A Fisioterapia Respiratória é muito ampla na prática profissional e atua no tratamento de pacientes de todas as idades com distúrbios pul...

Como o fisioterapeuta pode ajudar em problemas respiratórios



A Fisioterapia Respiratória é muito ampla na prática profissional e atua no tratamento de pacientes de todas as idades com distúrbios pulmonares agudos ou crônicos. Pode ser realizada em ambientes hospitalares, no pré e pós operatório de diversas cirurgias, em Unidades de Terapia Intensiva, clínicas particulares, ambulatórios, centro de assistência e reabilitação e até mesmo na casa do paciente quando se fizer necessário.


Suas principais metas são:

Prevenir o acúmulo de secreções nas vias aéreas, que interfere na respiração normal;
Favorecer a eficácia da ventilação;
Promover a limpeza e a drenagem das secreções;
Melhorar a resistência e a tolerância à fadiga, durante os exercícios e nas atividades da vida diária;
Melhorar a efetividade da tosse;
Prevenir e corrigir possíveis deformidades posturais, associadas ao distúrbio respiratório;
Promover Suporte Ventilatório adequado, bem como sua retirada, em pacientes internados nas Unidades de Terapia Intensiva.
A Fisioterapia Respiratória tem grande indicação nos casos de pacientes com crises repetidas de asma e bronquite, principalmente se ocorre intensa produção de secreção dentro dos brônquios, situação essa que poderia levar a quadros associados de pneumonia. A asma, também conhecida como bronquite asmática ou bronquite alérgica acompanha-se de uma inflamação crônica dos brônquios e sintomas como: falta de ar, aperto no peito, cansaço, chiados e tosse persistente. Ocorre em cerca de 10% da população brasileira, sendo mais frequente em crianças.

A asma e a bronquite causam obstrução brônquica, dificultando a saída do ar de dentro dos pulmões. O papel do fisioterapeuta é justamente fazer a desobstrução brônquica. "Assim que é diagnosticada a asma ou bronquite, é importante que a pessoa procure este especialista para fazer a sua reeducação respiratória, através dos exercícios de relaxamento, postura e o uso do inalador. Isso ameniza muito as crises, diminuindo também a incidência de processos infecciosos pulmonares", explica a fisioterapeuta Dora Veinad Serrano.

O fisioterapeuta também tem um papel fundamental no auxílio às pessoas com seqüelas respiratórias causadas por uma forte pneumonia. Nesses casos, pode ocorrer derrame na pleura ("capa"que envolve os pulmões), isto é, um acúmulo de secreção ou água no local. A Fisioterapia Respiratória, através de ventilação e exercícios próprios, chega a atingir 100% de regressão e melhora desse tipo de quadro clínico.

Na UTI, a Fisioterapia Respiratória tem um caráter mais dinâmico e objetivos diferentes. Auxilia na manutenção das funções vitais, através da prevenção e/ou tratamento das doenças cardio-pulmonares, circulatórias, reduzindo assim a chance de possíveis complicações e o tempo de ocupação do leito. Cabe também ao fisioterapeuta, na admissão do paciente em UTI, adequar o suporte ventilatório necessário, através da instalação imediata de oxigenoterapia e ventilação mecânica.

Asma
Apesar de tanto progresso, a asma ainda hoje é uma doença problemática e que pode levar à morte. O conhecimento da doença é uma das chaves para o sucesso terapêutico. A crise na asma varia de pessoa para pessoa, podendo variar num mesmo indivíduo em diferentes fases de sua vida.

Pode ser classificada em:

Asma leve:

Os sintomas são discretos e esporádicos, não prejudicando o sono, não provocando falta às aulas e ao trabalho. Também não atrapalham as atividades físicas. A função pulmonar está normal ou próxima dos valores normais.

Asma Moderada:

Os sintomas são mais significativos, o paciente apresenta chiados, cansa-se facilmente, tem tosse. Interfere na atividade diária e os sintomas permanecem também durante a noite. A função pulmonar encontra-se alterada em intensidade variável, mesmos nos momentos fora da crise.

Asma Grave:

Sintomas são intensos, freqüentes e em alguns casos, ocorre nítido prejuízo do sono, interferindo de maneira importante no desempenho das atividades diárias do paciente. As atividades físicas encontram-se limitadas. A função pulmonar está baixa.

Fonte: www.servivo.com.br

Tenha material para estudo de Fisioterapia! 

Na terceira idade, é comum a redução da capacidade respiratória dos pulmões. O organismo enfraquecido por causa do envelhecimento, pol...

4 exercícios de Fisioterapia para melhorar respiração no Idoso




Na terceira idade, é comum a redução da capacidade respiratória dos pulmões. O organismo enfraquecido por causa do envelhecimento, poluição, sedentarismo e tabagismo são fatores que podem facilitar a contração de algumas doenças pulmonares , como pneumonia, enfisema e bronquite crônica. Além disso, o aumento na rigidez da caixa torácica, perda de retração elástica dos pulmões, e diminuição significativa da força dos músculos respiratórios, levam há uma redução progressiva da função pulmonar em indivíduos idosos.

Uma forma de prevenir a menor incidência de contração de doenças respiratórias é a introdução de atividades fisicas na vida do idoso. Programas bem elaborados respeitando a fisiologia do idoso e a sua individualidade são capazes de melhorar a função respiratória.

Com a melhora da capacidade pulmonar, o idoso pode manter a rotina com qualidade de vida. Atividades do dia-a-dia, como subir escadas ou caminhar pelo bairro, podem ser executadas com maior conforto.

Além de atividade física com acompanhamento profissional, é necessário agregar alimentação adequada, tomar vacinação contra gripe, evitar o fumo e manter as áreas comuns ventiladas para evitar a contração de doenças pulmonares.

A fisioterapia respiratória é uma especialidade da Fisioterapia cujo objetivo é a prevenção e o tratamento de doenças que atingem o sistema respiratório, como a asma, a bronquite, a insuficiência respiratória e a tuberculose.

