensorial da pele. É preciso ter cuidado para evitar áreas sensíveis, como as regiões anteriores do tórax, ou locais de traumatismo ou de cirurgia e nunca percutir sobre proeminências ósseas, como as vértebras ou a espinha da escápula.

O som produzido pela PTM é um indicativo de acerto ou erro de aplicação da técnica. Deve-se causar um som ressonante, semelhante ao "soar de um bumbo", em uma escala sonora bem menor.

Não há indicações para a realização da PTM em pacientes no período pós-operatório e em pacientes com lesão pulmonar. Os casos de osteoporose, edema agudo de pulmão, fraturas de costelas, cardiopatias, hemoptise e metástase pulmonar estão contraindicados. Não deve ser realizada também quando há ausculta de ruídos sibilantes indicando broncoespasmo, ou ainda menos de 1 hora após as refeições e em pacientes com hipersensibilidade cutânea.

Estes últimos anos, especialmente pela razão do aparecimento de numerosas resistências bacterianas e pelas mensagens alarmistas relativa...

Cinesioterapia Respiratória




Estes últimos anos, especialmente pela razão do aparecimento de numerosas resistências bacterianas e pelas mensagens alarmistas relativas às cada vez mais numerosas prescrições abusivas de antibióticos em medicina geral e hospitalar. Lembramos que em numerosos casos, a fisioterapia pode representar uma alternativa ao uso de determinados medicamentos.

A fisioterapia respiratória, ainda denominada pelos médicos por Cinesioterapia Respiratória, é aplicada em todas as idades, sendo que devido às particularidades do seu aparelho respiratório, as crianças e bebés estão mais expostas a infecções respiratórias, que podem ter consequências graves para a função respiratória.

Diversas são as etiologias responsáveis pela acumulação de secreções. Nas crianças a fisioterapia respiratória aplica-se principalmente nas seguintes patologias: Bronquiolite, Bronquite, Fibrose quística, Síndrome de imobilidade ciliar, Pneumonia, Atelectasias, Pneumopatia, Infecções respiratórias, Rinite alérgica, Sinusite, Bronquiectasias e Asma Brônquica.

A fisioterapia respiratória visa a libertação das secreções que causa a obstrução das vias aéreas centrais e periféricas e a promoção da função respiratória normal de forma eficaz.

A desobstrução depende fundamentalmente de 5 etapas que por sua vez são interdependentes umas das outras: desobstrução nasal, fluidificação das secreções, mobilização e progressão das secreções, mobilização do tórax e expulsão.

O objetivo do fisioterapeuta é restituir a ventilação à área comprometida.

Em pediatria, as bases das técnicas de fisioterapia estão muito próximas às empregadas para os adultos. A diferença importante situa-se na adaptação da idade mental e física do paciente.

Conforme a idade, utilizam-se técnicas empregadas em neonatologia ou as utilizadas para o adulto. Entretanto, a problemática é diferente por três motivos:

- comportamento mecânico específico do sistema toracopulmonar da criança;

- técnicas necessariamente passivas devidas à não-cooperação associada à idade;

- necessidade de uso precoce das técnicas devido às possíveis repercussões sobre a função pulmonar.


Em geral, são utilizados:

- aerosóis;

- ventilação dirigida e controlada: Expiração Lenta e Prolongada;

- pressões vibrações associadas ou não a uma aceleração passiva do fluxo expiratório;

- técnicas de tosse provocada ou voluntária. O choro da criança facilita a subida de mucos e provoca uma tosse eficaz;

- técnicas de evacuação: aspiração por via bucal e nasal;


O fisioterapeuta controla ainda a aplicação de uma boa higiene respiratória:

- supressão dos irritantes respiratórios (fumo) e da poluição ao redor da criança;

- higiene corporal perfeita da criança;

- evitar mudanças de temperatura.

Vibrações não instrumentais em Fisioterapia consistem de movimento oscilatório aplicado manualmente sobre o tórax com uma frequência ideal ...

Vibrações manuais na Fisioterapia



Vibrações não instrumentais em Fisioterapia consistem de movimento oscilatório aplicado manualmente sobre o tórax com uma frequência ideal desejada entre 3 e 75 Hz a fim de causar vibração ao nível bronquial e consequentemente mobilizar o muco brônquico.

A vibração manual é realizada geralmente por tetanização dos músculos agonistas e antagonistas do antebraço, trabalhando com sinergia com a palma da mão aplicada perpendicularmente sobre o tórax e, preferencialmente, no final da expiração.

Em conjunto com a vibratoterapia o terapeuta pode realizar uma pressão manual sobre o tórax do paciente durante a expiração, no sentido crânio-caudal, com a finalidade de potencializar os efeitos da técnica.