Os exercícios respiratórios pretendem melhorar o fluxo de oxigênio para todo o organismo. O objetivo é liberar as vias respiratórias das secreções que eventualmente a obstruam, aumentando a capacidade ventilatória do pulmão. Se achar necessário, o fisioterapeuta pode recorrer a aparelhos que fluidificam e facilitam a retirada das secreções, como o flutter e o nebulizador. Alguns exercícios incluem:

1. Respiração diafragmática

Talvez seja o mais importante do exercícios respiratórios. A respiração diafragmática tem esse nome porque expande o diafragma e leva o ar rico em oxigênio até o abdômen. É possível aumentar de forma significativa a capacidade volumétrica dos pulmões por meio dessa técnica.

Para realizá-la, você deve sentar-se em uma posição confortável, fechar os olhos, colocar a mão sobre a barriga e concentrar-se na respiração. Inspire pelo nariz e procure movimentar o abdômen - e não o tórax - ao fazê-lo. Retenha o ar por dois segundos e em seguida expire lentamente pela boca.

2. Respirando com os braços estendidos

Ao mesmo tempo em que inspira pelo nariz, levante os braços e mantenha-os estendidos. Ao expirar lentamente, abaixe os braços no mesmo ritmo. Se o movimento provocar tosse, não a reprima.

3. Ciclo ativo da respiração

Realizada em três fases: primeiramente, respirações predominantemente diafragmáticas; depois, inspirações profundas, com baixa velocidade; por fim, eliminação da secreção (que pode envolver equipamentos especiais).

4. Aceleração do fluxo expiratório

A técnica visa ao aumento da velocidade do fluxo expiratório, a fim de deslocar o muco preso no organismo. É realizada por meio de uma manobra especifica de compressão torácica, que fica a cargo do fisioterapeuta.

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Curso Online de Fisioterapia Hospitalar






Descrição do curso:

O curso Fisioterapia Hospitalar oferece ao profissional de fisioterapia conhecimentos sobre radiografia, higiene brônquica, paciente crítico, UTI e muito mais.

Carga horária: 80 horas

Duração: 30 dias


Conteúdo Programático:

  • A Fisioterapia no Âmbito Hospitalar;

  • Fisiologia Pulmonar;
  • Estrutura e Função;
  • Ventilação;
  • Semiologia Respiratória;
  • Exame Físico do Sistema Respiratório;
  • Ausculta Pulmonar;
  • Procedimento de Ausculta;
  • Avaliação de Sinais e Sintomas;
  • Frequência Respiratória;
  • Radiografia de Tórax;
  • Imagens Radiológicas Patológicas;
  • Técnicas Fisioterapêuticas;
  • Técnicas de Higiene Brônquica;
  • Técnicas de Higiene Brônquica Nãoconvencionais;
  • Técnicas de Reexpansão Pulmonar;
  • Exercícios Respiratórios;
  • Métodos Instrumentais de Avaliação Respiratória Utilizados pelo Fisioterapeuta;
  • Ventilometria;
  • Medida da Força Muscular Respiratória (Manovacuômetro);
  • Treinamento Muscular Respiratório (TMR);
  • Interpretação de Exames Laboratoriais para o Fisioterapeuta;
  • Fisioterapia no Paciente Crítico (UTI);
  • Fisioterapia Aplicada;
  • Fisioterapia Aplicada ao Paciente Queimado;
  • Complicações Pulmonares;
  • Fisioterapia Aplicada ao Paciente com Doença Neuromuscular;
  • Avaliação Muscular Respiratória;
  • Fisioterapia Aplicada ao Paciente Neurológico;
  • Traumatismo Cranioencefálico (TCE);
  • Hipertensão Intracraniana;
  • Acidente Vascular Cerebral (AVC);
  • Fisioterapia Aplicada ao Paciente Pós-Cirúrgico;
  • Pós-Operatório de Cirurgia Cardíaca;
  • Aporte Hídrico e Eletrolítico;
  • Cirurgias Abdominais;
  • Cirurgias Ortopédicas;
  • Fisioterapia Aplicada à Pacientes Oncológicos.

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    Produtor: Portal Educação

    A Síndrome da Angústia Respiratória do Aguda (SARA) pode ser definida como uma insuficiência respiratória aguda grave, associada a altera...

    Síndrome da angústia respiratória



    A Síndrome da Angústia Respiratória do Aguda (SARA) pode ser definida como uma insuficiência respiratória aguda grave, associada a alterações da permeabilidade da membrana alvéolos capilar com extravasamento de plasma para o interior dos alvéolos resultando com isto, no desenvolvimento de edema pulmonar não-hidrostático. Recebeu esta denominação na década de 1960, sendo que o último “A” significava “adulto”, para que se diferenciasse da angústia respiratória do lactente. Como, entretanto, se observou que a SARA ocorre em todas as faixas etárias, incluindo recém-nascidos a termo,o último “A” passou a denominar-se “aguda”.

    Impressionante lesão pulmonar aguda pode ocorrer em adultos como resultado de uma infecção severa, trauma, ou aspiração de conteúdo estomacal para os pulmões. A síndrome é conhecida como síndrome da angústia respiratória aguda ou do adulto (SARA).

    A injúria do pulmão é caracterizada pelo extravasamento de líquidos dos capilares para o pulmão levando a inundação dos espaços aéreos (álveolo) com fluidos. Não existe um tratamento específico para a doença e a mortalidade está em torno de 40%. A síndrome da angústia respiratória, ou doença da membrana hialina é uma desordem que ocorre em recém-nascidos, mais freqüentemente em prematuros. É uma indicação de desenvolvimento incompleto dos pulmões; as crianças sofrem pela dificuldade de respirar e transferência deficiente de oxigênio para o sangue. Tratamento com surfactante, uma ajuda da medicina para maturar o pulmão, tem sido mostrada ser efetiva em alguns casos.

    A função pulmonar normal requer alvéolos patentes e secos situados de forma próxima aos capilares que o perfundem. A lesão primária da SARA esta localizada na membrana alvéolo-capilar, estas células (endoteliais) realizam a produção e a degradação de prostaglandinas, metabolizam aminas vasoativas, convertem angiotensina I em angiotensina II, produzem em parte, fator VIII. O pneumócito tipo I forra a parede dos alvéolos e é através deles que ocorre a troca gasosa. O pneumócito II é caracterizado por possuir muitos corpos lamelares que produzem o surfactante.Com a lesão teremos uma série de eventos fisiopatológicos que irão culminar com um quadro de insuficiência respiratória aguda.