Efeito Clínico das Vibrações
Procura-se com esta técnica uma modificação das propriedades físicas do muco com diminuição da viscosidade em razão do tixotrofismo. Tem-se demonstrado que as vibrações são capazes, em certas frequências in vivo, de modificar a viscoelasticidade do muco brônquico e, assim, facilitar sua depuração quando a viscosidade diminui. Outro efeito teoricamente seria o de se aproximar de 13 Hz, a frequência dos cílios vibráveis, para amplificar, por concordância de fase, a amplitude dos movimentos ciliares.

Contraindicação
A vibração manual não deve ser utilizada em indivíduos que apresentam um tórax rígido ou doloroso, porém nos demais caso, por não provocar ondas vibratórias bruscas, pode ser aplicado sem receio para se obter os fins da higiene brônquica.

Peito chiando, falta de ar, fadiga, tosse seca ou com secreção, são alguns dos sintomas de doenças respiratórias que mais afetam bebês...

Casos de doenças respiratórias aumentam em bebês e crianças durante o inverno





Peito chiando, falta de ar, fadiga, tosse seca ou com secreção, são alguns dos sintomas de doenças respiratórias que mais afetam bebês e crianças. O problema é ainda pior no inverno, quando os casos de doenças como bronquiolite e pneumonia aumentam.

Nestas horas, o mais importante é saber o que fazer para auxiliar no tratamento e na prevenção destes tipos de doenças. Um dos tratamentos mais eficazes é a fisioterapia respiratória, e para explicar mais sobre o assunto, o fisioterapeuta, Dr. Rodrigo Peres, responsável pela equipe clínica da Central da Fisioterapia, comenta mais sobre cada uma delas.

As doenças que mais atingem os pequeninos são bronquiolite e a pneumonia, e a fisioterapia respiratória é o tratamento mais adequado para qualquer tipo de doença que atinge o sistema respiratório auxiliando na circulação de ar nos pulmões. Ideal para bebês e crianças já que elas possuem mais dificuldade para liberar as secreções acumuladas nas vias respiratórias.

O tratamento é feito por meio de exercícios de manobras de higiene brônquica, drenagem postural, aspiração traqueobrônquica e reexpansão pulmonar, o que auxilia na rápida eliminação de secreções pulmonares evitando desconforto respiratório e possíveis crises pulmonares, além de ser uma boa indicação preventiva para evitar possíveis complicações respiratórias.

Os bebês prematuros e as crianças entre 1 e 2 anos, são mais propícias a contrair a bronquiolite. Nessa fase o aparelho respiratório é muito pequeno, o que facilita a chegada do vírus nos pulmões e impede a passagem do ar, aumentando as chances da doença se manifestar. A bronquiolite é uma infecção causada por várias classes de vírus, o que a torna extremamente contagiosa. "Quando o tratamento da bronquilite é feito diariamente por meio da fisioterapia respiratória, é possível revertê-la em 10 dias", alerta Dr. Rodrigo Peres.

Já a pneumonia infantil é uma infecção que inflama os pulmões causando aumento de secreções mucosas. A respiração torna-se rápida ou difícil e a criança pode ter febre, dor no peito e muita tosse. Existem diferente tipos de pneumonia viral ou bacteriana, em crianças, a mais comum é a bacteriana.

Para auxiliar no tratamento e na prevenção de doenças respiratórias, é importante que o quarto do bebê esteja sempre limpo, sem umidade, mofo, poeiras, cheiros ou odores, já que estes fatores são essenciais para irritar as vias respiratórias dos pequeninos. E nada de fumar perto das crianças, a fumaça do cigarro é a que mais desenvolve doenças respiratórias.


Como os pais sabem que o filho precisa de fisioterapia respiratória? Após constatar que a criança está com bronquiolite ou pneumonia, o pediatra recomenda o tratamento?

“Na maioria das vezes, os pais de primeira viagem só tem conhecimento da fisioterapia respiratória após terem ido ao pediatra e, este por sua vez, naturalmente vai indicar o tratamento após identificar e diagnosticar alguma doença respiratória.

Já os pais que estão no segundo ou terceiro filho, normalmente são mais atentos a qualquer alteração que a criança possa apresentar como, por exemplo, chiado no peito, tosse, taquicardia, dentre outros sinais que indicam possíveis doenças respiratórias e, já sabem por experiências anteriores a importância da fisioterapia nestes casos.

Após diagnosticar doenças como bronquiolite ou pneumonia que são as mais comuns entre crianças, o pediatra indicará imediatamente o tratamento fisioterapêutico, que tem como objetivo diminuir o acúmulo de secreção aumentando a ventilação pulmonar”.


São necessárias várias sessões?