    Quanto ao acometimento pulmonar, a doença é progressiva, caracterizada por diferentes estágios clínicos, histopatológicos e radiográficos.

    Publicada em 11/08/09 e revisada em 06/07/17

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    Material: Ebook Fisioterapia Hospitalar Completa




    Esse guia de Fisioterapia Hospitalar Completo em formato de ebook possui uma linguagem onde você terá uma explicação completa sobre atuação profissional o e diversos outros assuntos. Vamos conhecer mais sobre esse ebook e todo conteúdo oferecido.

    Os pontos chaves abordados neste guia de Fisioterapia Hospitalar são:

    A Fisioterapia no âmbito Hospitalar;
    Fisiologia Pulmonar;
    Estrutura e Função;
    Ventilação;
    Semiologia Respiratória: Exame Físico do Sistema Respiratório, Ausculta Pulmonar e da voz; Procedimento de Ausculta;
    Avaliação de Sinais e Sintomas;
    Frequência Respiratória;
    Radiografia de Tórax;
    Técnicas Fisioterapêuticas;
    Técnicas de Higiene Brônquica;
    Técnicas de Higiene Brônquica Não convencionais;
    Técnicas de Reexpansão Pulmonar;
    Exercícios Respiratórios;
    Métodos Instrumentais de Avaliação Respiratória Utilizados pelo Fisioterapeuta;
    Ventilometria;
    Medida da Força Muscular Respiratória (Manovacuômetro);
    Treinamento Muscular Respiratório (TMR);
    Interpretação de Exames Laboratoriais para o Fisioterapeuta;
    Fisioterapia no Paciente Crítico (UTI);
    Fisioterapia Aplicada;
    Fisioterapia Aplicada ao Paciente Queimado e Complicações Pulmonares;
    Fisioterapia Aplicada ao Cuidado Paliativo
    Fisioterapia Aplicada ao Paciente Neurológico;
    Traumatismo Cranioencefálico (TCE);
    Hipertensão Intracraniana;
    Acidente Vascular Cerebral (AVC);
    Fisioterapia Aplicada ao Paciente Pós-Cirúrgico:
    Pós-Operatório de Cirurgia Cardíaca;
    Desequilíbrio Hídrico
    Cirurgias Abdominais;
    Cirurgias Ortopédicas;
    Fisioterapia Aplicada à Pacientes Oncológicos.

    Com esse guia, profissionais e estudantes estarão prontos para atendimentos específicos dentro do hospital, seja qual for a especialidade. Viu só quanto assunto que é abordado nesse guia? São mais de 170 páginas de conteúdo.


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    Informações sobre o Produto:

    Cirado por Daniela Fernandes

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    Material: Aperfeiçoamento 100% Online em Fisioterapia Intensiva




    Aperfeiçoamento 100% Online em Fisioterapia Intensiva

    Público alvo: Curso Exclusivo para Fisioterapeutas e Estudantes de Fisioterapia devidamente matriculados em Instituição reconhecida pelo MEC.

    Objetivos:

    Aperfeiçoar os conhecimentos inerentes à atuação em Unidade de cuidados críticos e intensivos, urgência e emergência.

    Aprofundar os conhecimentos do fisioterapeuta quanto as manifestações clinicas de doenças em diversos órgãos envolvidos na administração do Processo Fisioterapêutico, englobando os aspectos diagnósticos, prognósticos e intervencionistas, considerando as ações sinérgicas e cinéticas dos órgãos e sistemas humanos.



    Aprimorar o nível de assistência prestada pelo fisioterapeuta no âmbito da Fisioterapia Intensiva, por meio de atualização em diretrizes, consensos e direcionamentos mundiais acerca das evidências de atuação deste profissional junto a equipe em Unidade de Terapia Intensiva.

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    A doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) caracteriza-se por obstrução ao fluxo aéreo parcialmente reversível. Essa limitação geralmente é...

    Pilates na Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica




    A doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) caracteriza-se por obstrução ao fluxo aéreo parcialmente reversível. Essa limitação geralmente é progressiva, sendo associada a uma resposta inflamatória dos pulmões a partículas ou gases tóxicos. O processo inflamatório crônico da DPOC pode produzir modificações dos brônquios e causar destruição do parênquima, com consequente aumento da complacência pulmonar.  Embora a DPOC comprometa o sistema respiratório, produz consequências sistêmicas para os sistemas muscular e cardiovascular

    A hiperinsuflação pulmonar presente nesses indivíduos é caracterizada pelo aumento da capacidade residual funcional que determina considerável mudança na mecânica dos músculos respiratórios, comprometendo a capacidade da bomba ventilatória em sustentar a respiração espontânea. Conforme a hiperinsuflação se acentua, a complacência pulmonar que se encontrava aumentada reduz e a pressão positiva ao final de expiração (PEEP intrínseca) impõe um limiar de carga inspiratória que deve ser superado antes que ocorra o fluxo inspiratório.

    O tratamento da DPOC envolve medidas para minimizar e/ou corrigir as limitações impostas pelo descondicionamento cardiorrespiratório e alterações da força muscular respiratória e periférica; por isso, a fisioterapia respiratória constitui um componente necessário nesse tratamento, tendo como objetivo oferecer o melhor comportamento funcional ao paciente. Em virtude das alterações da musculatura respiratória apresentadas nos indivíduos com DPOC, o Método Pilates, por meio do princípio da respiração, poderá contribuir para uma ventilação adequada e coordenada com os movimentos, promovendo melhora na mobilidade da caixa torácica e modificação do padrão respiratório.

    O princípio da respiração do Método Pilates exige uma expiração máxima durante os exercícios. Essa expiração máxima é realizada através dos músculos abdominais superficiais, que são ativados durante a realização dos exercícios do Pilates, principalmente do músculo reto abdominal, justificando, assim, o aumento da força muscular expiratória nos praticantes do método

    O fortalecimento dos músculos abdominais superficiais não contribui apenas para aumentar a força dos músculos expiratórios, mas também é importante para melhorar o desempenho do diafragma, principal músculo inspiratório. O aumento no tônus dos músculos abdominais fornece estabilidade proprioceptiva à parede abdominal durante a incursão do diafragma no momento da inspiração, de forma que seu centro tendíneo consegue se apoiar nas vísceras abdominais e gerar uma amplitude de movimento maior. Isso faz com que o aumento dos diâmetros cefalocaudal e transverso do tórax sejam mais acentuados durante a inspiração, contribuindo para uma maior amplitude de movimento. Esse fato é particularmente importante nos indivíduos portadores de DPOC em virtude da retificação do diafragma que eles apresentam ocasionada pela hiperinsuflação pulmonar.

    Outra característica importante do Pilates é o recrutamento, através da respiração, de fibras de músculos profundos, que, juntamente com a contração abdominal que sempre é solicitada, são os principais fatores responsáveis pelo trabalho de centralização e controle do corpo. Há exercícios do Método Pilates que utilizam a inspiração para preparar o movimento e, em contrapartida, a expiração é utilizada para trabalho do abdome, através do recrutamento dos músculos expiratórios, incluindo transverso do abdômen e oblíquos interno e externo. Apesar do Método Pilates não ser específico para trabalhar o treinamento de resistência e força muscular respiratória em pacientes com DPOC, fnão se pode negar que um trabalho respiratório intenso e um recrutamento constante dos músculos abdominais influencia positivamente o aumento da força muscular respiratória.

    O tratamento com o Método Pilates melhora a função pulmonar de indivíduos portadores de DPOC que que podem realizar fisioterapia respiratória, pois aumenta significantemente a mobilidade torácica na região apical, reduzindo a limitação ao fluxo expiratório e aumentando a força muscular respiratória tanto inspiratória quanto expiratória.

    A base desse texto veio daqui

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    Junto com o frio  chegam também as doenças respiratórias. Resfriados, gripes, rinites e tantas outras "ites" atacam mais no ...

    Prevenção de doenças respiratórias no Inverno




    Junto com o frio  chegam também as doenças respiratórias. Resfriados, gripes, rinites e tantas outras "ites" atacam mais no inverno.

    O organismo geralmente combate sozinho todos esses problemas respiratórios. Em cinco a sete dias, elimina os vírus ou bactérias, com a ajuda de muita hidratação, alimentação balanceada e repouso.
    Um sinal de que as doenças podem ter se agravado é apresentar secreções espessas, amareladas ou esverdeadas no nariz ou no ouvido, ou ainda pontos de pus na garganta, o que exige procurar um médico logo. Febre alta e prolongada também precisa de atenção.

    Como o corpo é atacado

    Todo o nosso sistema respiratório é coberto por uma mucosa com cílios. O frio paralisa esses pelinhos, cuja função é varrer os invasores para fora.

    Com os cílios paralisados, os micro-organismos entram no corpo humano e, dependendo de onde se instalam, causam um tipo diferente de infecção. Assim, em uma mesma casa, um vírus pode se alojar no ouvido de uma criança (causando otite) e na faringe da mãe (provocando faringite).
    Lugares abertos e ventilados são mais indicados nos dias frios, porque evitam a concentração de vírus e bactérias. Portanto, evite locais fechados e sem ventilação. Abra as janelas do ônibus, não deixe as crianças confinadas e ponha a casa para arejar. É melhor se agasalhar e ficar ao ar livre do que protegido e mais exposto a doenças.

    Além dessas medidas, retire o excesso de água do cabelo antes de sair no frio. Cerca de 80% do calor é eliminado pela cabeça. Com o cabelo molhado, você perde calor muito rápido. Ocorre, então, uma vasoconstrição e o sangue foge das mucosas, dificultando o trabalho dos cílios que varrem os vírus e bactérias.

    Dicas para evitar doenças

    - Lave o nariz com soro ou com água e sal à noite, para retirar a poluição e eventuais invasores
    - Use um umidificador para combater o ar seco
    - Para evitar infecções, beba mais água, até o xixi ficar bem clarinho

    Publicado em 19/05/1 2 e revisado em 26/05/17

    A bronquite é a inflamação das principais vias respiratórias que vão aos pulmões, como são os brônquios. É uma inflamação que produz muita...

    Bronquite em bebês



    A bronquite é a inflamação das principais vias respiratórias que vão aos pulmões, como são os brônquios. É uma inflamação que produz muita tosse e expectoração em crianças.

    Se a bronquite é de curta duração, diz-se que é aguda, enquanto que se é de longa duração e recorrente, chama-se bronquite crônica. Os bebês e crianças pequenas têm maior risco de bronquite durante seu desenvolvimento, se seus pais fumam, ou se têm uma doença cardíaca ou pulmonar adjacente.

    Para a bronquite aguda, menos grave, não é necessário tomar medicamento, já que ela tende a ser curada em uma semana espontaneamente. O indicado nestes casos é tomar bastante líquido, repousar, utilizar inalador e evitar poluição e fumaça de cigarro. O médico deve sempre ser procurado para avaliar se há febre e o que pode ser ministrado nestes casos.

    Já para a bronquite crônica, o tratamento se dá por meio de antibiótico. Muito líquido também é recomendado. Se a tosse for seguida de secreções ela não deve ser inibida com medicamentos para que o muco não se concentre nos pulmões.

    Quando os pais do bebê são fumantes, os riscos podem aumentar. Para ser diagnosticada a bronquite crônica, é necessário apresentar os sintomas na maioria dos dias durante três meses.

    Além da fumaça do cigarro, outros fatores podem agravar a bronquite, como a poluição do ar e alergias.

    A bronquiolite ocorre quase da mesma forma que a bronquite. Mas, no caso de bronquiolite, geralmente são os canais menorzinhos de ligação com os pulmões que ficam obstruídos pelo muco.

    Essas pequenas vias respiratórias afetadas na bronquiolite se chamam bronquíolos.

    É bem mais comum que os bebês novinhos tenham bronquiolite do que bronquite. Nos menores de 6 meses, a bronquiolite pode ser bem perigosa e precisa de acompanhamento e tratamento o quanto antes.