“O número de sessões é relativo, depende do quadro respiratório que a criança apresentar, principalmente do acúmulo de secreção pulmonar, que diminui a troca de gases alterando a ventilação. Se a criança estiver internada, normalmente realiza de 2 a 3 sessões de fisioterapia ao dia, quando recebe alta e volta para casa o tratamento deve ser mantido, porém o número de sessões varia de 1 a 2 sessões ao dia. Mas de maneira geral, no atendimento domiciliar é realizada fisioterapia 1 vez ao dia”.


A eliminação das secreções pulmonares se dá por meio de tosse?

“Sim, porém nem sempre a tosse é eficaz e produtiva. Nestes casos, há a necessidade da estimulação da tosse, porém, nas doenças pulmonares, o acúmulo de secreção pode ser grande e são utilizadas técnicas especificas de fisioterapia respiratória, conhecidas como manobras de higiene brônquica, que tem a função de liberar a secreção dos brônquios e/ou bronquíolos, aumentando a ventilação pulmonar.

Desta forma, o fluxo expiratório aumenta, facilitando a saída da secreção pra traqueia e vias aéreas superiores. Mas é importante ressaltar que, em bebês, existe a necessidade de aspiração traqueal na maioria das vezes, pois não conseguem expectorar a secreção, mesmo que a tosse seja produtiva”.


Quando a fisioterapia respiratória está contra indicada em crianças?

“É importante ressaltarmos que a criança inicia um tratamento de fisioterapia respiratória após o pediatra ter diagnosticado uma doença pulmonar através da clínica e exames complementares, como, por exemplo, raio X e exame de sangue.

Neste momento, o pediatra avalia a necessidade da fisioterapia e dependendo do quadro clinico não será indicada imediatamente, principalmente nos casos em que apresenta diminuição da temperatura corporal, quando a secreção acumulada está sanguinolenta, se apresentar alterações de frequência cardíaca e, em casos mais extremos, ar na cavidade pleural, que é diagnosticada como pneumotórax. O diagnóstico bem feito pelo médico é essencial para a atuação do fisioterapeuta”.


A Fisioterapia Respiratória auxilia no uso de medicamentos inalatórios?

“Existem determinados exercícios respiratórios que auxiliam especificamente na utilização de medicamentos inalatórios, com o objetivo de aumentar o volume inspirado e desta forma, potencializar a ação do medicamento inalado pela criança (paciente).

Normalmente é realizada através da inalação e/ou nebulização. O fisioterapeuta é quem aplica estes exercícios e orienta os pais e/ou possíveis babás a maneira mais adequada, auxiliando no tratamento”.

As infecções respiratórias são geralmente provocadas por vírus e, nos bebés mais novos ou com menos defesas, podem afectar as vias respira...

Tratar infecções respiratórias em casa




As infecções respiratórias são geralmente provocadas por vírus e, nos bebés mais novos ou com menos defesas, podem afectar as vias respiratórias inferiores e provocar insuficiência respiratória.

No Inverno, com a chegada do tempo frio e com o ingresso nas creches e infantários, as crianças ficam mais propensas a contrair infecções.

A fisioterapia respiratória, uma modalidade da fisioterapia que inclui técnicas de desobstrução brônquica e o treino dos músculos respiratórios pode ser um bom aliado no alívio dos principais sintomas. Com a ajuda da fisioterapeuta Inês Fiuza, damos-lhe a conhecer 4 cuidados essenciais que deve seguir em casa a par das sessões de fisioterapia.

1. No tratamento de uma infecção respiratória, é importante humidificar as vias aéreas. Deve fazê-lo através da aplicação de soro fisiológico no nariz. Para desobstruir mais facilmente, deve colocar o soro fisiológico com a cabeça do bebé ligeiramente inclinada.

2. Perante sinais de dificuldade respiratória, faça vapores em casa, na sua casa de banho, ligando a torneira de água quente. Por vezes, basta o vapor da água quente para desobstruir as vias aéreas. «O vapor torna as secreções mais líquidas, o que vai fazer com que sejam mais facilmente expulsas», explica a fisioterapeuta Inês Fiuza. Depois dos vapores, não deve deitar de imediato o seu filho. Faça uma brincadeira que o mantenha activo por uns minutos, para que possa expulsar as secreções.

3. Quando o seu filho estiver deitado, eleve-lhe a cabeça, colocando uma almofada. «Uma posição inclinada liberta as vias aéreas, favorecendo a respiração», esclarece a fisioterapeuta.

4. Controle o funcionamento intestinal do seu filho. Mantenha o seu filho hidratado, faça com que ele beba frequentemente líquidos. Em caso de obstipação, reforce o aporte hídrico.

Para saber como funciona a ginástica respiratória clique aqui e veja como esta modalidade da fisioterapia pode ajudar o seu filho a prevenir problemas respiratórios futuros.

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