    A bronquiolite viral é a principal causa de internação de bebês com menos de 6 meses em UTI pediátrica por doença respiratória -- associada ou não a pneumonias.

    A passagem do ar fica mais difícil e os sintomas da bronquiolite também são parecidos com o da asma.

    De maneira resumida, pode-se dizer que a bronquite é um termo mais genérico para um processo inflamatório de qualquer causa nos grandes ou pequenos brônquios e que pode aparecer em qualquer faixa etária.

    Já a bronquiolite é um processo inflamatório mais específico de pequenos brônquios ou bronquíolos, geralmente em crianças com menos de 1 ano de idade. Quase sempre é viral, podendo levar a quadros mais graves de insuficiência respiratória, a depender do vírus em questão e da idade do bebê.

    A bronquite nos bebês assusta os pais e deixa as crianças com muita tosse e às vezes febre. Vale lembrar que devido à fragilidade do bebê, o especialista deve ser consultado para fazer a avaliação real do quadro. Não é indicado ministrar medicamentos por conta própria.

    O enfisema pulmonar é uma doença degenerativa, que geralmente se desenvolve depois de muitos anos de agressão aos tecidos do pulmão devido...

    Video sobre Enfisema Pulmonar




    O enfisema pulmonar é uma doença degenerativa, que geralmente se desenvolve depois de muitos anos de agressão aos tecidos do pulmão devido ao cigarro e outras toxinas no ar.

    O principal sintoma de enfisema é a falta de ar ou a sensação de não estar inalando ar suficiente. A pessoa pode visitar o médico inicialmente porque sentiu falta de ar durante uma atividade, mas à medida que a doença progride esse sintoma pode ficar presente todo o tempo. Tosse, respiração difícil, e produção crônica de muco são outros sintomas comuns.

    Há várias opções de tratamento que podem ajudar pacientes com enfisema, porém o passo mais importante é parar de fumar. Ao parar de fumar quando as obstruções de fluxo de ar ainda são leves ou moderadas retarda-se o desenvolvimento da falta de ar incapacitante. Porém, parar de fumar em qualquer ponto da doença é benéfico. Pessoas com enfisema pulmopnar também devem evitar exposição a outros poluentes no ar.

    As opções de tratamento do enfisema pulmonar incluem: remédios broncodilatadores, anti-inflamatórios corticosteróides, terapia com oxigênio (suplemento de oxigênio complementar), cirurgia de redução dos pulmões, transplante de pulmão (devido aos riscos é viável apenas para um pequeno grupo de pacientes) e programa de exercícios físicos.




    Publicado em 22/08/09 e atualizado em 04/05/17

    A ventilação mecânica (VM) ou, como seria mais adequado chamarmos, o suporte ventilatório, consiste em um método de suporte para o tratament...

    Complicações do uso de Ventilação Mecânica




    A ventilação mecânica (VM) ou, como seria mais adequado chamarmos, o suporte ventilatório, consiste em um método de suporte para o tratamento de pacientes com insuficiência respiratória aguda ou crônica agudizada.

    CURSO ONLINE DE VENTILAÇÃO MECÂNICA

    Tem por objetivos, além da manutenção das trocas gasosas, ou seja, correção da hipoxemia e da acidose respiratória associada à hipercapnia: aliviar o trabalho da musculatura respiratória que, em situações agudas de alta demanda metabólica, está elevado; reverter ou evitar a fadiga da musculatura respiratória; diminuir o consumo de oxigênio, dessa forma reduzindo o desconforto respiratório; e permitir a aplicação de terapêuticas específicas.

    Atualmente, classifica-se a ventilação mecânica ou suporte ventilatório em dois grandes grupos:

    • Ventilação mecânica invasiva; e

    • Ventilação não invasiva.

    Nas duas situações, a ventilação mecânica é conseguida com a aplicação de pressão positiva nas vias aéreas. A diferença entre elas fica na forma de liberação de pressão: enquanto na ventilação invasiva utiliza-se uma prótese introduzida na via aérea, isto é, um tubo oro ou nasotraqueal (menos comum) ou uma cânula de traqueostomia, na ventilação não invasiva, utiliza-se uma máscara como interface entre o paciente e o ventilador artificial.

    Complicações
    • Barotrauma – ruptura dos alvéolos por hiperdistensão alveolar (pneumotórax, pneumomediastino, pneumopericárido, pneumoperitônio)
    • Pneumonia
    • Atelectasia
    • Diminuição do débito cardíaco
    • Alcalose respiratória – resultante de períodos hiperventilação por dor ou agitação ou por regulagem inadequada do ventilador.
    • Infecção
    • Fístula bronco pleural
    • Lesões traqueais.
    • Lesões de pele e lábios.
    O princípio do ventilador mecânico é gerar um fluxo de gás que produza determinada variação de volume com variação de pressão associada. As variações possíveis para esta liberação de fluxo são enormes e, com o progresso dos ventiladores microprocessados, as formas de visualizar e controlar o fluxo, o volume e a pressão estão em constante aprimoramento. Cada vez mais a equipe da UTI estará exposta a diferentes formas de apresentação e análise de parâmetros respiratórios fornecidas pelo ventilador, sofisticando as decisões clínicas.

    A traqueostomia é um procedimento cirúrgico por meio do qual se cria um orifício na frente do pescoço que dá acesso à traqueia, na alt...

    Cuidados traqueais





    A traqueostomia é um procedimento cirúrgico por meio do qual se cria um orifício na frente do pescoço que dá acesso à traqueia, na altura entre o 2º e 3º aneis, permitindo uma ventilação mecânica prolongada, naqueles casos em que a ventilação espontânea é impossibilitada. Em termos mais populares, é um "buraco na garganta para permitir a passagem de ar". Normalmente, o ar passa pelas narinas ou pela boca, atravessa a laringe por entre as pregas vocais e segue pela traqueia até os brônquios e alvéolos pulmonares. Na traqueostomia, aquelas primeiras etapas são eliminadas e o ar entra diretamente na traqueia através de uma cânula colocada no orifício feito na traqueia. Ela representa, pois, um atalho para o paciente que precisa da ajuda de aparelhos para respirar. Dependendo da sua causa, a traqueostomia pode ser temporária ou permanente.

    A técnica da prestação de cuidados traqueais não é difícil de aprender ou executar, contudo, necessita de algum treino até ser corretamente executada.

    A higiene do traqueostomia e da cânula devem ser feitos com tranquilidade, uma vez que, o i não fecha.

    Para proceder à limpeza do traqueostoma e da cânula o doente deve-se colocar junto de um espelho para facilitar a limpeza do traqueostoma e a colocação da cânula.

    Material necessário para realizar os cuidados traqueais: 
    • Água corrente/potável;
    • Compressas (10 x 10 cm);
    • Pinça ou escovilhão;
    • Taça limpa para colocar as cânulas;
    • Fita de nastro para a fixação da cânula ou fitas próprias para o efeito;
    • Penso protetor;
    • Proteção para o traqueostoma ( compressa ou penso absorvente próprio)
    • Sabão de pH neutro;
    • Saco para colocar o lixo;
    • Tesoura;
    • Espelho;
    • Lubrificante (gel lubrificante ou água);

    Técnica de cuidados traqueais

    • Lave as mãos
    • Organize o material por ordem de utilização
    • Coloque água tépida na taça
    • Retire o penso sujo e coloque-o no lixo
    • Lave novamente as mãos
    • Retire as fitas de fixação da cânula e coloque-as no lixo ( lave as fitas próprias)
    • Mergulhe as cânulas na água tépida
    • Observe a pele circundante ao traqueostômica verificando se existem alterações
    • Limpe essa zona com uma compressa umedecida em água tépida as vezes necessárias até ficar limpa
    • Seque a pele suavemente

      

    Limpeza da Cânulas com Pinça

    • Desdobre uma compressa na totalidade
    • Introduza, com auxílio da pinça, a compressa começando por um dos cantos, até que saia na extremidade oposta
    • Repita este procedimento as vezes necessárias até que a cânula fique limpa
    • Passe a cânula por água correte tépida
    • Remova o excesso de água da cânula
    • Lave novamente as mãos

    Limpeza das Cânulas com Escovilhão

    • Introduza o escovilhão na cânula as vezes necessárias até que esta fique limpa
    • Passe a cânula por água corrente tépida
    • Remova o excesso de água da cânula
    • Lave novamente as mãos

    Colocação da Cânula

    • Introduza a cânula interna na cânula externa até ficar trancada
    • Coloque as fitas de fixação de cânulas
    • Coloque o penso protetor (compressas ou penso absorvente)
    • Lubrifique a extremidade exterior da cânula com gel lubrificante ou água
    • Respirando calmamente introduza a cânula no traqueostoma de forma suave sem forçar a sua entrada.
    • Ate as fitas de fixação ou cole os velcros de modo à cânula ficar confortavelmente segura 
    • Verifique a posição da cânula colocando a mão em frente da mesma sentindo a passagem do ar
    • Coloque a compressa, lenço ou filtro especial sobre a cânula ( ver Figura 12)
    • Lave as mãos

    Arrumação do Material

    • Lave todo o material com água tépida e sabão
    • Passe o mesmo material por água corrente
    • Seque bem a pinça e a taça
    • Guarde o material no kit que lhe foi fornecido
    Lave novamente as mãos.

    Publicado em 14/04/11 e revisto em 16/03/17

    A Ventilação Mecânica Não Invasiva (VMNI) surge como alternativa de suporte ventilatório adequado sem o trauma físico e psicológico associad...

    Indicações e Contra-indicações da Ventilação Mecânica Não Invasiva




    A Ventilação Mecânica Não Invasiva (VMNI) surge como alternativa de suporte ventilatório adequado sem o trauma físico e psicológico associado a entubação endotraqueal, usada com sucesso no tratamento da insuficiência respiratória aguda

    Geralmente, as indicações para o uso da VMNI no ambiente hospitalar são:

    - Pacientes portadores de insuficiência respiratória aguda hipercápnica;
    - Doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC);
    - Doenças pulmonares restritivas;
    - Insuficiência respiratória aguda hipoxêmica de diferentes etiologias;
    - Pacientes considerados de alto risco para o desenvolvimento de insuficiência respiratória aguda, como os imunossuprimidos;
    - Insuficiência cardíaca congestiva;
    - Desmame da ventilação invasiva;
    - Edema agudo pulmonar cardiogênico;
    - Pós-operatórios tóraco-abdominais;
    - Pneumonias;
    - Hipoventilação pulmonar.

    Segundo Azeredo (2002) e Knobel (1999), as contra-indicações incluem:

    As absolutas:
     
    - Parada cardiorrespiratória;
    - Necessidade de intubação traqueal;
    - Paciente não colaborativo;
    - Pós-operatório recente facial,
    - Esofágico ou gástrico;
    - Trauma craniofacial;
    - Hipoxemia ou hipercapnia refratária;
    - Instabilidade neurológica;
    - Redução do nível de consciência;
    - Alterações anatômicas da nasofaringe;
    - Hemoptíase e epistaxe maciça;
    - Pneumotórax não drenado.

    As contra-indicações relativas são:

    - Ansiedade extrema;
    - Obesidade mórbida;
    - Hipersecreção pulmonar;
    - SARA (Síndrome da Angústia Respiratória Aguda) com hipoxemia grave;
    - Instabilidade cardiovascular e hemodinâmica.

    Segundo o Consenso de Ventilação Não Invasiva com Pressão Positiva (1997), os critérios de seleção para se indicar a ventilação não invasiva aos pacientes devem incluir pelo menos dois dos descritos abaixo:

    - desconforto respiratório com dispneia moderada ou severa, uso de musculatura acessória, respiração paradoxal
    - pH menor que 7,35 e Pressão Parcial Arterial de Gás Carbônico (PaCO2 ) maior que 45 mmHg
    - Frequência Respiratória (FR) maior que 25 rpm (no adulto).

    A Fisioterapia Hospitalar tem várias formas de atuação e a Ventilação Mecânica Não Invasiva é uma delas. Para saber mais sobre essa área de atuação da Fisioterapia e ter um GUIA COMPLETO falando sobre vários aspectos, clique aqui e conheça o Ebook de Fisioterapia Hospitalar Completo.

    A rinite é uma inflamação das mucosas do nariz, mas nem todos sofrem isso pela mesma razão depende muito da sensibilidade do nariz de cada...

    Diferença entre rinite e sinusite




    A rinite é uma inflamação das mucosas do nariz, mas nem todos sofrem isso pela mesma razão depende muito da sensibilidade do nariz de cada pessoa, sendo que acontece quando o órgão se defende de agentes irritantes que estão no ar. O nariz entupido, coriza, espirros, coceira no nariz, nos olhos, nas orelhas e na garganta são os sintomas que apresentam, na qual a rinite pode ser alérgica quanto provocada por outras causas como o aumento drástico da poluição pode causar a rinite como também o uso de remédios que desentopem o nariz, tome muito cuidado.

    A sinusite trata-se da inflamação nas cavidades ao redor do nariz sendo uma infecção causada por bactérias, os sintomas são a obstrução nasal, secreção que pode haver variações mudando de cor, espirros,, muita pressão na face, dor de cabeça e cansaço. É provocada principalmente por vírus e bactéria que tem origem em uma infecção gripal. Deve-se consultar a um medico assim que os sintomas aparecerem, apenas especialista pode estar indicando o remédio adequado.

    A sinusite pode ser dividida em aguda e crônica. A aguda é aquela que se manifesta em crises, causando forte dor facial, abundante secreção purulenta no nariz, tosse e febre. Já na sinusite crônica os sintomas são mais discretos, mas mais frequentes. Ela pode se manifestar como uma tosse persistente ou uma secreção que drena do nariz para a garganta. Mas o que mais se associa à sinusite crônica é a dor de cabeça, em especial aquela entre os olhos. Aliás, quando a maior parte das pessoas afirma ter sinusite está se referindo justamente a esse sintoma: a dor de cabeça na testa ou entre os olhos.

    Se por acaso esses orifícios ficam obstruídos (seja por secreção, pelo inchaço da própria mucosa ou por outra causa), o seio da face pode tornar-se uma cavidade sem comunicação com o nariz, totalmente selada, também sem aeração. Assim como acontece com as paredes de um quarto quando o deixamos totalmente trancado (sem ventilação) por muito tempo, a mucosa que reveste os seios da face vai ficando doente, inflamada. O muco que ela produz também não tem para onde ir e acaba acumulando no seio da face e facilitando a proliferação de bactérias. Está formada a sinusite.

    Uma rinite mal cuidada pode virar sinusite, o nariz é a porta para agentes irritantes que estão no ar, quando tenta entrar provoca uma reação que resulta em nariz entupido, provocando espirros para eliminá-lo. É muito importante cuidar-se com o tempo seco, pois dificulta a formação do muco que barra a entrada de vírus e bactérias, para amenizar os sintomas deixe a casa limpa, come bem e limpe o nariz com soro fisiológico.

    Publicado em 3/01/2011 e atualizado em 16/02/2017

    A doença pulmonar obstrutiva crônica é uma doença crônica dos pulmões que diminui a capacidade para a respiração. A maioria das pessoas c...

    DPOC e seus sintomas



    A doença pulmonar obstrutiva crônica é uma doença crônica dos pulmões que diminui a capacidade para a respiração. A maioria das pessoas com esta doença apresentam tanto as características da bronquite crônica quanto as do enfisema pulmonar. Nestes casos, chamamos a doença de DPOC. Quando usamos o termo DPOC de forma genérica, estamos nos referindo a todas as doenças pulmonares obstrutivas crônicas mais comuns: bronquite crônica, enfisema pulmonar, asma brônquica e bronquiectasias. No entanto, na maioria das vezes, ao falarmos em DPOC propriamente dito, nos referimos à bronquite crônica e ao enfisema pulmonar.

    A bronquite crônica está presente quando uma pessoa tem tosse produtiva (com catarro) na maioria dos dias, por pelo menos três meses ao ano, em dois anos consecutivos. Mas outras causas para tosse crônica, como infecções respiratórias e tumores, tem que ser excluídas para que o diagnóstico de bronquite crônica seja firmado.

    O enfisema pulmonar está presente quando muitos alvéolos nos pulmões estão destruídos e os restantes ficam com o seu funcionamento alterado. Os pulmões são compostos por incontáveis alvéolos, que são diminutos sacos de ar, onde entra o oxigênio e sai o gás carbônico.

    Na DPOC há uma obstrução ao fluxo de ar, que ocorre, na maioria dos casos, devido ao tabagismo de longa data. Esta limitação no fluxo de ar não é completamente reversível e, geralmente, vai progredindo com o passar dos anos.

    Como se desenvolve?

    O DPOC se desenvolve após vários anos de tabagismo ou exposição à poeira (em torno de 30 anos), levando à danos em todas as vias respiratórias, incluindo os pulmões. Estes danos podem ser permanentes. O fumo contém irritantes que inflamam as vias respiratórias e causam alterações que podem levar à doença obstrutiva crônica.

    O que se sente?

    Os sintomas típicos de DPOC são: tosse, produção de catarro e encurtamento da respiração. Algumas pessoas desenvolvem uma limitação gradual aos exercícios, mas a tosse somente aparece eventualmente. Outras, costumam ter tosse com expectoração (catarro) durante o dia, principalmente pela manhã, e tem maior facilidade de contrair infecções respiratórias. Neste caso, a tosse piora, o escarro (catarro) torna-se esverdeado ou amarelado, e a falta de ar poderá piorar, surgindo, às vezes, chiado no peito (sibilância). À medida que os anos passam e a pessoa segue fumando, a falta de ar vai evoluindo. Pode começar a aparecer com atividades mínimas, como se vestir ou se pentear, por exemplo. Algumas pessoas com DPOC grave poderão apresentar uma fraqueza no funcionamento do coração, com o aparecimento de inchaço nos pés e nas pernas.

    Como o médico faz o diagnóstico?

    O médico faz o diagnóstico baseado nas alterações identificadas no exame físico, aliado às alterações referidas pelo paciente e sua longa exposição ao fumo. O médico poderá, ainda, solicitar exames de imagem ou de função pulmonar, além de exames de sangue. Todos estes exames complementares irão corroborar o diagnóstico de DPOC. Os exames de imagem, como a radiografia ou a tomografia computadorizada do tórax mostrarão alterações características da doença. A espirometria, que é um exame que demonstra como está a função pulmonar, usualmente demonstra a diminuição dos fluxos aéreos. Neste exame, a pessoa puxa o ar fundo e assopra num aparelho que medirá os fluxos e volumes pulmonares. Outro exame importante é a gasometria arterial, em que é retirado sangue de uma artéria do paciente e nele é medida a quantidade de oxigênio. Nas pessoas com DPOC, a oxigenação está freqüentemente diminuída.

    Como se trata?

    A primeira coisa a fazer é parar de fumar. Nas pessoas com muita dificuldade para abandonar o fumo, podem ser utilizadas medicações que diminuem os sintomas causados pela abstinência deste. Os broncodilatadores são medicamentos muito importantes no tratamento. Podem ser utilizados de várias formas: através de nebulizadores, nebulímetros (sprays ou "bombinhas"), turbohaler ( um tipo de "bombinha" que se inala um pó seco ), rotadisks (uma "bombinha" com formato de disco que se inala um pó seco), comprimidos, xaropes ou cápsulas de inalar. Os médicos costumam indicar estes medicamentos através de nebulímetros, turbohaler, cápsulas inalatórias ou nebulizadores, por terem efeito mais rápido e eficaz, além de contabilizarem menos efeitos colaterais. Contudo, os medicamentos corticosteróides também podem ser úteis no tratamento de alguns pacientes com DPOC. O uso de oxigênio domiciliar também poderá ser necessário no tratamento da pessoa com DPOC, melhorando a qualidade e prolongando a vida do doente. Além disso, a reabilitação pulmonar através de orientações e exercícios também poderá ser indicada pelo médico com o intuito de diminuir os sintomas da doença, a incapacidade e as limitações do indivíduo, tornando o seu dia-a-dia mais fácil.

    Devemos lembrar a importância da vacinação contra a gripe (anual) e pneumonia, que, geralmente, é feita uma única vez.

    Como se previne?

    Evitar o fumo é a única forma de prevenção da doença. A terapia de reposição de nicotina ou o uso de uma medicação chamada bupropiona poderá auxiliar neste sentido.

    Post publicado em 12/11/2009 e atualizado em 02/02/2017

    É o acúmulo anormal de líquido nos tecidos dos pulmões. Está entre as mais freqüentes emergências médicas e significa, muitas vezes, uma s...

    Edema Pulmonar




    É o acúmulo anormal de líquido nos tecidos dos pulmões. Está entre as mais freqüentes emergências médicas e significa, muitas vezes, uma situação ameaçadora da vida quando ocorre abruptamente. Poderá ou não ter origem numa doença do coração.

    Como se adquire?

    O edema pulmonar é uma situação médica resultante de alguma doença aguda ou crônica ou de outras situações especiais. Problemas do coração, como cardiomiopatia ( doença do músculo do coração ), infarto agudo do miocárdio ou problemas nas válvulas do coração, que determinam uma fraqueza no bombeamento do sangue pelo coração, estão entre as principais causas do edema pulmonar. Quando o coração não funciona bem, o sangue acumula-se nos pulmões, o que leva à falta de ar. Já a infecção pulmonar (pneumonia) ou a infecção generalizada do corpo também leva ao edema pulmonar, mas por um mecanismo diferente. Outra alteração que leva ao edema pulmonar é a diminuição de proteínas circulantes no sangue, seja por problema nos rins ou no fígado. Quando o nível de proteína no sangue diminui, há uma tendência de acúmulo de líquidos nos pulmões. As reações alérgicas por uso de medicações, o uso de narcóticos para dor (morfina, por exemplo) ou como droga de abuso, e a radioterapia para tumores do tórax, podem também ocasionar o edema pulmonar. Quando uma pessoa muda rapidamente de um local de baixa altitude para um de alta, o edema pulmonar também pode ocorrer.

    Falamos aqui de várias causas de edema pulmonar. Contudo, existem muitas outras.

    O que se sente?
    Encurtamento da respiração (falta de ar), que normalmente piora com as atividades
    Falta de ar quando a pessoa se deita com a cabeceira baixa
    Tosse, que pode ou não ter expectoração sanguinolenta e/ou espumosa
    Batimentos rápidos do coração, conhecidos como taquicardia
    Aumento da pressão arterial
    Opressão (aperto) no tórax
    Chiado no peito
    Cianose - coloração azulada da pele quando há muita falta de ar
    Ansiedade
    Outros sintomas específicos da causa do edema pulmonar.


    Como o médico faz o diagnóstico?

    O que os pacientes referem, associado ao exame físico, fazem com que o médico suspeite de edema pulmonar. Nesta situação, é importante que o médico questione a presença prévia de doença do coração ou dos pulmões. A história anterior do uso de medicações também poderá ajudar neste sentido. A radiografia do tórax confirma o excesso de líquido nos pulmões. Outros exames complementares podem ser solicitados pelo médico, com intuito de descobrir a causa desta situação médica.

    Como se trata?

    Tão logo esta situação seja suspeitada, prontamente inicia-se o tratamento. O tratamento varia conforme a gravidade do caso. O oxigênio é necessário e poderá ser liberado para os pacientes através de cateter (tubo plástico) pelo nariz, máscara facial ou por ventiladores mecânicos, que são aparelhos que fazem uma respiração artificial. Outros tratamentos dependem da causa do edema pulmonar. Por exemplo, se o motivo for uma insuficiência do coração em bombear o sangue, medicações para aumentar a força do coração e para urinar (diuréticos) são utilizados. Nesta situação, o paciente deve ser colocado sentado na cama com as pernas pendentes para facilitar a respiração e o trabalho do coração.

    Publicado no dia 29/09/09 e atualizado no dia 19/01/2017


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